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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Amizade e escolha profissional: um estudo com alunos de escolas particulares e públicas

É com prazer amigos e leitores que compartilho com vocês artigo que escrevi com Prof. Agnaldo Garcia (UFES) e publicado na Revista PPP.

Segue resumo e link de PDF para baixar.

Abs a todos!


Amizade e Escolha Profissional: um Estudo com Alunos de Escolas Particulares e Públicas

Este artigo apresenta uma pesquisa realizada com 36 estudantes de Ensino Médio de três escolas particulares e três escolas públicas com o objetivo de investigar a participação dos amigos na escolha profissional dos estudantes e as implicações da escolha nos relacionamentos familiares e de amizade. Os pais e os professores foram percebidos como uma influência mais direta ou vertical, enquanto os amigos participaram de modo mais horizontal, por meio de conversas e troca de informações. Os adultos tenderam a influenciar os objetivos, ou seja, a carreira ou curso escolhido e os amigos a cooperar entre si, trocando informações e críticas.

Palavras-chave: escolha profissional; amizade; adolescência; relacionamento interpessoal.

Clique aqui para baixar PDF do artigo.

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Planejamento Estratégico de Carreira> Projeto de extensão do UNESC no I Congresso Brasileiro de Pesquisa do Relacionamento Interpessoal na UFES

Acontecerá de 4 a 6 de dezembro o I Congresso Brasileiro de Pesquisa do Relacionamento Interpessoal na Universidade Federal do Espírito Santo.

O evento contará com a presença de conferencistas internacionais, bem como apresentação de pesquisas e concurso de fotografias e curta-metragens sobre relacionamentos interpessoais.

Neste eventos, terei a honra de apresentar dois trabalhos. Um deles é uma pesquisa desenvolvida a partir do projeto de extensão do UNESC. O outro trabalho é resultado de pesquisa de minha orientanda no curso de pós-graduação em Sexologia na ABPC.


Agradeço a todos os envolvidos nestes trabalhos pelo apoio.

Para os curiosos e cientistas de plantão, segue abaixo os resumos:

CONCEITOS DE TRABALHO, PROJETO DE CARREIRA E RELACIONAMENTOS NUMA POPULAÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS

FÁBIO NOGUEIRA PEREIRA (UNESC)

Esta pesquisa visa colaborar para duas áreas de conhecimento: relacionamento interpessoal e orientação profissional. O objetivo geral é investigar como universitários percebem o trabalho e sua carreira e a correlação com relacionamentos interpessoais. Foram aplicados questionários com perguntas abertas e fechadas sobre a temática em 18 universitários participantes de um projeto de extensão de planejamento de carreira. Os resultados dos questionários aplicados revelaram que: dos seis conceitos de trabalho estipulados pela literatura apenas duas foram identificadas entre a população (A, 33,4%; B, 66,6%); 100% dos sujeitos relataram perceber relação entre o exercício do trabalho e a construção e transformação da sociedade, o que corrobora com os dois conceitos supra citados; 83,3% dos participantes não percebem que as pessoas em geral trabalham com o compromisso de transformar a sociedade; quando nomearam pessoas que conheciam que se dedicavam ao trabalho seu próprio conceito de trabalho, 38,9% dos participantes citaram o pai, 16,7% o chefe e 11,1% a mãe; quando nomearam pessoas que não se dedicam ao trabalho segundo seu próprio conceito, 33,3% citaram colegas de trabalho, 16,7% irmãos, 11,1% outros familiares e 11,1% amigos. Quando perguntados sobre as pessoas mais importantes para sua carreira, os participantes apontaram a mãe em primeiro lugar, seguida por pai, pelos professores e pelos amigos respectivamente. A nomeação da mãe como a pessoa mais importante para a carreira e a baixa freqüência da mãe como resposta à pergunta sobre pessoas que se dedicam ao trabalho segundo o conceito dos sujeitos pode ocorrer por serem essas mulheres em sua maioria donas de casa. Os demais citados como pessoas de destaque na construção da carreira (pai, professores e amigos) corroboram com resultados de pesquisas anteriores com outras populações. Os citados como pessoas que não se dedicam ao trabalho segundo seu conceito apontaram principalmente indivíduos com os quais os participantes não necessariamente detêm aspectos de similaridade (colegas de trabalho). A ampliação da rede de relacionamentos ao longo da vida proporciona a exploração do ambiente, bem como a atualização da autopercepção e do conceito de trabalho introjetado pela família.

Palavras-chave: carreira; relacionamento interpessoal; trabalho.

Endereço eletrônico: fabionogueirapereira@gmail.com



UM ESTUDO DE CASO SOBRE O IMPACTO DA ANEMIA FALCIFORME NOS RELACIONAMENTOS

REGIANE CORNELIA DIAS (ABPC)

FÁBIO NOGUEIRA PEREIRA (UNESC)

Existem poucas referências sobre pesquisas brasileiras a respeito dos relacionamentos e da sexualidade dos acometidos por anemia falciforme. Esta pesquisa teve por objetivo analisar a interferência da doença no desenvolvimento sexual e na construção da sexualidade e dos relacionamentos interpessoais de uma mulher de 34 anos e como a mesma produz ou criou mecanismos de readaptação nas interações sociais. O presente estudo de caso pode contribuir na compreensão dos processos adaptativos à cronicidade da doença em relação ao desenvolvimento da sexualidade visto existirem poucas pesquisas sobre o tema. Utilizamos de um roteiro semi-estruturado de entrevista, cujo áudio foi gravado e transcrito para devida análise qualitativa posterior. Observamos que as dores e as recorrentes internações interferem na criação de vínculos e na seqüência de interações que se desdobram na construção dos relacionamentos. Tais conseqüências enfrentadas pela falcêmica são de difícil enfrentamento, sobretudo no que tange a sexualidade. O desenvolvimento de relacionamentos amorosos fica deteriorado devido às crises dolorosas, à restrição a atividades físicas e ao risco inerente à gravidez. Devido à situação de cronicidade da anemia falciforme, a forma como seu portador lida e reconstrói seus relacionamentos precisam ser revistos tanto pela restrição nas atividades e locais de interação quanto pelas expectativas a cerca dos relacionamentos.

