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sábado, 4 de dezembro de 2010

Aprendendo a pensar - por Stephen Kanitz

Segue abaixo uma reflexão do Kanitz bem legal. Acho que vou mudar mais um pouco minhas aulas...


***


A maioria das aulas que tive foi expositiva. Um professor, normalmente mal pago e por isso mal-humorado, falava horas a fio, andando para lá e para cá. Parecia mais preocupado em lembrar a ordem exata de suas idéias do que em observar se estávamos entendendo o assunto ou não.

Ensinavam as capitais do mundo, o nome dos ossos, dos elementos químicos, como calcular o ângulo de um triângulo e muitas outras informações que nunca usei na vida. Nossa obrigação era anotar o que o professor dizia e na prova final tínhamos de repetir o que havia sido dito.

A prova final de uma escola brasileira perguntava recentemente se o país ao norte do Uzbequistão era o Cazaquistão ou o Tadjiquistão. Perguntava também o número de prótons do ferro. E ai de quem não soubesse todos os afluentes do Amazonas. Aprendi poucas coisas que uso até hoje. Teriam sido mais úteis aulas de culinária, nutrição e primeiros socorros do que latim, trigonometria e teoria dos conjuntos.

Curiosamente não ensinamos nossos jovens a pensar. Gastamos horas e horas ensinando como os outros pensam ou como os outros solucionaram os problemas de sua época, mas não ensinamos nossos filhos a resolver os próprios problemas.

Ensinamos como Keynes, Kaldor e Kalecki, economistas já falecidos, acharam soluções para um mundo sem computador nem internet. De tanto ensinar como os outros pensavam, quando aparece um problema novo no Brasil buscamos respostas antigas criadas no exterior. Nossos economistas implantaram no Brasil uma teoria americana de "inflation targeting", como se os americanos fossem os grandes especialistas em inflação, e não nós, com os quarenta anos de experiência que temos. Deu no que está aí.

De tanto estudar o que intelectuais estrangeiros pensam, não aprendemos a pensar. Pior, não acreditamos nos poucos brasileiros que pensam e pesquisam a realidade brasileira nem os ouvimos. Especialmente se eles ainda estiverem vivos. É sandice acreditar que intelectuais já mortos, que pensaram e resolveram os problemas de sua época, solucionarão problemas de hoje, que nem sequer imaginaram. Raramente ensinamos os nossos filhos a resolver problemas, a não ser algumas questões de matemática, que normalmente devem ser respondidas exatamente da forma e na seqüência que o professor quer.

Matemática, estatística, exposição de idéias e português obviamente são conhecimentos necessários, mas eu classificaria essas matérias como ferramentas para a solução de problemas, ferramentas que ajudam a pensar. Ou seja, elas são um meio, e não o objetivo do ensino. Considerar que o aluno está formado, simplesmente por ele ter sido capaz de repetir os feitos intelectuais das velhas gerações, é fugir da realidade.

Num mundo em que se fala de "mudanças constantes", em que "nada será o mesmo", em que o volume de informações "dobra a cada dezoito meses", fica óbvio que ensinar fatos e teorias do passado se torna inútil e até contraproducente. No dia em que os alunos se formarem, mais de dois terços do que aprenderam estarão obsoletos. Sempre teremos problemas novos pela frente. Como iremos enfrentá-los depois de formados? Isso ninguém ensina.

Existem dezenas de cursos revolucionários que ensinam a pensar, mas que poucas escolas estão utilizando. São cursos que analisam problemas, incentivam a observação de dados originais e a discussão de alternativas, mas são poucas as escolas ou os professores no Brasil treinados nesse método do estudo de caso.

Talvez por isso o Brasil não resolva seus inúmeros problemas. Talvez por isso estejamos acumulando problema após problema sem conseguir achar uma solução.

Na próxima vez em que seu professor começar a andar de um lado para o outro, pense no que você está perdendo. Poderia estar aprendendo a pensar.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br).

Artigo Publicado na Revista Veja, Editora Abril, edição 1763, ano 35, nº 31, 7 de agosto de 2002, página 20.



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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Você já fez sua boa ação de hoje?



Comece bem a semana!
Faça uma doação para o Lar Batista Albertine.
Clique aqui para saber como.

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sábado, 25 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vai chorar as pitangas ou vai vencer a guerra?

Às vezes, achamos que temos problemas na vida, ou que eles são insuperáveis.

