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domingo, 3 de outubro de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Projeto de lei quer criar piso salarial para psicólogos

Projeto de lei do deputado Mauro Nasif traz a tona a discussão sobre salários vergonhosos que profissionais de nossa classe se sujeitam a aceitar e manter vínculo com vários locais, além de, também, trabalharem como autônomos por muitas vezes.

O piso salarial é conhecido em nossa legislação ordinária como salário mínimo profissional, que é fixado por lei, sendo deferido a profissional cujo ofício seja regulamentado também por diploma legal. Hoje, profissionais de várias atividades, principalmente as relacionadas à área da saúde, além de uma carga horária elevada, acumulam mais de um emprego com o intuito de conseguir uma remuneração digna. Mesmo assim, em muitos casos, esse objetivo não é alcançado.

Leia mais sobre o projeto no site da FENAPSI (Federação Nacional dos Psicólogos) e discuta sobre ele.


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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

... e a resposta do senandor à mensagem sobre o Ato Médico

Em resposta ao seu email sobre o Projeto de Lei do Senado 268/2002, também nomeado como PL 7703/2006, de autoria do Senador Benício Sampaio, que dispõe sobre o exercício da medicina, definindo a área de atuação, as atividades privativas e os cargos privativos de Médico resguardadas as competências próprias das diversas profissões ligadas à área de saúde, informo que a matéria deverá ser votada nas próxima semanas pelo Plenário do Senado Federal.

O projeto regulamenta os procedimentos e a profissão de médico, o que até a presente data é definido por meio de Resoluções do Conselho Federal de Medicina.

Em seus cinco artigos a matéria define a competência do médico para diagnosticar as doenças e prescrever o tratamento a ser desenvolvido, resguardando as atribuições e prerrogativas dos demais profissionais da saúde, já devidamente definidas e regulamentadas por leis federais. O Ato Médico definido no Projeto não prescinde dos demais profissionais da área da saúde para a execução do tratamento clínico prescrito. Desta forma, a aprovação do PLS 268/2002 caminha ao encontro da constatação de que nenhum profissional da área da saúde atua sozinho.

Agradeço seu email e estou a disposição para esclarecimentos.
Atenciosamente,
Senador Gilberto Goellner


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Não! ao atual PL do Ato Médico

Prezados Psicólogos, estudantes, profissionais da saúde

Clique aqui e envie mensagens aos senadores e à presidência da República questionando o PL do Ato Médico!

Avisem seus colegas, alunos, amigos.

O texto do projeto, aprovado pela Câmara e que agora segue para votação no Senado, ainda mantém um vício de origem: fere os princípios do SUS, a autonomia das profissões e limita o exercício dos profissionais de saúde.

Queremos uma saúde multiprofissional e interdisciplinar, como garante a Constituição Federal para o SUS.

Veja abaixo a mensagem que será enviada aos senadores, à presidência da República e ao ministério da Saúde:

Aos excelentíssimos senhores e senhoras,

Presidente da República

Senadores e Senadoras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou de maneira precisa sua preocupação com o PL do Ato Médico durante discurso proferido na IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, maior evento na área de saúde pública do País, realizado no início de novembro em Recife (PE). “Não existe nenhuma moeda no mundo com um único lado. Temos que construir os dois lados. Cada função tem sua importância. Estou me interessando por esse tema do Ato Médico. Não quero fazer injustiça, mas quero compreender o que está em jogo. Quando você vira presidente da Republica e tem que lidar com muitos lados, começa a perceber que é preciso tomar muito cuidado com transformar corporações em coisas muito poderosas”, disse o presidente, no contexto de discurso que defendeu de maneira profunda o Sistema Único de Saúde.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) reafirma sua posição sobre o PL do Ato Médico (n°. 7703/06), questionando-o por manter, no texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 21 de outubro, seu vício de origem, que é colocar em risco o cuidado integral à saúde preconizado pela Constituição Federal para o SUS, uma das grandes conquistas do povo brasileiro após a redemocratização do país.