Palavras-chave: anemia falciforme; relacionamento interpessoal; sexualidade.

Endereço eletrônico: regianecornelia@yahoo.com.br


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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A crise econômica muda os relacionamentos

Seria inocente pensar que a crise altera apenas a configuração do cenário econômico e dos negócios. Ela também tem atingido os relacionamentos e se adaptar à nova realidade está dando trabalho para muita gente.

Para quem perdeu o emprego, perdeu dinheiro na bolsa ou viu seu negócio ir pro brejo, convidar os amigos para uma noitada está fora de cogitação. Às vezes, até mesmo aqueles jantares em casa com os amigos foi cortado do orçamento.

E como ficam os relacionamentos frente à inevitável necessidade de cortar os gastos e reestruturar o estilo de vida?

Leia reportagem da revista Slate e descubra como os norte-amercanos estão lidando com a perda do poder de compra devido à crise.


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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mais uma rede social: Skoob

O Skoob tem como objetivo compartilhar entre seus usuários o que você está lendo, o que já leu e o que ainda vai ler. Seus amigos fazem o mesmo e assim, todos compartilham suas opiniões e críticas.


O primeiro passo é se cadastrar no skoob, tornando-se um "skoober", depois adicione seus livros à sua estante. A partir daí as coisas começam a ficar mais divertidas, existem várias ferramentas no site para você interagir com outros skoobers.


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domingo, 24 de maio de 2009

Tecnologias imprimem novo estilo de vida

A web 2.0 certamente mudou nossas vidas. O nível de interatividade através da internet, veja nós aqui nos comunicando via blog como exemplo, tem criado um universo de dados imenso. Além disso, tentamos nos adaptar e as novas tecnologias vão sendo absorvidas como damos conta.

Muitos de nós já não conseguem mais viver sem celular e quando não atendemos ligação... vixi! O pessoal até se estressa conosco, não é verdade?

Novas configurações socias surgem a partir desse novo cenário e criamos um mundo completamente novo. Só que agora, as mudanças acontecem mais rápido e o ciclo delas tem se acelerado a um ponto que nem todo mundo consegue se adaptar a tempo e uma nova tecnologia é introduzida ou uma nova configuração social surge antes mesmo que tenhamos conhecimento da anterior.

Esses desdobramentos rápidos das construções sócio-culturais têm repercutido com consequências positivas e negativas em nossa sociedade. Positivos porque permitem maior acesso à informação, maior liberdade de interação e dão força às massas de forma nunca antes vista. Negativos porque nem todos conseguem acompanhar o ritmo veloz das mudanças e se não soubermos absorver essas pessoas na sociedade, criaremos um montando de excluídos da revolução silenciosa das tecnologia de informação e comunicação.

Às vezes, quanto mais nos plugamos nas tecnologias, mas nos desplugamos da realidade aqui fora e podemos ficar aliendados dos acontecimentos justamente pelo excesso de informação produzida - que nem sempre é relevante. O crescimento da quantidade de informações é tamanho atualmente que o conteúdo disponível na internet duplica a cada 18 meses!

Muitos de nós compramos celulares com acesso à internet, postamos em blogs, twitamos via SMS, colocamos no YouTube videos gravados no celular e até mesmo mandamos videos e fotos para canais de televisão, como a CNN - que já criou um programa exclusivo para o conteúdo enviado pelos expectadores, o iReport.

Agora saiu um estudo que diz que um em cada quatro, vulgo 25%, ingleses levam notebook e celular para a cama. Nossa privacidade e vida pessoal foram para o espaço... Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana e as pessoas esperam que estejamos disponíveis o tempo todo.

Para onde vamos? Não sei... Se é bom ou ruim, também não... Mas podemos construir nosso futuro como quisermos.


Faça do mundo um lugar melhor!


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sábado, 16 de maio de 2009

Exercício> 5o. Período de Administração UNESC [textos 5 e 6]

Stewart, T.A. (1998). O trabalhador do conhecimento. Em: T.A. Stewart. Capital intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas (pp. 35-47). Rio de Janeiro: Campus.

Crawford, R. (1994). A organização empresarial é redefinida. Em: R. Crawford. Na era do capital humano:o talento, a inteligência e o conhecimento como forças econômicas, seu impacto nas empresas e nas decisões de investimento (pp. 114-121). São Paulo: Atlas.

1) Quais as características da nova organização?
2) Quais as características do novo perfil de trabalhador pedido pelas empresas?
3) O que as empresas precisam levar em conta frente ao novo cenário de negócios?
4) Como fazer uma análise dos ambientes? Que técnicas podemos usar?
5) Quais os fatores constituem a cultura organizacional?
6) Qual as características e como mudou a organização dos tempos industrial para o pós-industrial?
7) Quais os 4 tipos básicos de empresas no cenário contemporâneo, segundo Crawford?
8) Qual o perfil das equipes de trabalho da nova corporação emergente?
9) Quais são as mudanças que as empresas precisaram fazer para atrair e manter talentos e conhecimento?


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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Exercício> 5o. Período de Administração UNESC [texto 2]> RESPOSTAS

Rego, A.; Pinha e Cunha, M.; Souto, S. Espiritualidade nas organizações e comprometimento organizacional. RAE Eletrônica6(2), jul./dez. 2007, pp. 1-27.

1) Quais as três definições de espiritualidade nas organizaações citadas no artigo?
"A espiritualidade nas organizações pode ser interpretada como o reconhecimento, pela organização e pelos seus líderes, de que os empregados têm uma vida interior que alimenta, e é alimentada, pela realização de trabalho com significado num contexto de comunidade (Ashmos e Duchon, 2000; Milliman, Czaplewski e Fergusson, 2003). Esta definição é, todavia, apenas uma entre as muitas presentes na literatura (Freshman, 1999; Brown, 2003).
Giacalone e Jurkiewicz (2003a), por exemplo, sugeriram que a espiritualidade nas organizações é um quadro de valores organizacionais, evidenciados na cultura da organização, que promove a experiência de transcendência dos empregados por meio dos processos de trabalho, facilitando o seu sentido de conexão com as outras pessoas, de um modo que lhes proporciona sentimentos de plenitude e alegria. Por seu turno, Ian Mitroff, num Simpósio realizado na Academy of Management, definiu-a como “o desejo de encontrar o propósito último da vida e viver de acordo com ele” (Cavanagh, 1999, p. 189).
Para os propósitos do presente artigo, após a leitura atenta da literatura (especialmente os números especiais de revistas como o Journal of Management Inquiry e o Journal of Organizational Change Management), e tendo em vista algumas das recentes operacionalizações do construto (Ashmos e Duchon, 2000; Milliman et al., 2003; Duchon e Plowman, 2005), definimos a espiritualidade nas organizações do seguinte modo: existência de oportunidades na organização para realizar trabalho com significado, no contexto de uma comunidade, com um sentido de alegria e de respeito pela vida interior."