Eu acredito que SEMPRE existe uma saída.

Fala muito com meus pacientes e alunos que precisamos fazer uma escolha quando enfrentamos um problema: sentar no meio-fio da esquina e chorar até secar nossas lágrimas ou levantar, resolver as coisas e ser feliz.

Assista ao vídeo...





Qual atitude você decidiu para você? Sentar e ficar chorando ou resolver as coisas e ser feliz?

Se está difícil resolver sozinho(a) ou o apoio da família e dos amigos não é suficiente, recomendo que procure um profissional para lhe ajudar a refletir sobre o problema e ter condições para se sentir forte o suficiente para tomar uma atitude.

HOJE VOCÊ PODE MUDAR SEU FUTURO!

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como mudar sua história de vida: algumas dicas de Tony Robbins

Dei de cara com este vídeo super bacana do Tony Robbins semana passada e pensei em compartilhar com vocês. Robbins é super competente na utilização de Programação Neurolinguística e tem um programa no canal estadunidense NBC chamado Breakthrough.




Neste vídeo ele fala sobre o caso de Juaquin Hawkins - jogador de basquete da NBA que teve um AVC.



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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Projeto de Ética: vários projetos de responsabilidade sócio-ambiental rolando e movimentando a Serra





Os alunos dos 4o período de Administração e 7o período de Ciências Contábeis do Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC) estão realizando sob minha orientação diversos projetos sociais.



Clique aqui e saiba o que o pessoal está fazendo para criar algo de impacto social e que leve a população a refletir e se mobilizar.




Aguardamos sua vista...
... e contamos com sua participação!

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Palestra 0800 na UFES com Ana Bock


A professora, Ana Bock (da PUC São Paulo) estará realizando uma palestra gratuita na UFES, Auditório Externo do CEMUNI VI, no dia 06/08 (6a. feira) às 14 horas. O tema da palestra é: Psicologia e compromisso social.

Obs.: Não é necessário fazer inscrição, entretanto, não serão fornecidos certificados.

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domingo, 4 de julho de 2010

Tirando um tempo para você

Desde a antiguidade e o advento da agricultura, sabemos que a terra deve descansar e que fazer um rodízio de cultura para não desgastar a terra faz parte do planejamento de um bom agricultor. Acontece o mesmo com nossa cabeça quando pensamos no aprendizado e no crescimento pessoal.

As últimas duas semanas foram algo diferente no meu cotidiano. Não havia planejado ou pensado sobre isso até o momento que me deparei com a página do Blogger com a data do último post incomodando meu ego. Como podia eu passar tanto tempo sem escrever algo para o ProjetoALPHA?

Logo me lembrei de que escrevi para os outros dois blogs (meuolharsobreomundo e long play experience). Ficar longe deste blog aqui e do Twitter me disponibilizou tempo suficiente para ler um livro sobre rock, ouvir música diferente, manter uma rotina de leitura do Alcorão que comprei mês passado, e escrever poesia, o que não brotava de minha mente há um bom tempo. Até assisti um filme marroquino com legendas em francês no TV5!...

E defronte ao painel do Blogger me incitando a escrever algo estalou em minha mente: caramba! eu não escrevia porque estava processando informações. Para que houve um output, eu precisava de mais input e de um tempo para digerir as experiências.

Tão simples e óbvio, bem debaixo do meu nariz e não tinha percebido antes.

O mundo moderno está numa velocidade num antes vista, possibilidades de acesso a informações mil. Talvez, o mundo agora seja mais plano e menor para algumas pessoas. Porém, nossa cultura nos enfrenta com a culpa de produzir mais e mais e acabamos criando uma ilusão de que devemos acompanhar tudo e todos.

Isso me faz lembrar de uma palestra que assisti no mês passado num seminário da FGV para ex-alunos. A consultora da Catho bem falou algo com o qual me deparo com alunos e pacientes: criamos projetos e esquecemos do tempo-meta e de tudo mais que já realizamos no dia a dia.

Será que é preciso mesmo aprender 3 idiomas em 5 anos? Você tem que comprar um carro que faz de zero a 100 KM em 4 segundos? Quantas calças jeans você comprou esse ano? Viajou para quantos lugares nas últimas férias?

Muitas perguntas, muitas cobranças. E você se lembrou de você? Se lembrou do que lhe é mais precioso e importante?