A atenção à saúde deve continuar sendo realizada pelo conjunto de profissões da saúde, garantindo ao usuário do SUS a atenção multiprofissional e interdisciplinar e o direito a uma atenção à saúde que leve em conta as diversas determinantes dos processos de saúde e doença.

O Conselho Federal de Psicologia apóia a iniciativa de regulamentação profissional da medicina. Contudo, não se pode ferir a autonomia de outras profissões.

Em 2004, o CFP participou ativamente das mobilizações que reuniram 10 mil pessoas em manifestação realizada em Brasília, além de outros eventos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santos e outras cidades. Naquele momento, profissionais e estudantes de 13 categorias da área de saúde conseguiram explicar à população e ao poder legislativo os enormes prejuízos que o PL causaria à sociedade brasileira caso fosse aprovado.

Assim, neste momento em que o Projeto de Lei 7703/06, conhecido como PL do Ato Médico, retorna ao Senado Federal para que seja reavaliado pelos senhores após as alterações realizadas pela Câmara dos Deputados, nós psicólogos solicitamos que o Senado Federal e a Presidência da República empenhem-se em não perder de vista seu papel essencial na garantia das conquistas do SUS, dos direitos dos usuários do sistema de saúde à atenção integral e a garantia da autonomia de todas as profissões da área.

O PL do Ato Médico engessa o trabalho multiprofissional e interdisciplinar na saúde.

Quem sai ferido é o usuário.

Conselho Federal de Psicologia

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

II Congresso Latino-americano de OP e IX Simpósio Brasileiro de OP



"Orientação Profissional e de Carreira: novos paradigmas, trajetórias e desafios" 

Atibaia/ São Paulo / Brasil

1,2 e 3 de outubro de 2009 
 

Local: Hotel Fazenda Hípica

Estrada Guaxinduva, 1145- CEP 12940-970/Atibaia/São Paulo 

Realização: ABOP –www.abopbrasil.org.br 

Site oficial do evento: www.abopbrasil.com.br



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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cotas... pra que? pra quem?


Você vai fazer Vestibular esse ano? Meus pêsames... Você terá de enfrentar todos os candidatos e o governo federal para conseguir uma vaga no ensino superior público. O governo tem estudado junto às instituições federais de ensino superior a possibilidade de extender o sistema de cotas já vigente.

Com isso, cada Universidade Federal ou CEFET (para os cursos de superiores) terão de adotar um sistema de reserva de vagas para a população de etnias com origem africana, indígena e de escolas públicas. Essa reserva funcionaria da seguinte forma: as instituições separam as vagas de acordo com o percentual da população total que se enquadra nas parcelas da população acima.

Complicado? Descomplico - pelo menos na parte teórica... Se um estado tem 10% da população com origem indígena, por exemplo, 10% das vagas devem ser destinadas para esta população em específico.

O discurso por traz de algumas ONGs que mais parecem partidos políticos e estão fazendo uma grande força de lobby sobre o governo é que o país deve reparar à população desfavorecida através do acesso ao ensino superior. Como se ter um diploma de ensino superior fosse uma saída para a pobreza, um estímulo para o mercado de trabalho, criação de novos líderes e trabalhadores de ponta para tirar nosso país da miséria.

Uma pena tentar reproduzir em nosso querido país fórmulas já deterioradas e defasadas de outras nações. Nossa história de imigração e escravidão é única e não podemos nos basear em movimentos sociais alheios para reformular nossa própria sociedade.

É uma vergonha e um retrocesso criarmos cotas étnicas e para alunos de escolas públicas. Nós, um país de mestiços, com uma história de imigração plural, migração entre todas as regiões, fazermos algo de tal como aqueles que muito estudaram e não poderão ocupar sua merecida cadeira no ensino superior público.

Sim... peço que você pare e respire fundo. Sei que o governo deveria realmente investir na educação pública de base (leia-se ensino infantil, fundamental e médio) e viabilizar uma matriz ocupacional para que possamos crescer de forma sustentável.

Hoje temos um abismo entre o ensino médio e o superior: o ensino técnico. Nosso parque produtivo demanda por profissionais técnicos com formação adequada e que se atualizem constantemente. E muitos de nossos jovens pulam essa etapa, indo direto para o ensino superior. Quando penso nisso, me vem aquele sonho de alcançar status, de querer ser "doutor".