2) Quais as cinco dimensões da espiritualidade usadas pelos autores da pesquisa?
"A definição acima orientou o processo de operacionalização do construto, o qual abarca cinco dimensões: sentido de comunidade; alinhamento do indivíduo com os valores da organização; sentido de serviço à comunidade (trabalho com significado); alegria no trabalho; oportunidades para a vida interior."

3) Segundo o texto, no que difere a espiritualidade da religião?
"Ser alguém espiritual não significa exibir qualquer religião. E uma organização que nutre a espiritualidade não é a que induz as pessoas a adotarem determinadas crenças e práticas religiosas. Em rigor, esta indução pode ser mesmo uma “afronta” à genuína espiritualidade. Mais especificamente, a espiritualidade diz respeito ao fato de os colaboradores: (a) serem entidades com necessidades espirituais (desejo de serem únicos, de estarem em união com algo superior a si próprios, de serem úteis, de compreenderem e serem compreendidos; Strack et al., 2002); (b) desejarem experimentar um sentido de propósito e de significado no trabalho; e (c) pretenderem experimentar um sentido de conexão com a comunidade de trabalho (Ashmos e Duchon, 2000)."

4) Quais as vantagens, citadas no texto, da espiritualidade para o trabalhador?
"Em nível de análise individual, os estudos têm procurado identificar os efeitos da espiritualidade para a saúde e as respostas psicossomáticas. Diversas evidências teóricas e empíricas têm sugerido que as pessoas com forte espiritualidade apresentam, por exemplo, melhor qualidade de vida; uma elevada auto-estima; um sentido mais forte de pertença; um melhor ajustamento a eventos traumáticos; maior proteção contra doenças geradas pelo estresse; maior satisfação com a vida; menor pressão sanguínea; melhor funcionamento do sistema imunológico; e, por último, menores tendências depressivas (Musgrave, Allen e Allen, 2002; Moss, 2002; Miller e Thoresen, 2003; Puchalski, 2004; Sawatzky, Ratner e Chiu, 2005)."

5) O que é comprometimento organizacional?
"O comprometimento organizacional é o estado psicológico que caracteriza a ligação do indivíduo à organização, tendo implicações na sua decisão de nela continuar (Allen e Meyer, 1996, 2000)."

6) Cite os três componentes do comprometimento organizacional?
"A maior parte dos estudos focaliza-se em três componentes: a orientação afetiva para com a organização (ligação afetiva); o reconhecimento dos custos associados com a saída da mesma (ligação instrumental); e um sentido de obrigação moral de nela permanecer (laço normativo)."

7) Que tipos de comportamentos podemos esperar dos três diferentes tipos de laço ou comprometimento organizacional?
"Dado que o comprometimento afetivo baseia-se em um vínculo emocional com a organização, é provável que as pessoas mais afetivamente comprometidas sejam mais motivadas para contribuir com o desempenho da organização, apresentem menor turnover, menor absentismo e adotem mais comportamentos de cidadania organizacional (Organ e Paine, 2000). Diferentemente, é provável que os colaboradores com laço instrumental mais forte não sintam qualquer propensão a darem à organização mais do que aquilo a que estão obrigadas. Acresce que, se este for o laço preponderante, é possível que os indivíduos adotem mesmo atitudes e ações negativas em relação à organização (e.g., absentismo, comportamentos retaliatórios). Finalmente, é provável que as pessoas que sentem obrigações e deveres de lealdade para com a organização (laço normativo) tendam a adotar comportamentos positivos. Todavia, esses sentimentos tendem a não suscitar os mesmos entusiasmo e envolvimento que os produzidos pelo comprometimento afetivo. Conseqüentemente, os resultados organizacionais positivos tendem a ser menos notórios."

8) Que aspectos tendem a desenvolver o laço afetivo do trabalhador?
"A literatura (Allen e Meyer, 1996, 2000; Meyer, 1997) sugere que o comprometimento afetivo se desenvolve quando o colaborador se envolve e/ou reconhece o valor e/ou deriva a sua identidade da associação com a organização. Estes efeitos podem ser alcançados quando, por exemplo, o colaborador (a) sente que a organização o trata de modo justo, respeitador e apoiante; (b) tem confiança na organização e nos seus líderes; (c) obtém satisfação no trabalho; (d) considera que os valores da organização têm uma orientação humanizada; (e) sente que existe congruência entre os seus objetivos e os da organização; e (f) a organização é uma boa cidadã e assume comportamentos socialmente responsáveis."

9) E o laço instrumental?
"O comprometimento instrumental desenvolve-se quando o indivíduo (a) reconhece que, se sair da organização, perderá investimentos nela feitos e/ou (b) não tem alternativas atrativas de emprego em outras organizações. É possível, por outro lado, que se sinta sobretudo instrumental ou calculativamente ligado à organização quando se sentir insatisfeito, injustiçado, impossibilitado de desenvolver o seu potencial e realizando trabalho rotineiro e não desafiante."

10) E o normativo?
"O comprometimento normativo tende a desenvolver-se quando o colaborador internaliza as normas da organização mediante socialização; recebe benefícios que o induzem a atuar reciprocamente ou estabelece com a organização um contrato psicológico. É possível, por exemplo, que desenvolva o dever de lealdade à organização quando (a) se sente satisfeito no trabalho, justiçado e apoiado; (b) percebe que a organização fomenta valores que ele próprio possui; (c) verifica que os seus líderes são de confiança; (d) percebe que a organização adota políticas de recursos humanos que o valorizam como pessoa e não como mero instrumento ou recurso."