O futuro começa agora, mas não adianta vivê-lo antes dele acontecer e se tornar presente. Prepare-se! Isso inclui descansar e agregar coisas diferentes na sua experiência de vida.

VIVA!


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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Que pena hein, minha querida Utah...


Condenado é executado por fuzilamento nos EUA


Ronnie Lee Gardner, de 49 anos, foi condenado por homicídio em 1985.
Foi o primeiro fuzilamento no país nos últimos 14 anos.

Da EFE

Ronnie Lee Gardner, de 49 anos, foi executado nesta sexta-feira (18) nos EUA, por um pelotão de fuzilamento.
Ronnie Lee Gardner, de 49 anos, foi executado
nesta sexta-feira (18) nos EUA, por um pelotão de
fuzilamento. (Foto: Trent Nelson/AP Photo)

O preso Ronnie Lee Gardner foi executado nesta sexta-feira (18) nos Estados Unidos por um pelotão de fuzilamento, método escolhido pelo próprio réu e que não era utilizado desde 1996 no país, informaram as autoridades penitenciárias.

Gardner, de 49 anos e condenado por assassinato, foi fuzilado na prisão estadual de Utah, nos arredores de Salt Lake City, às 0h20 pelo horário local (3h20 em Brasília), segundo o Departamento de Correcionais do estado.

Foi o primeiro fuzilamento nos EUA nos últimos 14 anos e o terceiro nos últimos 33 anos.

Gardner foi fuzilado por um grupo formado por cinco homens. Os tiros foram disparados contra o peito do condenado.

Gardner tinha sido condenado pelo assassinato do advogado Michael Burdell em 1985, quando tentou escapar durante uma audiência judicial na qual era acusado de roubo e de outro homicídio.

Pedido de perdão negado
Nas horas que antecederam a execução, tanto a Suprema Corte dos EUA quanto várias cortes de apelação e até o governador do estado de Utah, Gary Herbert, negaram o perdão a Gardner.

Seus advogados tinham baseado suas solicitações de clemência ou adiamento da execução pelos problemas sofridos por Gardner durante sua juventude, quando foi vítima de abusos e de dependência às drogas, segundo disseram.

Também afirmaram que seu cliente foi tratado injustamente durante o julgamento em 1985 porque precisava de dinheiro para pagar uma defesa legal competente.

Andres Parnes, seu advogado na etapa final do processo, assinalou que, após 25 anos no corredor da morte, a execução de seu cliente era um castigo cruel e que era melhor que pagasse seus crimes em vida na prisão.

A execução por fuzilamento foi eliminada da lei deste estado, no noroeste dos EUA, em 2004, mas Gardner pôde escolher esse método por ter sido condenado à morte em 1985.

Ao decidir a forma de morrer, Gardner não teve a intenção de causar um drama ou uma controvérsia, segundo Parnes. "Ele escolheu o fuzilamento porque achava que era mais humano. Não foi uma questão de publicidade", garantiu o advogado.

Família e amigos de Ronnie Lee Gardner se reuniram para uma vigília à luz de velas antes de sua execução por um pelotão de fuzilamento em Salt Lake City.Família e amigos de Ronnie Lee Gardner se reuniram para uma vigília à luz de velas em Salt Lake City, antes de sua execução por um pelotão de fuzilamento. (Foto: Steve C. Wilson/AP Photo)

3º fuzilamento desde 1976
O fuzilamento é o terceiro na história dos Estados Unidos desde que a Corte Suprema voltou a instaurar a pena capital em 1976. Os dois anteriores foram também em Utah, único estado que manteve a opção entre injeção letal e disparos até 2004, quando eliminou a lei pelas críticas e pelas expectativas e publicidade gerada por este tipo de execução.

Os outros dois fuzilados em Utah foram Gary Gilmore, em 17 de janeiro de 1977, e John Albert Taylor, em 26 de janeiro de 1996. Ao contrário de Gardner, Taylor decidiu morrer desta forma para envergonhar as autoridades.

Das 49 execuções que foram realizadas em Utah desde 1850, 40 foram por fuzilamento. Outros quatro presos dos dez que estão sentenciados à pena de morte neste estado também escolheram esta forma de execução.

Segundo números do Centro de Informação da Pena de Morte (CIPM), com a execução de Gardner já são 1.217 os condenados que foram mortos nos Estados Unidos desde que a Corte Suprema restabeleceu o castigo em 1976. Desse total, mais de um terço foi executado no Texas, o estado que mais aplica o castigo.

