segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Você já fez sua boa ação de hoje?
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Projeto de Ética: vários projetos de responsabilidade sócio-ambiental rolando e movimentando a Serra
Os alunos dos 4o período de Administração e 7o período de Ciências Contábeis do Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC) estão realizando sob minha orientação diversos projetos sociais.
Clique aqui e saiba o que o pessoal está fazendo para criar algo de impacto social e que leve a população a refletir e se mobilizar.
Aguardamos sua vista...
... e contamos com sua participação! Sphere: Related Content
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Alunos do UNESC realizam ação social
Os alunos do 4o ADM e 7o Contábeis farão diversas ações sociais neste semestre.
Acompanhe nossas atividades no blog Projeto de Ética.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Vídeos no YouTube
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Quase uma seleção brasileira... Na verdade, muito melhor!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Você contrataria um funcionário sem função específica?
Matéria que comentei nas últimas aulas de Aspectos Comportamentais e Sociologia no UNESC. Benedict Gomes, tanzaniano que cresceu na Índia e estudou nos Estados Unidos, tem o emprego que provavelmente todos gostariam de ter. Ele é contratado do Google para fazer o que quiser. Isso mesmo. Como um dos oito “distinguished engineers” (engenheiros especiais) da empresa no mundo, não tem função específica. Pode se dedicar a qualquer projeto que julgar interessante. O engenheiro formado pela Universidade de Buckley, na Califórnia, esteve hoje (16/4) na conferência do Google com a imprensa, que acontece desde ontem em Buenos Aires. Em sua apresentação, explicou como as buscas na internet têm evoluído nos últimos anos. Aprimorar esse mecanismo tem sido a prioridade de Gomes desde quando começou no Google, dez anos atrás. “Eu amo buscas e acredito que exercemos melhor a nossa função quando fazemos o que gostamos, com paixão. A paixão é minha maior motivação”, disse ele. Quando e se esse amor acabar, Gomes pode buscar outra área que o encante dentro da empresa, como o Gmail, Youtube, etc. Mas isso parece não estar nos planos do executivo. “Tenho uma equipe, diversos projetos. Não pretendo mudar de área tão cedo”, disse. O Google é uma gigante multinacional, mas funcionários motivados são fundamentais para qualquer empresa, independente do tamanho. E você, contrataria um funcionário que pudesse fazer o que quisesse, mas com paixão? Fonte: Papo de Empreendedor
Escrito por Wilson Gotardello Filho em 16.04.2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Palestra para futuros empreendedores
Segue notícia do FINDES sobre palestra realizada no campus II do UNESC.
O presidente da Findes, Lucas Izoton, ministrou palestra na noite do último dia 14, no Centro Universitário do ES, a Unesc, em Portal de Jacaraípe, na Serra. Izoton atendeu a um convite para participar do projeto “Dialogando com as Lideranças”, em que os alunos têm contato direto com personalidades apontadas como lideranças políticas ou empresariais para o Espírito Santo e também para a Serra.
Lucas Izoton apresentou dados referentes à indústria capixaba e ao município da Serra, destacando o atual bom momento do Estado, que lidera o crescimento nacional. Dinâmico, o presidente da Findes foi além e partiu para a interação com os presentes, buscando contar um pouco sobre sua história pessoal de empreendedor e abrindo espaço para perguntas e debate.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Gestão de Pessoas: Aspectos Comportamentais> 32 perguntas do seminário 1
- A satisfação está diretamente ligada ao salário ou ao fato de realmente estar sendo útil e sentir que seus conhecimentos estão não só sendo bem empregados e reconhecidos, como também o fato de novos conhecimentos serem adquiridos?
- Até que ponto o clima organizacional pode ser determinante para que o indivíduo se sinta motivado a desempenhar o seu melhor? E desta forma ter naquele emprego a visão de um trabalho que supere suas expectativas?
- Os desafios enfrentados por você na empresa de alguma forma o motiva a buscar aprendizado para um melhor desempenho? Independente de incentivos de seu gestor e dessa forma adquirindo algo que ninguém lhe tira, que é o conhecimento?
- De que forma podemos identificar se a empresa que está realizando o recrutamento se encaixa no seu perfil?
- O que é preciso analisar antes de entrar em uma empresa?
- Sabemos que as empresas buscam em seus recrutamentos profissionais com o perfil da empresa, contudo, o profissional a ser recrutado precisa conhecer a empresa. Qual a importância disso para o profissional?
- Por que é preciso tomar cuidado com os boatos que rolam sobre a empresa?
- O que você entende por "uma empresa é recrutada por um profissional"?
- Como escolher uma empresa para trabalhar?
- Como podemos fazer para mudar a nossa situação em uma empresa em que não há empatia com nosso perfil?
- Pessoas são diferentes, têm necessidades diferentes, ambições diferentes. Assim sendo, como criar condições para satisfazer toda uma equipe?
- É possível encontrar o emprego dos sonhos? Como tornar isso possível?