11) Quais as vantagens do alinhamento entre os valores pessoais e corporativos?
"É igualmente possível que a pessoa desenvolva laços de confiança e estabeleça com a organização um contrato psicológico de natureza relacional (Rousseau, 1995). Pode também suceder que, ao perceber um alinhamento entre os seus valores e a missão/valores da organização, a pessoa desenvolva uma maior identificação organizacional, procurando atuar favoravelmente em prol da organização. É também presumível que, recebendo da organização recursos espirituais e motivacionais, o colaborador desenvolva o dever de responder reciprocamente (Gouldner, 1960; Settoon, Bennett e Liden, 1996; Eisenberger et al., 2001) com maior comprometimento afetivo um sentido mais forte do dever de lealdade."

12) Quais as desvantagens de não se adotar a espiritualidade nas organizações?
"Quando o trabalho não tem significado para a vida, a criatividade não flui. O comprometimento e a motivação para o trabalho são menores. A cooperação e o espírito de equipe são penalizadas. Os níveis de estresse são mais elevados, podendo gerar acidentes de trabalho, erros decisórios e problemas de saúde física e psicológica. A identificação dos indivíduos com a organização é menor, e isso pode refletir-se no modo como se pronunciam externamente acerca da sua organização e, por conseguinte, na reputação organizacional. Os talentos abandonam mais provavelmente a empresa, que fica também com menor potencial atrativo para recrutar e selecionar bons candidatos. A lealdade organizacional é menor.
Distintamente, quando as organizações criam espaços espiritualmente ricos, os seus membros satisfazem as necessidades espirituais, experimentam um sentido de segurança psicológica e emocional, sentem-se valorizados como seres intelectual, emocional e espiritualmente válidos, experimentam sentidos de propósito, de autodeterminação, de alegria e de pertença. Em contrapartida da recepção destes “recursos” espirituais e motivacionais, desenvolvem maior ligação afetiva com a organização e sentem o dever de responder reciprocamente, de serem mais leais e mais produtivos."


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sábado, 21 de março de 2009

Você conhece bem suas crianças?



Dias atrás estava eu revirando caixas durante mudança na casa de meus pais e descobri numa caixa empoeirada papéis da época em que eu cursava a pré-escola. Muitas lembranças e muitos risos... Até que um papel mimeografado (vocês se lembram disso?) com grampo enferrujado passa por minhas mãos.

O título deste post é o título do papel. Pergunta pertinente; afinal, as novas arquiteturas da família brasileira tornaram o papel dos pais algo crescentemente coadjunvante na vida de uma pessoa. O excesso de trabalho, escola, cursos de línguas, esportes. Cada quarto com televisão, video game, computador e todos portando celular. Feudos dentro de uma mesma casa no cotidiano.

O tal papel com letras arocheadas dizia Seja qual for o tempo que pais e filhos passem juntos, há sempre coisas novas ou cruciais que eles desconhecem uns sobre os outros (sic). Para descobrir até que ponto você conhece realmente suas crianças, responda as 30 perguntas.

Sei que parece algo meio auto-ajuda, questionário duvidoso de revista e que não há qualquer validação para as perguntas. Isso é o que me diz o meu lado cientista, professor de metodologia.

Porém, um outro lado meu, o psicólogo, me chama a atenção para o deterioramento dos relacionamentos familiares, o aumento da violência doméstica, dos abusos sexuais dentro de casa e a explosão do uso banalizado de drogas.


Eis as perguntas (com alguma modificações e atualizações) que podem lhe ajudar a refletir sobre a qualidade do seu relacionamento com seus filhos:
  1. Quem é o melhor amigo de seu filho?
  2. Você conhece a família do melhor amigo do seu filho?
  3. Que cor ele gostaria para seu quarto?
  4. Quem é o maior herói para ele?
  5. O que o embaraça mais?
  6. Qual é o seu maior receio?
  7. Nas aulas de educação física, seu filho prefere jogar, fazer exercícios ou correr?
  8. Qual é o seu gênero preferido de música?
  9. Qual a pessoa, sem ser da família, que mais influencia(ou) a vida de seu filho?
  10. Quais os assuntos preferidos e os de que não gosta na escola?
  11. De que proeza se orgulha mais seu filho?
  12. Qual a principal queixa dele sobre sua família?
  13. Qual o seu programa de televisão favorito?
  14. Qual o video game favorito de seu filho?
  15. O que faz se filho realmente ficar zangado?
  16. Que esporte ele gosta mais?
  17. Se seu filho pudesse comprar qualquer coisa, o que ele pediria?
  18. Qual o último presente que você deu para ele?
  19. Seu filho está satisfeito com o relacionamento com colegas de escola e amigos?
  20. Que profissão ele diz querer ter quando crescer?
  21. Qual foi o maior desapontamento de sua vida?
  22. Seu filho se sente muito alto ou muito baixo, ou muito magro ou muito gordo?
  23. O que seu filho mais gosta em você?
  24. O que ele detesta em você?
  25. Para onde seu filho gostaria de ir nas férias: praia, montanhas, campo, fazenda, sítio, etc?
  26. Do que seu filho menos gosta de fazer: arrumar quarto, organizar brinquedos, pegar água para si próprio, fazer compras para casa, ajudar na cozinha, etc?
  27. Qual livro, literário, não didático, seu filho leio mais recentemente?
  28. Qual foi o último livro que você deu para seu filho?
  29. Qual foi o último livro que você leu para seu filho?
  30. Qual a festa de família preferida de seu filho?
  31. Qual o feriado que ele mais gosta?
  32. Qual comida mais gosta?
  33. Qual comida menos gosta?
  34. O que não come de jeito nenhum?
  35. Qual seu apelido na escola?
  36. Qual seu apelido entre os amigos fora da escola?
  37. Quando prefere fazer os deveres de casa: pela manhã, à tarde após o almoço, após o lanche da tarde, antes do jantar, após o jantar? Ele faz os deveres de casa?
  38. Seu filho gosta de bichos de estimação? Qual gostaria de ter?
  39. Qual a coisa de seu filho que ele mais estima?
  40. Qual sua roupa favorita?
Se você conseguiu acertar 10 perguntas
Eu sugiro que você repense sua atuação como pai/mãe. Sua atuação é provavelmente muito ausente, se comunica pouco com a criança. Priorize seus relacionamentos familiares e crie estratégias de interação mais saudáveis.