Fonte: G1


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segunda-feira, 10 de maio de 2010

O trabalho pode mudar sua vida




Neste video, Eliete nos conta como os cursos do Centro de Referência de Assistência Social mudou sua vida ao mostra-la novamente como é bom trabalhar. Isso teve um impacto não só para ela, mas para toda a família.

Se você quiser saber sobre outros cursos ministrados nos CRAS de Vitória, clique aqui.


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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Somos tão evoluídos assim?






Algumas semanas atrás, estava eu dando aula no UNESC para meus queridos calouros de Ciências Contábeis. Apresentei para eles algumas teses do historiador britânico Arnold Toynbee sobre a ascensão e o declínio de sociedades e impérios.

Fiquei pensando no assunto, lembrei de um vídeo que fala sobre como nós, primatas com encéfalo desenvolvido e polegar opositor, acreditamos sermos o topo da criação/evolução (leia conforme sua crença).





Às vezes nos esquecemos o que nos diferencia dos demais animais. Talvez, nem tão às vezes. A cada dia penso que passamos a maior parte de nossas vidas imersos na ilusão de sermos o topo da lista. Até porque o topo da cadeia alimentar não somos mesmo... Quer tentar sobreviver no meio do mato? Seus planos podem ir por água abaixo.





Enquanto nos consideramos donos do mundo, filhos do dono ou seja lá o que, destruímos nosso próprio lar.

Não quero dar uma de ecologista. Sei que tenho minhas dificuldades em me adaptar para destruir o mínimo do meio ambiente e refletir sobre minha qualidade de vida. Afinal, o que é qualidade de vida? Essa pergunta tenho me feito diariamente nos últimos tempos, e a cada aula, através do encontro com meus alunos, essa reflexão mais fica viva.

Sonho com um mundo melhor.
Espero que eu possa fazer a diferença.

Sonhe você também!

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Minha réplica para a capa "Do you speak Google?" da Veja desta semana




Bom, não costumo discutir sobre artigos de revista por aqui nem escrever sobre tecnologia, mas acho que a capa de Veja desta semana merece um post.

A Veja dedicou uma longa reportagem e um artigo de análise sobre o Google Tradutor (serviço de tradução online) na edição desta semana.

Com certeza o serviço é bom. Palavra de ex-teacher/tradutor/intérprete, intercambista por duas vezes e meia, ex-preparador/suporte para intercambistas e sua famílias e falante de cinco idiomas. Inclusive já usei o tradutor no meu Google Chrome e não tenho o que reclamar apesar de algumas traduções meio toscas. A reportagem é exata: ao menos sabemos do que se trata a página ou o texto traduzido.

O que não gostei foi a ideia de substituir o aprendizado da língua pela tradução computadorizada. Creio que a questão não seja apenas falar o idioma, mas entender e se fazer entendido. Mesmo que o tradutor seja impecável, resta a conotação da mensagem. E isso meus amigos, só para quem aprende a língua e a cultura de um povo.

Aprender um idioma é uma experiência única, amplia nossos horizontes, quebras as barreiras do etnocentrismo e nos permite entender o próximo a partir de seu ponto de vista.

Essas ferramentas vão ajudar e muito nossas vidas, mas tenho o receio de criar certa involução social, no sentido de que falaremos mais a nossa própria língua em detrimento de aprender outras. Assim, teremos um mundo globalizado extremamente fundamentalista no localismo; algo como um fenômeno GLOCAL.

Para termos uma globalização real, é necessário que aprendamos com outras culturas. O momento atual é ainda de plastificação cultural com os enlatados estadunidenses e afins. Porém, a internet quando bem utilizada possibilita que falantes de dialetos e línguas quase mortas possam entrar em contato e manter a cultura viva.

As nuvens da web são o habitat mais adequado para mantermos as produções culturais de um povo a todo vapor; afinal, a web 2.0 é um lugar razoavelmente democrático.


Abra sua cabeça!
Faça a diferença!
Faça diferente!
Aprenda com a vida!
Aprenda com a gente*!

* leia-se pessoas...

PS: Atualização do tipo BREAKING NEWS!!!

Acabo de receber via twitter mensagem da @Time sobre o Google Translate para telefones Android logo depois de ter postado.

Leia reportagem aqui.