- Qual é a definição de emprego dos sonhos?
- Por que vários candidatos não fazem uma avaliação criteriosa das empresas da qual estão participando de um processo seletivo?
- As maiores empresas são as melhores para trabalhar?
- Como posso descobrir quais são as políticas da empresa e as formas de trabalho?
- Você acredita em emprego dos sonhos? Dê uma definição como exemplo.
- Cite pelo menos 3 passos para se conquistar um emprego dos sonhos.
- Você está satisfeito com sua vida profissional?
- Pode o executivo extrair oportunidades através das crises? Como?
- Qual(is) o(s) ponto(s) primordial(is) para um executivo fazer uma avaliação criteriosa dos fatos num momento de crise?
- Como uma decisão tomada num momento de extremo estresse durante uma crise pode afetar o negócio?
- O que o administrador deve fazer para ajudar a evitar o estresse em seus colaboradores?
- Nos vemos diante de tanta informação veiculado nas diversas mídias (tv, jornais, revistas e internet) sobre a prevenção do estresse, mas percebemos que mais pessoas sofrem desse mal. O que está acontecendo?
- Quais as atitudes que você toma para prevenir o estresse?
- Quais os efeitos negativos que o ser humano pode sofrer caso não saiba gerenciar o seu estresse profissional?
- Na sua opinião, qual a melhor forma de fugir dos efeitos negativos do estresse profissional?
- O estresse é algo comum no seu cotidiano: você vive isso no trabalho ou já presenciou outras pessoas sofrendo de estresse?
- Como você reagiria sofresse de estresse no trabalho?
- A competitividade no mercado de trabalho contribui para o surgimento do estresse profissional. Explique como as organizações podem auxiliar seus colaboradores a minimizar o estresse?
- Você acredita que um problema se torna "menor" quando compartilhado? Argumente.
- Existe uma atividade profissional que não cause estresse?
quinta-feira, 11 de março de 2010
Ler, Registar e Libertar: Trote Literário UNESC
quarta-feira, 10 de março de 2010
Projeto sobre Currículo e Entrevista no UNESC
Santa tartaruga homem morcego!!!
Fabio,
Com apenas um dia de divulgação (cartazes e banner no site do UNESC) esgotamos todas as vagas.
Inclusive uma aluna de Colatina virá a Serra exclusivamente para este encontro.
Confira neste link a divulgação em nosso site.
http://www.unesc.br/portal/
Atenciosamente
Prof. Fabio Flores
Começamos a divulgação segunda-feira e em pouco mais de 48 horas já estamos com lotação esgotada.
Fico feliz que nossos alunos estejam interessados em mudar o rumo de suas vidas.
Pensem grande!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Aprendendo Gestão de Pessoas com Henry Ford e o YouTube> Trabalhos Específicos dos alunos de 3o. Período de Administração UNESC
Creio que essa proposta seja uma forma de desafiar os alunos a entender o conteúdo da disciplina como algo mais próximo do cotidiano deles através da construção de um saber que lhes é próprio e valorizado como legitimo.
Acima postei videos da disciplina Gestão de Pessoas: Aspectos Comportamentais sobre uma das maiores furadas já vistas no mundo corporativo encabeçadas por ninguém menos que o tão venerado Henry Ford.
Após assistirmos aos videos juntos, discutimos sobre seu conteúdo e a experiência de gravar e editar o trabalho. Sim, muitos alunos reclamaram num primeiro momento. Mas, a expressão de contentamento e dever cumprido foi recompensadora.
De que me valeria ensinar sobre todas aquelas coisas "bonitas" em sala e não poder mostrar aos alunos que aquilo que estudamos era verdadeiro na prática (e não precisava ser na Google ou na IDEO).
O aprendizado foi absorvido de uma forma natural, legitimado e comunicado a todos os colaboradores (alunos e professor). A proposta de uma cultura organizacional (na turma) mais aberta e participativa foi recebida com estranheza num primeiro momento, para depois ser entendida como uma oportunidade de crescimento. Ganham alunos, professor e instituição.
Parabéns aos alunos de Administração (3o e 4o períodos), Ciências Contábeis (1o período) e Direito (3o período) pelo esforço e dedicação!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Mundo corporativo: just another bad apple...
Às vezes penso cá com meus botões de onde tiraram ideias tais como dessa propaganda da FIAT.
Recomendo que assistam aos filmes The story of Stuff e The Corporation (torrent para baixar) para ter uma visão mais crítica do capitalismo.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Violência e abuso contra crianças e adolescentes
Pedofilia, violência e abuso de crianças e adolescentes é crime!
Denuncie:
Campanha Nacional Contra a Pedofilia na Internet
Disque Denúncia (Ligue 181)
Sphere: Related Contentsegunda-feira, 23 de novembro de 2009
Como um jovem entrou para o tráfico... e saiu
Vale a pena assistir!