Se você conseguiu acertar entre 11 e 20 perguntas
Você sabe um pouco sobre seu filho, mas pode melhorar. Aproveite os momentos que você já passa com ele e faça um esforço para conhecer mais sua prole. Crie atividades que possam fazer juntos.

Se você conseguiu acertar entre 21 e 30 perguntas
Parabéns! Você está quase lá. Já tem uma boa noção da vida do seu filho. Use isso a seu favor e desenvolva uma atmosfera que permita o aumento da convivência sadia entre vocês.

Se você conseguiu acertar mais de 31 perguntas
Você pode estar numa zona de conforto perigosa. As crianças mudam constantemente. Às vezes, achamos que conhecemos muito bem nossos filhos, porém suas preferências podem mudar e nossa recaída em relação à atenção e ao bom convívio pode comprometer o relacionamento no futuro. Mantenha o que funciona e fique atento para acompanhar de perto sua criança.


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

(des)conectados da realidade: plugados na fantasia do progresso da tecnologia e do conforto

Hoje eu ia escrever sobre filmes. Uma lista de filmes quaisquer que resolvi fazer enquanto vasculhava a locadora do meu bairro a procura de um título que teimava em constar no sistema, mas ninguém, nem os funcionários da loja, encontrava. Isso fica para outro dia, quem sabe.

Ia ser assim até quando abri a revista Época desta semana e, como de costume, comecei de trás para frente. Primeira página a ser lida: a coluna de Ruth de Aquino. Não leio de trás para frente por causa dela (por favor, Ruth, sem ofensas, suas análises são ótimas, inclusives as das quais discordo). É um hábito anarquista que me dou por direito já que sou esquerdo. Não, não sou comunista, sou apenas canhoto.

Parece coisa boba num mundo onde tudo é feito para destros e no qual muitas línguas e culturas conferem a essa variante psicomotora os nomes mais esdrúxulos e, às vezes, aterrorizantes. Entre left, sinistra e outros, os canhotos não devem ser deixados para trás e muito menos considerados pessoas diabólicas ou coisa parecida. Apenas vemos o mundo por um outro ponto de vista.

Muitos estão lá fora pulando carnaval, nas praias, em acampamentos evangélicos, retiros espirituais. Eu aqui... postando num blog. O texto de Ruth de Aquino me esbofeteou a cara - e eu tive de dar a outra face. O incomodo de Ruth veio ao encontro do meu. O uso de celular se tornou um infame fenômeno viral que tem efeitos colaterais ingratos e destrutivos nas relações interpessoais e na construção social da realidade.

Não plugue seu celular na fantasia de que o artefato de comunicação que revolucionou a troca de informações juntamente com a internet civil na última década é um mimo gracinha e um refúgio de segurança, ou, ainda, um alívio na angústia de solidão urbana.

O celular invadiu nossa praia, nosso quarto, nossa cama e nossos relacionamentos. [eis o inevitável(?): acabo de ser interrompido pelo toque do meu aparelho. será que essa ligação podia esperar? quem sabe...]

Segue trecho do texto da Ruth até eu me sintonizar novamente nas minhas idéias e lembrar o que estava em vias de escrever:

Os aparelhos celulares passaram de 150 milhões no Brasil em dezembro. Antes era só a voz. Com texto e e-mail, nossa cara se enfia na tela. O vício de estar plugado se alastra. Quantos de nós já perderam os limites da educação e do pudor no uso do celular e se tornaram reféns da comunicação em tempo real? Levamos o aparelho para o banheiro, a cama, a mesa, o museu, o batizado, o casamento e o funeral. Quantos de nós ainda têm tempo para a reflexão?

As ligações telefônicas invadem atos que costumavam ser praticados do início ao fim, com uma dedicação de corpo e espírito que dava sentido ao presente.

Ruth cita o romance Fantasma sai de cena do autor norte-americano Philip Roth. Nele, um escritor volta a Nova Iorque depois de se isolar por dez anos nas montanhas. O ex-ermitão dá de cara com um novo mundo a sua frente. Não pelas mudanças mundanas esperadas da evolução tecnológica e/ou cultural, e sim pelo egoísmo e a urgência das pessoas. "O que acontecera que agora havia tanto a dizer e com tanta urgência que não dava para esperar? (...) Havia também um lado trágico nisso. A anulação da experiência da separação. (...) Você sabe que pode ter acesso à outra pessoa a qualquer momento, e, se isso se torna impossível, você fica impaciente e zangado, como um deusinho idiota."




E continua Ruth dissertando e eu cá comigo concordando. Os telefones avançando pela progressão geométrica da capacidade de processamento dos chips. Chegam os smartphones e os stupid users...

Sou psicólogo e já ouvi muitos relatos de pessoas que falam: Doutor, eu juro que escuto meu celular tocando e quando chego lá não tem nenhuma mensagem nem ligação. Quantos de nós ficamos angustiados ou deprimidos se passamos um dia sem receber ligações? Alguns mais espertos (?) impossibilitam tal condição ligando desesperados para toda a agenda de contatos.

Faça um exercício, dê a você mesmo uma excelente oportunidade. Desligue seu celular e seu computador e demais aparelhos eletrônicos (televisão, ipod, etc) por 24 horas. Sei que alguns profissionais, por força do ofício, necessitam (?) estar online 24/7; entretanto, cabe fazê-lo nos finais de semana e, friso com veemência, sobretudo durante as férias - se é que você ainda sabe o que é isso.

Conecte-se com a realidade, com o mundo!
Invista no progresso da sua felicidade...