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Por um novo paradigma social, econômico e polítco





Sabemos que carros movidos à hidrogênio estão longe de chegar ao mercado, que precisamos repensar a forma como lidamos com o meio ambiente e sermos mais éticos.


Mude seu comportamento!
Mude sua vida!
Mude o futuro agora!

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vendo as coisas por uma nova perspectiva






Dizem que o hábito faz a pessoa. Por um lado isso é verdade da mais verdadeira, por outro um perigo que mora debaixo de nossas camas, pronto para puxar nosso pé.

O hábito é um mecanismo que foi desenvolvido ao longo da evolução de nossa espécie e tem como função poupar energia para ser gasta com algo que realmente precisemos. Esse é um conceito sociológico apresentado por Berger e Luckmann e que acaba por resultar em nossa construção da realidade.

Cada um de nós possui uma realidade individual e única. Mas, então, como fazemos para viver em sociedade? Bem, poderíamos dizer a grosso modo que vivemos na interseção da realidades dos integrantes da sociedade. Vivemos nesse lugar comum a todos nós, nesse ecótono social, que é a realidade compartilhada.

E é aí que entra a necessidade de expandirmos nossos horizontes, como bem retrata o vídeo acima. O hábito é interessante por permitir a economia de energia; porém, corremos o risco de termos em nossa caixa de ferramentas poucos instrumentos para apreciar e nos adaptarmos ao mundo. Diz outro velho ditado que para quem tem um martelo na mão, tudo é prego. Mas nem tudo neste mundo é prego.

Conhecer o mundo, adquirir cultura geral, aprender com viagens, livros e pessoas novas abrem portas para um experiência existencial magnífica. Eu sou falante fluente no Português (não por nascer no Brasil, mas por fazer uso corrente e aprofundado desse idioma), falo Inglês com sotaque mas com desenvoltura (thanks dad for those exchange programs; thanks to my dear students back then when I used to teach English), arranho no Alemão (nur ein bisschen... so ich essen kann wenn ich nach Deutschland fliegen können) e no Espanhol (en la escuela la maestra lo me enseño).

Agora tenho uma nova meta: aprender francês. Sim, aquela língua cheia de biquinhos e de pose meio esnobe. Assim pensava eu até janeiro. Minhas aulas começaram em fevereiro e estou adorando minhas aulas. Aprender novas línguas e a cultura dos povos falantes desses idiomas é fascinante.

Tenho feito alongamento cerebral. Estou alargando meus hábitos, ouvindo música diferente, aumentando o número de ferramentas disponíveis para explorar o mundo e minha vida de uma forma saudável.

Hoje sei contar de vários jeitos... Progressivamente: um, dois, três, etc. Meio que de trás para frente: einundzwanzig, dreiundachtzig, und so weiter. E somando quantidades até formar a quantia desejada: soixante-dix, quatre-vingt, quatre-vingt-seize, etc.

Se eu for para os EUA e o Canadá (quem me dera ter dinheiro para isso no momento...), poderia muito bem me virar para achar um banheiro - daquele de shopping e aeroporto. Você está pensando em um bathroom, certo? Pois é... esse bathroom tem chuveiro, então não serve. Que tal um restroom. E se eu estiver em Miami?... Donde está el baño?... Em Vancouver? Procure por um washroom.

Hábitos são excelentes! Por isso lhe digo para você aumentar o número de hábitos. Quando o momento surgir, você vai poupar energia para resolver a situação.

Ampliar nossa caixa de ferramentas (nossos hábitos) nos possibilita ver as coisas ao nosso redor com outros olhos e, assim, analisamos os problemas na sua complexidade, considerando diversos níveis de correlação entre as variáveis presentes. Vixi!... Acho que o professor se sobressaiu nessa última, hein. Bem, se conhecemos outras perspectivas do mundo, podemos entender melhor o que está acontecendo.

Isso também é muito útil na clínica psicológica. Existe uma técnica chamada reenquadramento, e uso dela com frequência com meus pacientes. Pegamos o problema apresentado pelo paciente e colocamos ele a partir de outra perspectiva, quebrando um padrão de pensamento, quebrando um hábito e o encaminhando para uma análise diferente da situação.

Reenquadrar a situação, ou percebe-la por um novo ângulo, é como aprender a pensar fora da realidade individual e acrescentar a realidade individual potencial de outras pessoas à nossa caixa de ferramentas. É o que acontece quando você mora por um longo tempo em um lugar com outra cultura, tipo quando faz um intercâmbio, ou aprende uma língua, um instrumento ou pratica um esporte novo.