O mundo mudou muito nos últimos anos, e diploma universitário não garante emprego a ninguém, nem uma formação decente para ingressar no mercado de trabalho com diferencial. Por que será que nós, brasileiros, insistimos no sonho furado de fazer um curso superior, quando a necessidade de nosso país atualmente é por técnicos?

E vimos por aí, um tanto de gente ocupando cargos técnicos em empresas - todos com curso superior. Um absurdo da distorção de nosso sistema educacional e das políticas públicas populistas.

Se para alcançar um lugar ao sol e vencer no mundo do trabalho existisse a necessidade de ter curso superior, nem nosso presidente estaria onde está. Afinal, ele tem apenas um curso de torneiro mecânico e é um brilhante articulador político.

Por que nossos jovens continuam querendo entrar em universidades públicas sucateadas ou pagar caro por cursos particulares de péssima qualidade? Ainda por cima, sem garantias de que isso se reverterá em melhoria na sua qualidade de vida, seja financeiramente, seja culturalmente, seja como for.

É incrível em um país como o Brasil se pensar em retroceder e discutirmos questões raciais. Raça é um conceito falido. Não existe. Entendo que o preconceito é explícito em alguns casos, velado em outros, mas devemos reconhecer que somos mestiços, misturados de todas as cores, todos amores e todas culturas. Talvez, e eu tenho minhas dúvidas, uma pequeníssima parte da população de elite econômica e uma pequeníssima parte de população na outra ponta da situação sejam composta por indivíduos com pouca ou nenhuma mestiçagem.

Se nós pensarmos apenas nos descendentes de portugueses teremos de reconhecer que eles são mestiços. O problema é que essas ONGs que teoricamente defendem os direitos dos "marginalizados", desconhecem a próprio história de nosso país, de Portugal e da África.

Quer saber um pouco mais? Dê um pulo no múseu da língua portuguesa na Estação da Luz em São Paulo. Lá você vai aprender que Portugal foi invadida por mouros (povos do norte da África), mulçumanos, árabes, romanos, bárbaros escandinavos, entre outros. Os escravos que vieram para cá também possuem uma história anterior de miscigenação prévia lá no continente africano. Enfim, poderíamos ficar aqui discutindo quase que infinitamente sobre os movimentos migratórios nos continentes e as miscigenações para defender a tese de que somos misturados e pronto.

E quem disse que só os escravos africanos sofreram em terras brasileiras!?... e os imigrantes europeus que passaram fome e foram alocados no meio do nada, num mato sem cachorro e largados pelo governo no século XIX e início do XX.

Então me vem à cabeça outra pergunta... Pra que esses "defensores dos fracos e oprimidos" querem fazer políticas de afirmação étnica à maneira americana? Será isso um jeitinho brasileiro de crescer politicamente e ganhar mais farinha para o próprio pirão?

Se a vontade for sincera de mudar o país, vamos todos às ruas bradar com faixas e placas nas mãos por ensino de qualidade, por infraestrutura melhor para a população das periferias e aglomerados populacionais, por um sistema de saúde que funcione e seja único e universal, fazer os impostos que pagamos valer a pena.

Querer implantar cotas é ser cego aos alunos que terminam o ensino médio e são analfabetos funcionais, aos alunos que vão à escola balançando em carroceiria de caminhão, que passam fome, que não possuem carteiras ou lousa (sala de aula??? isso é luxo em algumas regiões!).

Quando seremos um país sério, sem politicagens populistas, sem espertos querendo furar a fila, sem ignorantes que defendem ideais que mal conhecem.

O Brasil não é perfeito, mas também não precisamos estragá-lo. Incentivar o sistema de cotas é criar segragação, racismo e conflitos sociais. É retroceder em todos os ganhos dos últimos anos. É querer dizer que alguém tem mais direito que outros, ferir nossa Constituição, cuspir para cima na própria cabeça.

Uma pena... já não sei se posso cantar aquela puxada de torcida que ficou famosa em Copas passadas... Eu sou brasileiro, mas se as cotas continuarem, não sei se serei brasileiro com tanto orgulho mais, não sei se o amor sobreviverá.