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Procura-se sujeitos para pesquisa sobre relacionamentos interpessoais

A psicóloga e doutoranda na UFES no Programa de Pós-graduação em Psicologia solicita a participação de mulheres de 25 a 45 anos, matriculadas em um programa de pós-graduação (stricto ou lato sensu) em qualquer área de conhecimento, para a confecção de sua tese que tem como tema "Solidão e rede de relacionamentos. As participantes podem ter ou não uma relação amorosa estável. A coleta de dados é via correio eletrônico, assim as interessadas em participar, favor, enviar uma mensagem para kirlladac@yahoo.com.br para receber maiores informações.

Colaborem com o desenvolvimento da ciência!


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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Você compartilha alguns segredos com milhões de pessoas ou milhões de segredos com algumas pessoas?

Na era da ampla auto-revelação pública através das ferramentas disponibilizadas na internet - leia-se YouTube, redes de relacionamento, programas de mensagem instantânea e blogs (veja outro post sobre o assunto clicando aqui) -, uma antiga tradição perde espaço.

Contar para um amigo algo que nos aconteceu e manter isso somente entre duas pessoas perdeu o poder e a magia que entrelaça a amizade em favor da exposição midiática da vida privada. Se isso é bom ou ruim eu não sei, o que sei é que prefiro continuar fazendo como faço... até que eu mude de idéia.

Poético isso hein... rsrsrs

Leia o OP-ED do New York Times sobre o assunto.


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terça-feira, 22 de julho de 2008

Você usa eventos sociais a favor do seu networking?


Sempre que vou a eventos sociais reparo como as pessoas tendem a procurar rostos familiares ao invés de conhecer pessoas novas. Essa é nossa tendência de escolher nossas interações e relacionamentos por fatores ligados à similaridade.

Mas, se quer realmente dar um gás no seu networking, fale com pessoas novas.

A ABOP clipou uma notícia interessante sobre isso da revista Você S/A. Clique aqui e leia a materia.

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sábado, 12 de julho de 2008

A participação dos amigos nas escolhas profissionais de adolescentes

A relação entre as amizades e a escolha profissional é um campo pouco explorado em orientação profissional. Esta dissertação apresenta uma pesquisa realizada com 36 estudantes de Ensino Médio de três escolas particulares e três escolas públicas acerca de sua percepção sobre suas amizades, seu relacionamento com os pais e suas escolhas profissionais. O objetivo era investigar a participação dos amigos na escolha profissional dos estudantes e as implicações da escolha nos relacionamentos tanto com a família como com os amigos.

O papel dos relacionamentos interpessoais no processo de escolha profissional dos adolescentes é um tema complexo e multifacetado. Familiares (especialmente os pais) e professores foram percebidos como uma influência mais direta (ou vertical) nas decisões, enquanto os amigos participaram de modo mais horizontal (por meio de conversas e troca de informações). Os adultos tenderam a influenciar os objetivos (carreira ou curso escolhido) e os amigos a cooperar mais entre si, trocando informações e críticas.

Observamos, nesta pesquisa, relatos sobre os pares tornando-se mais importantes como fontes de apoio social e intimidade, e como apoio para comportamentos exploratórios fora da esfera familiar com o passar do tempo. Os dados revelaram, também, que quando a família exerce forte influência sobre os adolescentes, o poder de influência dos amigos diminui. Observou-se uma complexidade maior que a esperada, não sendo possível indicar somente a influência como o único processo a ser investigado na escolha profissional do adolescente, mas também a cooperação e mesmo o apoio social, principalmente ao investigar as relações entre amizades e escolha profissional.

Clique aqui para ter acesso ao texto completo em PDF da minha dissertação a partir do site da FAPES.

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domingo, 6 de julho de 2008

Quantos amigos você (realmente) tem?

Primeiro alguns conceitos a título de explanação
A amizade é um fenômeno social contextualizado cultural e historicamente e possui algumas características que lhe são peculliares: a amizade é diádica, pessoal, informal e mútua; sustenta-se em emoção positiva, consideração, voluntariedade, apego e ausência de sexualidade exacerbada; os amigos tendem a se esforçar para providenciar apoio quando necessário, afirmam reciprocamente suas identidades e as expectativas de confiança e de apoio; bem como, auxiliam a pessoa na manutenção de uma auto-imagem valorizada e de competência, expressam e reconhecem os atributos mais importantes do amigo, estimulam a auto-elaboração positiva, são confiáveis e confiantes,; e, cooperam e dão apoio no que se refere às necessidades cotidianas.

As pessoas tendem a ter amizades com aqueles que lhes são similares em idade, gênero, grupo étnico, atributos físicos e preferências por atividades profissionais e recreacionais. Os amigos são, geralmente, aqueles com os quais compartilhamos certas similaridades, inclusive idade, gênero, etnia, religião, nível sócio-econômico-cultural e atividades. Essa similaridade é maior entre amigos mútuos do que entre amigos unilaterais (quando um dos indivíduos não considera o par como amigo reciprocamente) ou não amigos.



Ok, Fábio... E onde você quer chegar com esse papo?
Pois bem. Na semana passada estava eu surfando pelo site da Newsweek, quando me deparei com a coluna THE TECHNOLOGIST de Steven Levy. O assunto era algo que já me chamava a atenção há algum tempo: quantos amigos temos em nossas listas em sites de redes de relacionamentos?

Então eu lhe lanço as seguintes perguntas: quem está na sua lista de amigos do Orkut, por exemplo?; ou, as pessoas desta lista participam de sua vida efetivamente ou vocês compartilham alguma característica em comum?

Levy destaca que esses "amigos" não são aqueles que lhe levam canja de galinha quando você está doente. A nova conceituação de amigo abarca aquele camarada que senta atrás de você na sala de aula, alguém procurando um novo cliente ou uma pessoa com a qual você nunca vai conversar. Hum... e você chama isso de amigo!? Pois eu me faço a mesma pergunta.

A introdução de tecnologia de comunicação em massa que ocorreu ao final da década de 1990 culmina hoje em mudanças substanciais na arquitetura dos relacionamentos interpessoais. O palco necessário para que ocorram as interações que posteriormente configuram freqüência e investimentos mínimos para que constituam um relacionamento migrou do plano concreto para o virtual, criando uma gama quase infinita de novas formas de nos relacionarmos.