Além disso, podemos também aprender com nossos erros. Porque o ruim não é falhar ou errar; o ruim é errar e não aprender.





Você tem a capacidade de construir sua vida. Nós somos os personagens das estórias que contamos. Qual é a sua? Você é o escritor, o diretor e o personagem principal. Faça alguma coisa a respeito disso, porque a responsabilidade pela sua felicidade é sua.

Claro que não sou inocente e vou desconsiderar as condições nas quais iniciamos nossas vidas. Entretanto, podemos criar uma nova vida. Aqueles que melhor se adaptam sobressaem e sobrevivem, já dizia Darwin.

Não é o momento de discutirmos ética, moral ou afins. Esse momento é o momento no qual te convido a fazer uma limonada, uma salada de pepinos ou abacaxis grelhados com provolone. Seja qual for a situação, sempre temos a possibilidade (senão a determinação) de escolher.


Escolha uma nova vida.
Abra sua mente e seja mais feliz!
Faça disso um projeto pessoal.


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segunda-feira, 22 de março de 2010

Seja brilhante, apague as luzes!

Participe você também da hora do planeta.

O mundo inteiro vai apagar as luzes e protestar contra o aquecimento global. Participar da Hora do Planeta é uma atitude fundamental, principalmente para você, que já
mostrou interesse pela conservação do meio ambiente.
Mas, até 27 de março, há muita coisa que você pode fazer para dar uma força ainda maior ao nosso movimento.

Clique aqui para mais informações.


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sexta-feira, 19 de março de 2010

Seja um doador de medula

O que é o REDOME?
Registro de Doadores de Medula Óssea que centraliza todas as informações dos doadores. Quando algum paciente necessita de transplante esse cadastro é consultado.

Por que se registrar no REDOME?
O problema da doação de medula óssea é a compatibilidade. A nossa população tem um alto grau de mistura de raças, o que resulta em grande diversidade genética. Por isso, para um paciente ter a chance de achar uma medula, teria que procurar em cerca de 100 mil doadores. Portanto, é necessário um grande número de voluntários registrados no REDOME.

O procedimento de cadastro é muito simples!

1) Ter entre 18 a 54 anos de idade.
2) Ir até um Hemocentro que faz cadastro de doadores.
3) Colher um pequeno tubo de sangue (5ml) para o teste de compatibilidade (HLA)
4) Preencher uma ficha de cadastro corretamente com identificação e endereço para serem colocados no banco de dados com o resultado do seu exame.
Obs: Não é necesário o jejum!

Se houver compatibilidade com algum paciente você será avisado e comecará então o procedimento para doação. Você será avaliado por um clínico, receberá mais informações, novos exames serão feitos e você decidirá se doará ou não.

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples.


Onde se cadastrar?
Vitória
HEMOES - Centro de Hemoterapia e Hematologia do ES: Av. Marechal Campos, 1468 - Maruípe, Vitória. Tel: 3137 2458
Seg a Sex - 07:00 às 17:30 / Sábado - 07:00 às 15:30

Serra
Hemocentro - Hospital Dório Silva: R. Eudes Scherrer, s/n - Parque Residencial Laranjeiras, Serra. Tel: 3338 7694

Linhares
Núcleo de Hemoterapia - Av. João Felipe Calmon, 1305 - Centro, Linhares. Tel: 3171 4361

Colatina
Hemocentro Regional - R. Cassiano Castelo, s/n - Centro, Colatina. Tel: 3177 7932

São Mateus
Hemocentro Regional - Rod. Otovarino Duarte Santos, s/n - Parque Washington, São Mateus. Tel: 37674235

Pra quem é de outro Estado é só olhar no link abaixo:
http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=2604

Para mais informações:
Centro de Transplante de Medula Óssea - http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp


Sinta-se à vontade para encaminhar o post para sua família, seus amigos, colegas de trabalho, e todos que achar merecedores de receberem este post

E ao se cadastrar converse com seus familiares sobre a sua decisão!
O transplante de medula óssea é a única esperança de vida para muitos portadores de leucemias e outras doenças de sangue!


Eu já me cadastrei há uns anos e sou doador de sangue frequente.
Ajude a salvar vidas!