Às vezes acho que quem tem olhos azuis é nosso presidente... Lula nega sua própria saga de vitórias pessoais com suas atitudes. Agora que ele é o cara e o sucesso lhe subiu à cabeça, nosso Brasil vai voltar à época de colônia e quem for contrário ao governo, será castigado em praça pública com chibatadas.

Mas nem assim queria que meus olhos fossem azuis como os de Lula. Prefiro ser mestiço. Afinal, eu sou brasileiro.


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sábado, 25 de abril de 2009

Moradores protestam para salvar cinema comprado por Igreja Universal em Londres


Interior do EMD Cinema

Cinema abrigou shows dos Beatles e era frenquentado por Hitchcock

Cerca de 600 pessoas realizaram no sábado uma vigília à luz de velas para protestar contra planos da Igreja Universal do Reino de Deus de transformar um cinema histórico do leste de Londres em um templo.



O prédio do EMD Cinema, inaugurado em 1887 como um salão de baile no bairro de Walthamstow, foi fechado em 2003, quando foi comprado pela igreja do bispo Edir Macedo.

Na época os planos para a conversão foram rejeitados pela administração regional de Waltham Forest. Mas agora, segundo a McGuffin Film Society, que lidera o movimento pela preservação do cinema, a Igreja Universal estaria novamente negociando a abertura do templo.

"A Igreja Universal contratou a empresa de marketing Remarkable Group para conseguir emplacar seus planos", diz a McGuffin em seu site. "Esta empresa é conhecida por ter clientes de peso, como a British Airways, a BMW e a GlaxoSmithKline."


Hitchcock e Beatles

Terry Wheeler, membro do gabinete de empreendimento e investimento de Waltham Forest, disse à BBC que o pedido da Igreja Universal junto à administração regional será analisado como "de costume", inclusive com uma consulta pública.

A ONG quer que a administração regional ofereça à Igreja Universal outro prédio desocupado, ao lado do cinema, e que este seja adquirido por empresários que queiram reabrir suas salas de projeção.

O EMD Cinema é conhecido em Londres por ter sido frequentado pelo cineasta Alfred Hitchcock quando criança, além de ter sido palco de shows dos Beatles, dos Rolling Stones e do The Who.

Durante a vigília, da qual participaram moradores de Walthamstow e atores britânicos, os manifestantes usaram máscaras com o rosto de Hitchcock e projetaram sua imagem na fachada do cinema.

A BBC não conseguiu entrar em contato com representantes da Igreja Universal para comentar sobre o assunto.


Fonte: BBC Brasil


Acho que nem preciso comentar, né?...



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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Se você pensa como eu...

Já no alto da página vocês podem ler que eu luto por um mundo melhor. Se não acreditasse nisso, acho que ia encostar num barranco e esperar pelo Apocalipse ou coisa parecida.

Agora, se você quer realmente colocar a mão na massa, leia algumas idéias que a IBM tem difundido. Vale a pena tomar algum tempo e alimentar a alma. Devemos manter acesa a chama da mudança.


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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Incrível!!!! (e triste...)

Recebi hoje uma nota de repúdio do Conselho Regional de Psicologia a um edital que coloco ao final do post.

Há tempos venho pensando na ineficiência de nossos Conselhos regionais e do Conselho Federal em estabelecer melhores condições de trabalho para nossa classe. Não temos piso salarial, tabelas para serviços prestados ou direito a insalubridade.

Faculdades particulares de Psicologia pipocam a cada esquina sem laboratórios, estágios ou supervisão para os alunos, sem clínica para atendimentos e com baixos salários para professores que se esforçam para manter um mínimo de qualificação.

Com uma classe que aceita qualquer condição de trabalho para manter-se (ou sobreviver), temos de nos deparar com absurdos tais como o abaixo citado edital.

Reitero meu pesar por administradores públicos pensarem tal da capacidade de trabalho e da contribuição dada por nossa classe à sociedade e minha insatisfação com a ação dos orgãos de classe para lutar por nossos direitos e pelo crescimento qualificado de nossa profissão.