O amigo “virtual” talvez carregue em si características do tipo “talvez não temos tanto em comum” ou “não nos importamos um com o outro”, porém o que parece ser mais notório é o nó que mantém vivo esses sites de relacionamento. As pessoas se sentem ligadas umas às outras de alguma forma. Num mundo tão individualista e pulverizado, esse é uma forma de amarrar os cacos de nossa(s) identidade(s) e um eu cabível.

Os amigos e as comunidades das quais participamos dizem quem somos e quem gostaríamos de ser. A ciência dos relacionamentos interpessoais já mostrou que, quando um relacionamento é iniciado em um dado contexto, ele provavelmente está imerso numa rede na qual vários outros relacionamentos se entrecruzam. Assim, damos forma à nossa imagem pessoal perante a sociedade.

A nova geração está quebrando muitos paradigmas, inclusive este: quem são seus amigos(?).

Quem avisa amigo é...
Ter uma longa lista de amigos pode até ser bem legal.
Poder contar com eles quando você mais precisar é muito melhor.

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Gestão de talentos no mercado globalizado: desafio e bom senso


As corporações estão sentindo na pele as dificuldade de gerenciar profissionais provenientes de diferentes culturas que fazem parte de seu time. O diferencial de agregar profissionais de ponta deixou de ser uma novidade para ser uma premissa básica para qualquer global player. Entretanto, como lidar com as diferenças culturais no ambiente de trabalho? Como gerenciar talentos de maneira competitiva e eliciar motivação dos colaboradores? Algumas empresas ainda encontram obstáculos nesse campo, ao tentar tornar seu capital intelectual em prioridade estratégica.

Já falamos anteriormente [1, 2, 3] como é importante saber lidar com o patrimônio mais importante da empresa: os colaboradores. Geralmente lemos autores de destaque na mídia falando que o cliente está em primeiro lugar. Nesta tarde li o capítulo sobre gestão de serviços no Kottler & Keller e encontrei um pensamento parecido com o meu: precisamos investir no treinamento e no desenvolvimento dos colaboradores; eles são a ponte entre a empresa e os clientes.

Quanto melhor for a gestão do talento, maior é o lucro per capita. E várias medidas podem ser tomadas com o objetivo de alcançar o eldorado da gestão de pessoas. Desde esquemas de gestão mais simples até os mais sofisticados (conforme as figuras nesse texto).

Nada substitui um gestor que percebe o colaborador como pessoa que busca se desenvolver em outros níveis que não o técnico. As pessoas querem ter qualidade de vida que lhes possibilite fazer parte da sociedade como agente social reconhecido, aumentar sua capacidade de acumulação material, evoluir espiritualmente e se superar.

Seja qual for a metodologia que queira usar, o bom senso e a ética prevalecerão. A busca por receitas para resolver as contendas corporativas são factíveis porém fadadas a um final incerto. Trabalhar com pessoas exige mais do que fórmulas mirabolantes. Trabalhar com pessoas tem como ponto crucial levar em consideração quem elas são e sua história de vida. O descompasso característico do hiato existente entre a cultura própria do colaborador e a cultura organizacional deve ser extinto através de um processo de aprendizado mútuo. É a construção de uma realidade comum.

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domingo, 1 de junho de 2008

Amizade e escolha profissional: influência ou cooperação?

O artigo citado no título deste post é resultado do trabalho de pré-teste da minha dissertação do mestrado, feita sob orientação do Prof. Dr. Agnaldo Garcia. Ele foi publicado na Revista Brasileira de Orientação Profissional (RevBOP) da Associação Brasileira de Orientadores Profissionais (ABOP) no ano passado.

RESUMO

A relação entre as amizades e a escolha profissional é um campo pouco explorado em orientação profissional. Este artigo relata pesquisa realizada com 96 estudantes de Ensino Médio de uma escola particular acerca do tema com o objetivo de investigar a participação dos amigos na escolha profissional e as implicações da escolha nos relacionamentos. Os resultados dos questionários aplicados revelam que: 93% das garotas e 80% dos rapazes conversam com seus amigos sobre seu futuro profissional; 30,2% das garotas e 33,3% dos rapazes perceberam influência de seus amigos em sua escolha; 65,1% das garotas e 82,2% dos rapazes não percebem implicações de sua escolha sobre seus relacionamentos; 48,8% das garotas e 55,5% dos rapazes consideram a si mesmos como a pessoa mais importante na decisão de seu futuro profissional.

Palavras-chave: Escolha profissional, Amizade, Adolescência.

Se quiser ler o artigo na integra, clique aqui para o texto completo.

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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Notícias Interpersona


A revista científica digital Interpersona publica artigos sobre relacionamento interpessoal e é editada pelo International Center for Interpersonal Relationship Research (ICIRR) baseado no Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento da Universidade Federal do Espírito Santo.

Devido à grande submissão de artigos, a partir de 2009 a revista Interpersona (An International Journal on Personal Relationships) publicará quatro números por ano, sendo dois volumes regulares e dois especiais.


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Amizade e novas arquiteturas para os relacionamentos no século XXI


Hoje vou conversar com vocês sobre a amizade. Termo conhecido de todos, a amizade agrega (e congrega) pessoas das mais variadas estirpes. Eu como cientista dos relacionamentos interpessoais, tenho uma visão diferenciada dos relacionamentos. O dito popular diz que "os opostos se atraem" e "dize-me com quem andas e te direi quem és". Talvez o último nos direcione por caminhos mais afins com a realidade de nossos relacionamentos. Entretanto, cotidianamente (creio que por uma questão de comodidade) muitos reduzem a essência deve pensamento.

A sociedade tem passado por mudanças radicais desde o início da Revolução Industrial. A migração do meio rural para as cidades, a aglomeração da gente nas metrópoles e a procura por melhores condiçõees de vida e trabalho imprimem na sociedade uma nova arquitetura que aponta cada vez mais na contemporaneidade novas formas de nos relacionarmos com aqueles que nos cercam.

