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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

VOCÊ PODE: o poder do "praticar, praticar, praticar"

Tenho lido algumas reportagens sobre como podemos moldar nossas habilidades através da prática, fato esse que vivencio em meu cotidiano como psicólogo clínico e professor. Manter o hábito de se fazer algo é a melhor forma de ser bom no que se faz. A experiência vai moldando nossas habilidades, nossas emoções e tudo parece possível. Mesmo que você não seja tão bom em algo, por questões extra como disposições genéticas ou genéricas (ambientais, sociais, entre outras), com certeza você perceberá a superação no desafio ao qual se propôs.

A repetição, leia-se prática sistematizada e progressiva, pode te levar a quase qualquer proficiência. Praticar, tentar e acreditar que é possível é a chave mestra. Dedicar tempo aos seus projetos vai fazer toda a diferença: você pode até ser bom em algo, mas se não praticar e se esforçar, nunca será tão bom quanto poderia ser. Aí entra algo chamado interesse. Quando você descobre que realmente ama algo, que tem paixão por uma causa, isso sim vai fazer toda a diferença.

Alinhamento de missão e valores - tema de muitas de minhas aulas. O maior exemplo que posso dar: eu realmente preciso acreditar no que estou fazendo. Como posso ajudar alguém em minha prática clínica se não acreditasse que é possível aquela pessoa ali na minha frente mudar sua vida e readiquirir qualidade de vida. Como posso ser professor se não ver meus alunos ao final do semestre com mais conhecimento e habilidades desenvolvidas através de nossa interação em sala de aula.

Tudo começa conosco, aqui dentro de nossos corações. Tudo começa em nós, em nosso esforço, em nossa mais sagrada crença de que é possível. Sejamos críticos sim e esclarecidos que certas coisas não irão acontecer do dia para a noite, que talvez não vejamos certos cenários em nossa vida, mas sejamos esperançosos de que é possível, respeitando condições como tempo, recursos e pessoas envolvidas.

VOCÊ PODE!

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

6o Seminário de Gestão Organizacional Contemporânea & 1o Congresso de Tecnologias de Gestão e Subjetividades





O Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Federal do Espírito Santo – PPGADM - realizará nos dias 23, 24 e 25 de agosto 2010 o congresso Tecnologias de Gestão e Subjetividades. O congresso acontecerá nas dependências da Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, Vitória, Espírito Santo. Objetiva-se com este congresso aprofundar o debate sobre o tema “Tecnologias de Gestão e Subjetividades”, bem como permitir que os diversos pesquisadores que realizam estudos que envolvem a temática do congresso possam ter um espaço para compartilhar o conhecimento e os resultados obtidos com suas pesquisas.

Para fazer sua inscrição online, clique aqui.
Se procura por mais informações, visita a página do evento.

Abaixo seguem os temas que serão debatidos no evento.


Tema 01: Imigração, Cultura do Trabalho e Organizações
Líder: João Gualberto Moreira Vasconcelos e Sérgio Robert Sant”Anna.

A imigração deixou marcas profundas na sociedade brasileira e isso não foi obra do acaso, propiciou a organização da vida produtiva, lançando as bases para o desenvolvimento de pequenas, médias e grandes empresas chefiadas por famílias de origem européia. A imigração não só influenciou a vida produtiva e a configuração do cenário empresarial e dos seus dirigentes, como também imprimiu a sua marca na formação social e cultural em diversas regiões do país. Neste sentido, este GT irá discutir os desdobramentos da imigração no campo das organizações. Como forma metodológica para compreender esta temática, entendemos que as pesquisas com viés qualitativo são as que melhor explicam este fenômeno. As contribuições de outras áreas como Antropologia, Sociologia, Psicologia contribuem para enriquecer o debate.

Tema 02: Estudos em Trabalho, Ergologia e Gestão
Líder: Mônica de Fática Bianco.