Segue a mensagem recebida do CRP 16:

Os Conselhos Regionais de Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Serviço Social vem, de público, formalizar veemente repúdio aos salários oferecidos pelo Edital de Processo Seletivo Público nº 02/2009 da Prefeitura Municipal de Cariacica. É lamentável que os salários definidos para essas profissões no referido Edital correspondam ao valor de R$ 449, 43 (quatrocentos e quarenta e nove reais e quarenta e três centavos).

 

A baixa remuneração apresentada no Edital juntamente com a intensa carga horária de trabalho (40 horas semanais) determinada apontam para uma clara e evidente precarização do trabalho, descompromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e enfraquecimento das políticas sociais públicas na perspectiva de direito dos cidadãos e dever do Estado.

 

Embora os Conselhos não tenham o poder legal de impedir tal Processo Seletivo Público, nossa ação nos permite efetivar processos políticos que venham fortalecer a imagem das profissões e a luta por direitos e políticas públicas. Assim, a organização e articulação dos conselhos ganha especial relevo no enfrentamento dos processos que aprofundam os rebatimentos da precarização do trabalho e da desvalorização profissional

 

Por essas razões reafirmamos nosso repúdio aos salários oferecidos pelo Edital de Processo Seletivo Público nº 02/2009 da Prefeitura Municipal de Cariacica.



Clique aqui para ler o edital.


Infelizmente, isso é o mínimo que um Conselho deve fazer...



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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A barbárie contra-ataca

por Erlon José Paschoal


Na década de 90, a diretora de teatro francesa, fundadora do Théâtre du Soleil, Ariane Mnouchkine, montou um espetáculo sobre Sarajevo, cidade símbolo da barbárie e da carnificina pós-moderna, e fez na ocasião uma greve de fome em solidariedade às milhares de vítimas bósnias. A proposta de sua companhia é redimensionar o papel e o lugar do teatro e sua capacidade de representar a época atual. Por isso, suas montagens abordam quase sempre as grandes questões políticas e humanas, dando relevo à pesquisa de novas formas dramáticas e à confluência das artes do Oriente e do Ocidente.

Hoje vemos estarrecidos nos noticiários os bombardeios perpetrados pelos israelenses em sua sanha assassina pelo extermínio do povo palestino, escolhendo a data mais importante do calendário cristão, o nascimento de Jesus justamente naquela região. Seria possível imaginar um espetáculo teatral capaz de abordar esse outro espaço-símbolo da barbárie pós-moderna em nossos dias, vista por quase todos os grandes líderes mundiais com complacência e até mesmo descaso?

Por vezes me pergunto: quem é mais assassino? Aquele que amarra explosivos ao corpo e vai para os ares junto com eles, ou aquele que de um avião, de um tanque ou de um navio, lança uma bomba teleguiada a quilômetros de distância?

Assistimos impotentes a um ataque insano perpetrado pelos israelenses, com o aval e apoio tecnológico dos norte-americanos, aos territórios palestinos na Faixa de Gaza, em pleno Natal. Usando como pretexto o lançamento de alguns foguetes pelo Hamas, assassinaram centenas de cidadãos, puseram abaixo inúmeras edificações e lançaram bombas em dezenas de alvos civis. Os feridos e mutilados nos bombardeios não passam de pequenos efeitos colaterais, comuns neste tipo de operação, segundo declarações oficiais dos verdugos. E não pretendem parar por aí.

Por uma dessas tragédias irônicas da história humana o Holocausto acompanha de perto o povo judeu: numa época foi vítima, agora transforma-se num carrasco implacável. Freud certa vez escreveu que o torturado quando assume o papel inverso torna-se ainda mais frio e cruel.

O descaso pela vida do muçulmano propagado e inculcado pela mídia norte-americana nos corações e mentes ocidentais, significa um retrocesso no processo civilizatório e um golpe fatal na aproximação necessária entre culturas distintas num mundo que tende cada vez mais a se globalizar e a interagir.

Susan Sontag, que encenou "Esperando Godot" na Sarajevo sitiada, afirmou na ocasião: "Muitas outras guerras como essa vão ocorrer. Guerras que parecem guerras civis, mas não são. Essa guerra foi mais uma agressão contra a humanidade".