A necessidade de procurar por cenários mais favoráveis para viver, seja por motivos de trabalho ou outros, nos leva, às vezes, para longe de nossas famílias. Essa separação da família estimulada pela "meritocracia" moderna quebra o status da hierarquia familiar tradicional, mudando as responsabilidades frente à família para ir ao encontro da necessidade de preparação para o mercado de trabalho. Aí observamos uma migração de uma perspectiva mais coletivista ou familiar para uma perspectiva individualista fomentada pelo sistema capitalista. A famíia pode passar, assim, a um papel secundário em favorecimento da escolha pessoal e do desenvolvimento individual.

Por uma ciência dos relacionamentos interpessoais
Os estudos dos relacionamentos interpessoais abarcam hoje uma gama de abordagens teóricas muito ricas, relacionadas a diversas ciências que convergem de forma transdisciplinar para compreender esse fenômenos sociais. Quero reafirmar perante vocês minha simpatia pela viés adotado por Robert Hinde, cientista que dedicou sua vida à construção de uma ciência do relacionamento interpessoal. Hinde refere-se a uma rede de fatores que se correlacionam num sistema com múltiplos níveis, incluindo também a estrutura sócio-cultural e os fatores ambientais. Todos estes níveis afetam-se mutuamente de forma dialética. Esse autor ainda destaca a importância de se partir de uma ampla base descritiva para o estudo dos relacionamentos tendo como alvo a busca de princípios subjacentes aos aspectos observados.

Quem são nossos amigos?
As amizades sofrem a influência de diversos fatores desde o ambiente físico até a estrutura sócio-cultural. Viver em uma sociedade altamente urbanizada leva à necessidade de novos tipos de relacionamentos. Durante a adolescência, a intimidade, provida anteriormente pela família, passa cada vez mais a ser complementada pelos pares e amigos. Os amigos são, geralmente, aqueles com os quais compartilhamos certas similaridades, inclusive idade, gênero, etnia, religião, nível sócio-econômico-cultural e atividades. Essa similaridade é maior entre amigos mútuos do que entre amigos unilaterais (quando um dos indivíduos não considera o par como amigo reciprocamente) ou não amigos. Apesar de a amizade ser considerada um relacionamento voluntário, ela não deixa de fazer parte de um contexto social e cultural. As amizades não se baseiam em parentesco ou consangüineidade e o compromisso estabelecido entre as partes está enraizado na confiança, na lealdade, em atividades compartilhadas, em companheirismo e na interdependência de ambas as partes.

Além de a amizade ser social e historicamente contextualizada, ela possui algumas características fundamentais que podem ser encontradas em diferentes contextos sociais e culturais: a amizade é diádica, pessoal, informal e mútua, sustenta-se em emoção positiva, consideração, voluntariedade, apego e ausência de sexualidade exacerbada. Amigos tendem a se esforçar para providenciar apoio quando necessário. Segundo Hinde, os amigos afirmam reciprocamente suas identidades e as expectativas de confiança e de apoio são centrais nessa forma de relacionamento. Podemos listar algumas necessidades geralmente supridas por amigos: auxiliar a pessoa na manutenção de uma auto-imagem valorizada e de competência; expressar e reconhecer os atributos mais importantes do amigo; estimular a auto-elaboração positiva; ser confiável e confiante; e, cooperar e dar apoio no que se refere às necessidades cotidianas. A amizade ainda inclui auto-revelação, confiança e reciprocidade. Atividades e interações em grupo influenciam a díade e vice-versa. Além disso, as pessoas tendem a ter amizades com aqueles que lhes são similares em idade, gênero, grupo étnico, atributos físicos e preferências por atividades profissionais e recreacionais.

Amigos de fé, irmãos, camaradas
Ontem descobri duas edições de Vida Simples (outubro e novembro de 2005). Ambas com reportagens sobre amizade. E lendo esses textos na manhã de hoje me fizeram lembrar de vários queridos amigos que tenho guardados no meu coração. Amigos queridos apesar das distâncias, amigos apesar de algumas diferenças; amigos vêm e vão. Amigos porque gostamos um do outro e queremos ser amigos. A amizade é voluntária. Diante de nossos amigos podemos ser quem realmente somos e sermos compreendidos. Ter amigos faz bem para a saúde, para o coração e para a alma. Sem vocês meus queridos amigos, seria um ninguém. Obrigado por tudo que fizeram e fazem por mim. Obrigado por compartilharmos momentos memoráveis, confidências inenarráveis e emoções inexplicáveis.


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domingo, 27 de abril de 2008

Somos 22 milhões!

Segundo estimativas de uma pesquisa Ibope/Netratings realizada desde 2000, somos hoje cerca de 22 milhões de usuários residenciais de internet no Brasil. Somos campeões em tempo online: média de 22 horas e 24 minutos. Em segundo lugar estão os americanos com 19h52min; franceses em terceiro com 19h40min; e, japoneses com 18h29min.

A internet quebrou um barreira importante para os relacionamentos interpessoais. Antes de seu advento, outros meios de comunicação já contribuíram para a repetição de interações entre pessoas e a manutenção de relacionamentos. Entretanto, as novas tecnologias (internet e telefonia móvel) criaram um impacto considerável. Diversas ferramentas como blogs, Orkut, MSN Messenger e outros permitem que conversemos, façamos amigos e nos relacionemos de forma distinta. A necessidade de presença física e interação presencial foram dispensadas e substituídas por interações online que são por vezes mais reais do que virtuais. Assisti agora a pouco uma reportagem no Fantástico falando sobre um casal que manteve uma relacionamento virtualmente e se casaram no cartório por procuração assistindo tudo através de seus computadores bem longe do Brasil.

O mundo passa por mudanças profundas no que tange as possíveis arquiteturas dos relacionamentos interpessoais, acompanhando a planificação provocada pela globalização. Apesar de nem tão plano assim, a introdução em massa de novas tecnologias provocam alterações nos antigos padrões de comportamento interpessoal e transformam nossa cultura. Em duas pesquisas que realizei em 2006 e 2007, observei jovens que possuem amigos com os quais se relacionam tanto presencialmente quanto online diariamente, bem como jovens que possuem amigos com os quais nunca se encontraram pessoalmente.

Os cientistas do comportamento humano e dos relacionamentos interpessoais devem estar atentos a essas mudanças e realizar pesquisas que apontem as mudanças advindas dessa nova configuração social resultante da influência das tecnologias de comunicação.

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