O tema Estudos em Trabalho, Ergologia e Gestão objetiva estudar a reestruturação produtiva e as mudanças organizacionais implementadas nos últimos anos. Tem-se como pressuposto a idéia do sujeito trabalhador produzir a si próprio continuamente, num processo continuo de produção de subjetividades no contexto da interação social a que estamos submetidos dia-a-dia nas diferentes realidades sócio-organizacionais. Assim, nesse tema propõe-se a estudar o Trabalho, levando em conta o contexto/ambiente em que as ‘situações de trabalho’ estão inseridas. O foco da temática é o olhar sobre o trabalho humano, individual ou em grupo, sob a perspectiva da transdisciplinaridade.

Tema 03: Práticas de Gestão na Educação
Líder: Gelson Silva Junquilho.

Visa agregar aos estudos organizacionais um olhar específico dos chamados Estudos Organizacionais sobre a área educacional, tomando-se esta última como campo complexo e privilegiado de relações de poder, controle, alienação, comando e significações culturais simbólicas, a partir do qual se realizam relações de ensino-aprendizagem, considerados essas mesmas relações como o que poderia se denominar “produtos finais” de organizações educacionais. É nessa perspectiva ampliada de se estudar gestão que se propõe refletir e analisar a gestão em educação, na perspectiva da prática social, agregando contribuições que possam desvendar contextos simbólicos complexos organizacionais, aí compreendidos unidades de ensino público gratuito, bem como políticas de gestão educacional de governos federal, estaduais e municipais.

Tema 04: Políticas e Práticas Participativas
Líder: Márcia Prezotti Palassi

Objetiva estudar as experiências de participação na (re)formulação de políticas públicas, dos atores da sociedade civil na democratização dos processos de gestão das cidades e das pessoas nas organizações. Enquadra-se na divisão de Estudos Organizacionais, pois nesta área a Administração é compreendida como um fenômeno social e laboratório de experiências humanas, justificando a adoção de teorias do campo das ciências humanas. Busca desenvolver um olhar diferenciado sobre a Administração, pautando-se numa abordagem alternativa à gerencialista hegemônica e convencional, considerando as organizações como produtoras de subjetividade, ao invés de vê-las somente como controladoras da subjetividade, perspectiva tradicional nos estudos organizacionais.

Tema 05: Estudos dos Fenômenos Organizacionais a partir de Abordagens Críticas e da Teoria Crítica
Líder: Ricardo Behr

O campo temático tem como centralidade a teoria das organizações a partir da perspectiva da teoria crítica para o entendimento dos fenômenos organizacionais. O campo prioriza os seguintes temas: poder, controle, cooperação, solidariedade, socialismo e anarquismo e a preferência para a apreensão de dados se dá nos espaços organizacionais alternativos à burocracia, tais como: autogestão, economia solidária, gestão social e nas formas substantivas de organização e vida.

Tema 06: Ergonomia, Gestão e Saúde do Trabalhador
Líder: Simone da Costa Fernandes Behr

O tema de estudo Ergonômico, Gestão e Saúde do Trabalhador fundamenta-se em compreender a partir do arcabouço teórico da Ergonomia o(s) impacto(s) da organização do trabalho ou mesmo da forma de gestão na saúde do trabalhador. Nesse contexto, o enfoque da Ergonomia está pautado no homem em sua atividade de trabalho, ou seja, o interesse de pesquisa provém da ergonomia de origem européia (corrente européia), muito embora não deixe de perpassar a corrente americana (sistema homem-máquina) uma vez que as duas correntes são complementares.

Tema 07: Estudos Pós-estruturalistas em Organizações
Líder: Eloisio Moulin de Souza

A temática Estudos Pós-estruturalistas em Organizações utiliza a Filosofia da Diferença e o Pós-estruturalismo como norteadores conceituais e epistemológicos de pesquisa nas organizações. Assim, as pesquisas realizadas deverão ser fundamentadas principalmente por autores pós-estruturalistas, dentre eles pode-se citar: Michel Foucault, Gilles Deleuze, Félix Guattari, Joan Wallach Scott e Judith Butler. Estudos que envolvem poder, gênero, políticas de inclusão, minorias em espaços organizacionais, dentre outros, analisados sob uma perspectiva pós-estruturalista, são assuntos relevantes e alinhados ao tema.