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Mudando o foco do problema para a solução




Dia desses estava dando aula de minha disciplina Psicologia Jurídica para uma turma de Direito do UNESC e tivemos a oportunidade de conversar um pouco sobre teorias e sistemas nesse incrível campo de conhecimento que é a Psicologia - ao qual dediquei anos de estudo e vivo todos os dias, não só por profissão, mas por afinidade. Nos momentos finais da aula falei um pouco sobre Milton H. Erickson e suas contribuições para a Psicologia, sobretudo no que tange sua aplicação Clínica. Digo Clínica porque ela está além das clínicas e dos consultórios. Clínica no sentido de design de comportamentos e de ter a intenção de proporcionar melhor qualidade de vida para as pessoas.

Falei para os alunos sobre uma mudança de paradigma interessante que faz parte da ideologia ericksoniana. E para ilustrar isso contei sobre a corrida espacial e a guerra fria. Durante a corrida espacial, vários problemas precisavam ser resolvidos para que as missões pudessem acontecer com sucesso e trazer informações importantes sobre o espaço.

Um dos problemas enfrentados por soviéticos e estadunidenses era tomar anotações e fazer relatórios. Como escrever em gravidade zero? A NASA lançou mão de sua carteira recheada e manteve o hábito de contratar empresas e cientistas para discutir o problema. Ao final, acabaram por desenvolver uma caneta que escreve de cabeça para baixo e até debaixo d'água. (creio eu que já vi isso anunciado na Polishop)

E os soviéticos? Ah!... eles leverão lápis. Simples assim.

A grande diferença na vida é como nós encaramos as situações que nos são apresentadas. Todo labirinto tem saída; toda equação matemática tem resposta dentro do universo no qual foi criada.

O que precisamos é a mudança de nossos valores. Se quisermos fazer um país melhor, um mundo melhor, precisamos mudar nosso mundo interior, mudar nossas cabeças. Sabe por quê? Porque é em nossas cabeças que criamos nossa realidade, nossas vidas, nosso mundo.



Ao invés de nos perguntarmos a razão das coisas serem como são, te convido a primeiro pensar como poderia ser melhor, como poderia ser diferente. Claro que saber o que houve e como o problema surgiu é importante. Mas o mais importante é quebrar o padrão, é mudar, é conseguir ter algo bom, a solução o mais rápido possível. E assim que as coisas estiverem melhores, aí sim podemos estudar o que aconteceu. E somente no intuito de prevenir situações similares no futuro.

Lembre-se: foco na solução!


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quinta-feira, 11 de março de 2010

Ler, Registar e Libertar: Trote Literário UNESC

O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma
É chuva - que faz o mar.
Castro Alves


A leitura engrandece a alma
Voltaire


Prezado estudante,
Já se foi o tempo em que o ingresso no Ensino Superior era marcado por trotes violentos e humilhantes. Precisamos (re)significar esta prática com generosidade, afetividade e cidadania. Gostaria de contar com sua parceria no “Trote Literário UNESC”. Pretendemos realizar esta ação ao longo da próxima semana (08 a 12/03). Queremos provocar os moradores do município de Serra com uma ação de guerrilha literária. Incentive seus colegas de sala, vizinhos e amigos a realizarem uma doação diferente, no modelo bookcrossing. Onde a pessoa deixa um livro em local publico e por meio de uma mensagem convida a pessoa que encontrou o livro a repetir o gesto, deixando o livro em outro ponto da cidade, gerando assim uma rede de leitores.


O bom de um livro é que se leia.
Umberto Eco


Por muito tempo foi sinal de erudição ter uma biblioteca repleta de livros na estante, mesmo que estes livros nunca tivessem sido lidos. Hoje que vivemos em uma sociedade da informação mediada por tecnologias que armazenam bibliotecas inteiras num pen-drive. Já não faz sentido acumular livros como troféus, as estantes não mais devem ser convertidas em cemitérios de palavras mortas. Os livros precisam ganhar vida nas mãos de um leitor.


Agora, livro meu, vai, vai para onde o acaso te leve.
Paul Verlaine


“Este livro foi doado ao mundo por meio do projeto “Ler, Registar e Libertar”. Estou doando para você este livro, espero que faça uma boa leitura. Gostaria que após a leitura você fizesse o mesmo que eu fiz. Deixe o livro em algum lugar publico para que outro leitor possa ter o mesmo prazer.

Leia, registre e liberte seus livros também”.


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