Não se trata portanto de sermos a favor ou contra o judeu, a favor ou contra o muçulmano, a favor ou contra o norte-americano.... Trata-se de sermos a favor da vida, do respeito mútuo e da dignidade humana.

O momento atual exige cada vez mais de todos os indivíduos sensatos e íntegros posições mais firmes contra a ganância desmedida e o extermínio de povos e culturas... antes que seja tarde demais...

Fonte: gazetaonline


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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Uma voz no fim do túnel...

Cuba é um país que desperta emoções as mais diferentes em todos nós. Existem aqueles que acreditam no mito de Fidel e que sua revolta décadas atrás é a última esperança de uma sociedade calcada em valores de bom grado. Outros torcem o nariz ao pensar na possibilidade de uma nação parar no tempo, ficar isolada e, ainda assim, ter um ditador adorado por muitos.

Pois nem todos cativam tamanha simpatia por el comandante e sua descendência no poder da charmosa ilha caribenha. Para parte da população que viveu numa cultura mesclada com uma russificação tropical nem tudo são flores.

Alguns tentaram emigrar ilegalmente do país, buscando refúgio junto ao tio Sam, fugindo do regime ditatorial de Fidel de barco. Correr risco de morte não causava medo naqueles que ou tinham um ípsilon no nome ou era filho de alguém com um nome assim. Outros nem sabiam da imensidão do mundo até saírem de Cuba por algum motivo qualquer e se depararem com a diferença de estilos de vida.

Esse é o caso de Yoani Sánchez, filóloga ganhadora do prêmio Ortega y Gasset por Periodismo Digital em 2008. Depois de morar na Suíça entre 2002 e 2004 e conhecer o potencial da rede de computadores, sua vida nunca mais foi a mesma.

Conheça Cuba sob uma perspectiva crítica de dentro do olho do furacão. Generación Y é uma voz que canta belamente as agruras e infortúnios que o povo cubano vive.

Vale a pena uma visita. Clique aqui e conheça os cubanos desde Cuba.


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domingo, 28 de setembro de 2008

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Se for dirigir, beba muito... chopp sem álcool!


A controversa Lei Seca imposta há alguns meses tem reduzido sensivelmente os índices de acidentes e atos violentos. Antes da medida tomada pelo governo neste ano, a movimentação política tinha como objetivo impor a Lei Seca apenas em bairros de periferia e em cidades satélites por acreditar que nessas localidades reside as raízes de violência movidas a álcool.

Tal tese pode ser rebatida na região metropolitana de Vitória pelo projeto GV Crime, iniciativa de Alex Cavalcante, Hugo Cristo e Rafael Pylro. O GV Crime é um projeto que visa mapear visualmente os índices de violência nos municípios que compõem a região metropolitana da Grande Vitória.

Com a queda nas vendas, bares e restaurantes resolveram bater de frente com o governo e entraram com ações alegando a inconstitucionalidade da medida. Entretanto, uma vez que podemos perceber na mídia matérias veiculadas sobre a redução nos índices que inspiraram tal medida drástica tomada pelo governo federal, acredito

O setor produtivo resolveu seguir em outra direção. A Ambev, que perdeu cerca de 0,7% de participação do mercado para Schin, Petrópolis e Femsa, não quer perder tempo e anunciou no início de agosto que até o final do mês levaria a bares o chopp sem álcool. Mas quem saiu na frente foi a Femsa que no dia 22/08 lançou seu chopp Sol em São Paulo, Rio, BH, Curitiba e Porto Alegre.

Esse é um novo mercado, bastante promissor. As vendas de marcas sem álcool da Ambev aumentou cerca de 66% desde o início da Lei Seca. Aguardamos o lançamento de outras opções, como cerveja de trigo e com sabores sem álcool, vendidos na Europa.

Agora, resta a população se conscientizar e aderir a novos hábitos. Opções de bebidas sem álcool já existem no mercado. Se quiser beber a tradicional cerveja, volte de taxi ou de carona com um amigo que esteja sóbrio.

Viver bem é viver mais!