Tema 08: Consumo, Inovação e Tecnologia
Líder: Teresa Cristina Janes Carneiro

O tema Consumo, Inovação e Tecnologia estuda as dimensões tecnológica, organizacional e social do vasto campo multidisciplinar dos sistemas de informação e das tecnologias de informação e comunicação (TICs). Visa incentivar pesquisas buscando compreender o processo de difusão e adoção das novas mídias e a dinâmica das mudanças que ocorrem neste processo, entender as características, as lógicas e as formas de organização das redes sociais mediadas pelas TICs, analisar as relações entre as TICs e os processos de gestão organizacional e compreender as relações entre a tecnologia, consumo e inovações tecnológicas.

Tema 09: Estratégia e Reder Inter-Organizacionais
Líder: Hélio Zanquetto Filho

O tema Estratégia e Redes Inter-Organizacionais tem como interesses principais os assuntos relacionados à Formação e Desenvolvimento das Redes Inter-Organizacionais e Estratégia. O tema Formação e Desenvolvimento das Redes Inter Organizacionais se dedica ao estudo dos contextos organizacionais relacionados aos aglomerados industriais, comerciais e de serviços geograficamente concentrados e também às estruturas de cooperação inter-organizacional não concentradas geograficamente.

Tema 10: Imaginário Social, Mundo do Trabalho e Organizações
Líder: João Gualberto Moreira Vasconcelos e Sérgio Robert Sant”Anna.

O filósofo francês de origem grega Cornelius Castoriadis formulou uma abordagem inovadora e conceitualmente profunda das questões vinculadas ao que ele denominou de Significações Imaginárias Sociais. Essas significações ajudam a elucidar o que o quadro social-histórico de diferentes sociedades. A aplicação desses conhecimentos no campo da gestão é ainda desafiadora, sobretudo, no campo das subjetividades que envolvem as organizações e o mundo do trabalho, que podem gerar imaginários sociais observados de diferentes perspectivas, desde a política até o que envolve educação, por exemplo. A partir desses elementos conceituais, o tema irá discutir a importância dos conceitos formulados por Castoriadis para a sociedade brasileira, em especial no campo organizacional.

Tema 11: Temas Livres

Assuntos pertinentes e relacionados a “Tecnologias de Gestão e Subjetividades” não incluídos nos temas especificados.


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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vendo as coisas por uma nova perspectiva






Dizem que o hábito faz a pessoa. Por um lado isso é verdade da mais verdadeira, por outro um perigo que mora debaixo de nossas camas, pronto para puxar nosso pé.

O hábito é um mecanismo que foi desenvolvido ao longo da evolução de nossa espécie e tem como função poupar energia para ser gasta com algo que realmente precisemos. Esse é um conceito sociológico apresentado por Berger e Luckmann e que acaba por resultar em nossa construção da realidade.

Cada um de nós possui uma realidade individual e única. Mas, então, como fazemos para viver em sociedade? Bem, poderíamos dizer a grosso modo que vivemos na interseção da realidades dos integrantes da sociedade. Vivemos nesse lugar comum a todos nós, nesse ecótono social, que é a realidade compartilhada.

E é aí que entra a necessidade de expandirmos nossos horizontes, como bem retrata o vídeo acima. O hábito é interessante por permitir a economia de energia; porém, corremos o risco de termos em nossa caixa de ferramentas poucos instrumentos para apreciar e nos adaptarmos ao mundo. Diz outro velho ditado que para quem tem um martelo na mão, tudo é prego. Mas nem tudo neste mundo é prego.

