Já tive essas "experiências", falo 5 idiomas(português, inglês, francês, alemão, espanhol), um sou nativo, outro sou fluente, os demais sou iniciante, e posso dizer que faz a diferença. Ainda tem uma brecha para árabe, mas vou pensar mais no assunto...
Fiz intercâmbio duas vezes, trabalhei com suporte a intercambistas, morei em outro Estado (Minas Gerais) e vivo procurando novos lugares para conhecer e outras culturas para degustar.
Espero que meus alunos leiam este post. Segue matéria abaixo.
Estudos mostram que conhecer outras culturas proporciona uma melhor visão de mundo
Viagens turísticas, intercâmbios, passeios em outros países ou mesmo regiões diferentes são ótimos para o enriquecimento de cultura, língua e conhecimento. Conhecer novos lugares, novos hábitos, comidas típicas, artes, costumes e tradições fazem com que o cidadão tenha outra visão de mundo.
Além de toda esta experiência, um fator que foi pesquisado há pouco tempo é com relação à criatividade. Estudos recentes mostram que comparando estudantes que já viveram em outro país com os que nunca saíram da sua terra de origem, é possível encontrar várias diferenças.
Aqueles que “sentiram na pele” a convivência com outros povos mostraram-se com maiores índices de criatividade em vários testes. Os especialistas afirmam que a aprendizagem multicultural é um processo crítico de adaptação, agindo como catalisador da criatividade. Eles ainda a relacionam com a chamada “mente aberta”.
“O estudo é muito interessante, pois mostra que quando conhecemos culturas diferentes, recebemos mais estímulos que acabam por favorecer a criatividade. A adaptação aos novos estilos de vida e culturas também agregam valores que podem ser utilizados de forma criativas no meio em que se vive”, analisa a psicóloga e tutora do Portal Educação, Denise Marcon.
Autores como William W. Maddux, Haio Adam e Adam D. Galinsky abordaram em algumas obras sobre as mudanças estruturais no cérebro que ocorrem durante as experiências de aprendizagem intensiva. Segundo eles, ainda é preciso focar os estudos para ver se ocorrem alterações neurológicas no processo criativo intensivo durante as experiências culturais no exterior.
Como prometi para vocês, vou escrever nas próximas semanas um pouco sobre o que tenho pensado sobre a vida e do material que me levou a refletir sobre coisas simples na sua devida complexidade.
Por indicação de Ricardo Magalhães do BIZREVOLUTION através do Twitter, entrei em contato com as palestras do TED - um projeto desenvolvido desde a década de 1980 com palestrantes que se destacam no seu campo profissional e compartilham um pouco sobre sua experiência.
Com frequência videos são postados na página do TED, com direito a legendas em variadas línguas – o que contribui para a divulgação das ideias e corresponde ao mote do projeto (Ideas worthspreading).
Hoje, vou conversar com vocês sobre duas palestras sobre criatividade que de certa forma me tocam no sentido de entender a necessidade de me instigar e motivar a continuar buscando meus sonhos e como nossa vida nos acrescenta elementos para construirmos algo original.
Elizabeth Gilbert escreve para revistas (Spin e GQ) há tempos e depois de tirar um sabático e rodar o mundo escreveu o best seller Eat, Pray, Love. Gilbert fala em sua palestra da fascinação por escrever e da dedicação e coragem de colocar ideias no papel.
Um dos pontos mais importantes de sua fala de pouco mais de 19 minutos é a pergunta que todos (nos) fazem: Você não tem medo de...?, e acrescente o que quiser: "não se superar em algo que fez de extraordinário", "nunca mais fazer algo à altura daquilo que você já fez no passado", "de escrever algo sobre o qual ninguém se interesse".
Sim, diz Gilbert. E concordo plenamente com ela. Sim. Todos temos medos. Por que temos medo de falhar, de errar? Talvez o porquê não seja tão importante. O que me importa realmente é o que fazemos, uma vez que reconhecemos e assumimos nossos medos.
Podemos ficar ansiosos diante da produção criativa. Inspiração que já fora considerada uma musa, um espírito que baixa na pessoa, atualmente é considerada parte da composição genética da pessoa. Nascemos com ela ou sofreremos de burrice e mesmice por toda a vida. Será mesmo assim?
Elizabeth Gilbert nos convida a não termos medo, de nos dedicarmos ao trabalho criativo, de nos engajarmos naquilo que acreditamos e nos parabenizar por aquilo que demos conta de produzir. Afinal, vocês está ali disposto e se dedicando ao que acredita. Imagine Van Gogh se parasse de pintar porque ninguém queria comprar seus quadros... o quanto perderíamos com isso.
Gostaria também de compartilhar a palestra de Amy Tan. Ela é escritora com Gilbert e percurcionista e back singer de uma banda que arrecada fundos para projetos de alfabetização. Amy Tan é nascida nos EUA de pais imigrantes da China e tem uma história de vida peculiar. Sua mãe queria que fosse médica ou pianista profissional. Para desgosto de todos, Amy seguiu outros rumos.
O ponto central da palestra é o nada e como dele surge algo. Amy Tan aponta 3 perguntas fundamentais:
Por que as coisas acontecem?
Como elas acontecem?
Como faço elas acontecerem?