PS: Começou nessa semana em Vitória o festival Roda de Boteco. Venha saborear nos bares e botecos de nossa cidade receitas deliciosas, encontrar os amigos e colocar o papo em dia.

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Segundo Round: será que a Inbev vai conseguir cansar a Bud?

Mal se iniciou a batalha e a Inbev tomou uma pelas costas que provavelmente não esperava. Eu previa que a Anheuser-Busch iria "jogar baixo" e apelar para o patriotismo americano. E foi justamente aí que a Bud arrumou a sua arma mais forte. Apesar da empresa belgo-brasileira oferecer um prêmio de 30% sobre o valor das ações em sua tentativa hostil de tomada da brewery americana, a resposta está carregada no mesmo nível.

A Bud investe em seu contra-ataque com todo o arsenal possível: a maior distribuidora de Buds nos EUA pertence à família da esposa do Senador McCain (candidato republicano à presidência americana); a Inbev possui uma marca de cervejas (Bucanero) que é vendida em Cuba, o que fere a política de blindagem anti-Castro e embargo imposta por Washington; sugeriram entrar com uma ação na U.S. Securities and Exchange Commission para se defender da possibilidade de retirada da diretoria se a compra ocorrer; além de rolar um rumor entre os americanos de boicotar a Bud caso ela se torne uma marca Inbev, entre outras ações de retaliação.

A percepção que tenho é que tio Sam ficou incomodado com a possibilidade de ter seu quintal invadido por um Mr. Nobody (sem ofensas Brito!) e querer roubar uma jóia de família. A Bud faz parte do imaginário americano e é verdadeiramente um símbolo nacional. O choramingo é tamanho que até a eleição presidencial norte-americana está se envolvendo no processo de aquisição.

Sabemos que acionistas da Bud ficariam felizes com o negócio, pois poderiam embolsar uma boa grana ou simplesmente aguardar e esperar pelos frutos da agressiva gestão brasileira da Inbev. O playboy Busch IV vai se agarrar à tradição americana e babar os esforços de Brito.

Qual o final da estória?
Eu não me atrevo a opinar sob risco de morder minha própria língua. Me reservo a acompanhar a batalha através do NY Times para ter uma perspectiva de como os gringos estão lidando com a situação. Vocês conhecem aquela máxima "quem não chora, não mama"? Pois é exatamente isso que Busch IV usa como estratégia.

Sempre que me lembro desse assunto eu me pergunto...
Brito, você também vai chorar?

Conhecido pelos corredores da Inbev por ser linha dura, Brito precisa aprender que devemos usar da emoção quando a razão está embreagada.

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Por uma nova agenda global

O ano de 2008 possivelmente será lembrado como o ano em que todos pararam para pensar se estamos no rumo certo. O novo choque do petróleo e a especulação no mercado de commodities viraram o jogo de uma forma que os países desenvolvidos estão incomodados com o novo poder nas mãos de países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Tal é que a procura por energia sustentável é o que move alguns setores de ponta.

Entre os autores que discutem o cenário atual, hoje eu gostaria de falar com vocês sobre Jeffrey Sachs e suas propostas "indecentes". Sachs é economista, diretor do Earth Institute da Columbia University e do Projeto Milênio da ONU e autor do livro Common Wealth - Economics for a Crowded Planet.

Sachs propõe 4 metas para reverter as ameaças que nos rondam (essas são as propostas indecentes):

  1. Usar sistemas sustentáveis para geração de energia, exploração da terra e uso de recursos naturais, para minimizar as conseqüências das mudanças climáticas e destruição dos ecossistemas;
  2. Estabilizar a população mundial em 8 bilhões até 2050 através da redução voluntária das taxas de natalidade;
  3. Acabar com a pobreza extrema até 2050;
  4. E, last but not least, adotar uma perspectiva de cooperação para discutir os problemas globais.

Ok... São propostas ousadas, eu sei. Me responda uma coisa: você quer poder curtir o resto da sua vida e dar condições aos seus filhos e netos de fazer o mesmo?

Leia reportagem sobre Jeffrey Sachs em Época Negócios.

Tudo começa com um sonho...

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