Conhecer o mundo, adquirir cultura geral, aprender com viagens, livros e pessoas novas abrem portas para um experiência existencial magnífica. Eu sou falante fluente no Português (não por nascer no Brasil, mas por fazer uso corrente e aprofundado desse idioma), falo Inglês com sotaque mas com desenvoltura (thanks dad for those exchange programs; thanks to my dear students back then when I used to teach English), arranho no Alemão (nur ein bisschen... so ich essen kann wenn ich nach Deutschland fliegen können) e no Espanhol (en la escuela la maestra lo me enseño).

Agora tenho uma nova meta: aprender francês. Sim, aquela língua cheia de biquinhos e de pose meio esnobe. Assim pensava eu até janeiro. Minhas aulas começaram em fevereiro e estou adorando minhas aulas. Aprender novas línguas e a cultura dos povos falantes desses idiomas é fascinante.

Tenho feito alongamento cerebral. Estou alargando meus hábitos, ouvindo música diferente, aumentando o número de ferramentas disponíveis para explorar o mundo e minha vida de uma forma saudável.

Hoje sei contar de vários jeitos... Progressivamente: um, dois, três, etc. Meio que de trás para frente: einundzwanzig, dreiundachtzig, und so weiter. E somando quantidades até formar a quantia desejada: soixante-dix, quatre-vingt, quatre-vingt-seize, etc.

Se eu for para os EUA e o Canadá (quem me dera ter dinheiro para isso no momento...), poderia muito bem me virar para achar um banheiro - daquele de shopping e aeroporto. Você está pensando em um bathroom, certo? Pois é... esse bathroom tem chuveiro, então não serve. Que tal um restroom. E se eu estiver em Miami?... Donde está el baño?... Em Vancouver? Procure por um washroom.

Hábitos são excelentes! Por isso lhe digo para você aumentar o número de hábitos. Quando o momento surgir, você vai poupar energia para resolver a situação.

Ampliar nossa caixa de ferramentas (nossos hábitos) nos possibilita ver as coisas ao nosso redor com outros olhos e, assim, analisamos os problemas na sua complexidade, considerando diversos níveis de correlação entre as variáveis presentes. Vixi!... Acho que o professor se sobressaiu nessa última, hein. Bem, se conhecemos outras perspectivas do mundo, podemos entender melhor o que está acontecendo.

Isso também é muito útil na clínica psicológica. Existe uma técnica chamada reenquadramento, e uso dela com frequência com meus pacientes. Pegamos o problema apresentado pelo paciente e colocamos ele a partir de outra perspectiva, quebrando um padrão de pensamento, quebrando um hábito e o encaminhando para uma análise diferente da situação.

Reenquadrar a situação, ou percebe-la por um novo ângulo, é como aprender a pensar fora da realidade individual e acrescentar a realidade individual potencial de outras pessoas à nossa caixa de ferramentas. É o que acontece quando você mora por um longo tempo em um lugar com outra cultura, tipo quando faz um intercâmbio, ou aprende uma língua, um instrumento ou pratica um esporte novo.

Além disso, podemos também aprender com nossos erros. Porque o ruim não é falhar ou errar; o ruim é errar e não aprender.





Você tem a capacidade de construir sua vida. Nós somos os personagens das estórias que contamos. Qual é a sua? Você é o escritor, o diretor e o personagem principal. Faça alguma coisa a respeito disso, porque a responsabilidade pela sua felicidade é sua.

Claro que não sou inocente e vou desconsiderar as condições nas quais iniciamos nossas vidas. Entretanto, podemos criar uma nova vida. Aqueles que melhor se adaptam sobressaem e sobrevivem, já dizia Darwin.

Não é o momento de discutirmos ética, moral ou afins. Esse momento é o momento no qual te convido a fazer uma limonada, uma salada de pepinos ou abacaxis grelhados com provolone. Seja qual for a situação, sempre temos a possibilidade (senão a determinação) de escolher.


Escolha uma nova vida.
Abra sua mente e seja mais feliz!
Faça disso um projeto pessoal.


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