Em alguns momentos (talvez na maioria das vezes), não sabemos o que está acontecendo, mas sabemos que algo acontece. As coisas acontecem simultaneamente no universo, sem nosso consentimento, sem termos consciência dos eventos.
Amy Tan relata alguns eventos de sua vida que a fizeram refletir sobre a cadeia de acontecimentos e também gostaria de colocar alguns aqui para vocês. Pergunta filosófica básica: o peixe tem consciência da água?
No início do mês participei do I Congresso Brasileiro de Pesquisa do Relacionamento Interpessoal e soube de uma pesquisa com alunos africanos que estudam na Universidade Federal do Espírito Santo. Segunda a pesquisadora, os alunos não têm noção do que é ser negro, porque nos países de origem não há discrepância quanto ao tom da pele, e no Brasil descobriram-se negros. De forma semelhante já me questionei sobre muitos de meus hábitos ao entrar em contato com culturas diferentes. Temos consciência da água? Descobrimos a água quando saímos dela.
Outra pergunta filosófica para finalizar: por que estamos aqui?
Chamemos acidente, incidente ou seja lá o que for. Existem crenças mil sobre nossa existência, mas esse não é o ponto que quero ressaltar agora. Gostaria de frisar uma correlação com o peixe da filosofada logo acima. Saia da água!
Aconteçam as coisas por sorte ou por uma questão aleatória, devo concordar que não há respostas completas, nem verdades absolutas. O conhecimento humano é metafórico: tenta falar da realidade, mas a perde; tenta abarcar a realidade e acaba aglutinando um monte de coisas no mesmo cesto. E por um efeito gestáltico de completação, nos enganamos acreditando que apreendemos por completo o que nos acontece, quando apenas fisgamos pedacinhos de nosso contato com o mundo.
Você pode estar se perguntando o que quero dizer com tudo isso...
VIVA! Faça o que fizer, faça o que acredita ser o certo. Uma possível verdade é que colheremos o que plantamos. Então plante.
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A idéia para este blog surgiu após cerca de mês e meio ouvindo discos de vinil e reconhecendo a discoteca que tinha em minha própria casa. A maior parte do acervo foi comprada por meu pai durante a década de 1970 e início da de 1980. Uma menor parte são discos meus: LPs de infância e uns poucos da adolescência. Afinal, meu primeiro CD eu ganhei como presente de aniversário em 1990: um álbum do Information Society.
Do que consiste este experimento. Ficarei exposto a discos de vinil por um período ainda indeterminado de tempo - creio que o experimento per se dure cerca de dois ou três meses.
As regras são as seguintes:
1) Somente ouvirei música em casa na eletrola da Philips modelo eletrofone GF 133 de cor amarela;
3) Evitarei o uso da televisão, salvo em caso de filmes para assistir em DVD e noticiários;
4) É permitido o uso de rádio no carro com as seguintes condições:
Estações de rádio permitidas:
Rádio Cidade - o repertório é 95% rock;
Rádio Universitária - estação escola da Universidade Federal do Espírito Santo, com repertório variado;
Rádio OI FM - repertório variado com tendência ao alternativo;
Uso de CD Player somente quando requisitado pelo carona;
5) As únicas exceções de música digital durante o experimento serão o CD novo do Zé Ramalho cantando canções de Bob Dylan que comprei hoje pela internet e a rádio online Musicovery;
6) Os post relatarão o processo da experiência e as percepções do sujeito-experimentador sobre a mesma.
Os sociólogos Luckmann e Berger dissertaram sobre as vantagens dos hábitos para os seres vivos. O hábito tem dentre suas funções básicas poupar energia no exercício das atividades. Poupar energia é, assim, um ganho a favor da seleção natural.
Entretanto, nossa rotina estressante e movimentadíssima nas grandes cidades pode nos levar a usar os hábitos contra nossa própria pessoa. Cair na rotina empobrece nossa
capacidade criativa e acumula pontos a favor do estresse.
Que tal fazer algo diferente?
10 dicas para você fazer do seu dia algo mais legal, mais inteligente e mais divertido
Aquecimento
1) Faça o caminho de casa para o trabalho passando por ruas diferentes; saia um pouco mais cedo e explore novas possibilidades de percurso.
2) Deixe o carro em casa uma vez por semana e vá de moto, de ônibus, de taxi e pegue carona com um amigo.
3) Vá para um lugar diferente todo final de semana. Nem sempre é possível viajar, mas vale dar um pulo numa praça legal, ir para a praia, visitar um museu.
4) Ouça músicas fora do seu padrão cotidiano, mude de estilo por algumas horas e experimente as sensações que o estilo novo lhe proporciona.
5) Arrume seu armário e verifique se os seus pertences realmente são úteis para você. Se você tiver coisas guardadas há muito tempo sem uso, procure um novo destino: dê para um amigo, doe numa campanha.
Pensando diferente
6) Imagine três formas de tomar banho de luz apagada de noite.
7) Crie cinco manchetes de jornais que você gostaria de ler quando for comprar o jornal pela manhã.
8) Crie um nome (com direito a sobrenome) para você mesmo se chamar quando se olhar no espelho.
9) Use as escadas para descer prédios ao invés de elevadores e cumprimente todos que encontrar durante o dia.
10) Escolha três objetos do seu dia-a-dia e aponte maneiras de usá-los de uma forma diferente.