Sphere: Related Content
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Planejamento Estratégico de Carreira> Projeto de extensão do UNESC no I Congresso Brasileiro de Pesquisa do Relacionamento Interpessoal na UFES
CONCEITOS DE TRABALHO, PROJETO DE CARREIRA E RELACIONAMENTOS NUMA POPULAÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS
FÁBIO NOGUEIRA PEREIRA (UNESC)
Esta pesquisa visa colaborar para duas áreas de conhecimento: relacionamento interpessoal e orientação profissional. O objetivo geral é investigar como universitários percebem o trabalho e sua carreira e a correlação com relacionamentos interpessoais. Foram aplicados questionários com perguntas abertas e fechadas sobre a temática em 18 universitários participantes de um projeto de extensão de planejamento de carreira. Os resultados dos questionários aplicados revelaram que: dos seis conceitos de trabalho estipulados pela literatura apenas duas foram identificadas entre a população (A, 33,4%; B, 66,6%); 100% dos sujeitos relataram perceber relação entre o exercício do trabalho e a construção e transformação da sociedade, o que corrobora com os dois conceitos supra citados; 83,3% dos participantes não percebem que as pessoas em geral trabalham com o compromisso de transformar a sociedade; quando nomearam pessoas que conheciam que se dedicavam ao trabalho seu próprio conceito de trabalho, 38,9% dos participantes citaram o pai, 16,7% o chefe e 11,1% a mãe; quando nomearam pessoas que não se dedicam ao trabalho segundo seu próprio conceito, 33,3% citaram colegas de trabalho, 16,7% irmãos, 11,1% outros familiares e 11,1% amigos. Quando perguntados sobre as pessoas mais importantes para sua carreira, os participantes apontaram a mãe em primeiro lugar, seguida por pai, pelos professores e pelos amigos respectivamente. A nomeação da mãe como a pessoa mais importante para a carreira e a baixa freqüência da mãe como resposta à pergunta sobre pessoas que se dedicam ao trabalho segundo o conceito dos sujeitos pode ocorrer por serem essas mulheres em sua maioria donas de casa. Os demais citados como pessoas de destaque na construção da carreira (pai, professores e amigos) corroboram com resultados de pesquisas anteriores com outras populações. Os citados como pessoas que não se dedicam ao trabalho segundo seu conceito apontaram principalmente indivíduos com os quais os participantes não necessariamente detêm aspectos de similaridade (colegas de trabalho). A ampliação da rede de relacionamentos ao longo da vida proporciona a exploração do ambiente, bem como a atualização da autopercepção e do conceito de trabalho introjetado pela família.
Palavras-chave: carreira; relacionamento interpessoal; trabalho.
Endereço eletrônico: fabionogueirapereira@gmail.com
UM ESTUDO DE CASO SOBRE O IMPACTO DA ANEMIA FALCIFORME NOS RELACIONAMENTOS
REGIANE CORNELIA DIAS (ABPC)
FÁBIO NOGUEIRA PEREIRA (UNESC)
Existem poucas referências sobre pesquisas brasileiras a respeito dos relacionamentos e da sexualidade dos acometidos por anemia falciforme. Esta pesquisa teve por objetivo analisar a interferência da doença no desenvolvimento sexual e na construção da sexualidade e dos relacionamentos interpessoais de uma mulher de 34 anos e como a mesma produz ou criou mecanismos de readaptação nas interações sociais. O presente estudo de caso pode contribuir na compreensão dos processos adaptativos à cronicidade da doença em relação ao desenvolvimento da sexualidade visto existirem poucas pesquisas sobre o tema. Utilizamos de um roteiro semi-estruturado de entrevista, cujo áudio foi gravado e transcrito para devida análise qualitativa posterior. Observamos que as dores e as recorrentes internações interferem na criação de vínculos e na seqüência de interações que se desdobram na construção dos relacionamentos. Tais conseqüências enfrentadas pela falcêmica são de difícil enfrentamento, sobretudo no que tange a sexualidade. O desenvolvimento de relacionamentos amorosos fica deteriorado devido às crises dolorosas, à restrição a atividades físicas e ao risco inerente à gravidez. Devido à situação de cronicidade da anemia falciforme, a forma como seu portador lida e reconstrói seus relacionamentos precisam ser revistos tanto pela restrição nas atividades e locais de interação quanto pelas expectativas a cerca dos relacionamentos.
Palavras-chave: anemia falciforme; relacionamento interpessoal; sexualidade.
Endereço eletrônico: regianecornelia@yahoo.com.br
sábado, 26 de setembro de 2009
Exercício 3 - 3o. Período 02-09 (RESPOSTAS)
Como ser social em potencial, o indivíduo nasce e faz parte de uma primeira coletividade: a família. O indivíduo – membro de um grupo com cultura própria – ingressa num processo que irá durar por toda a vida, iniciando-se o processo de socialização e da construção da realidade atravessado pelas diretrizes sociais que orientam a subjetivação. Desde o nascimento e o início da socialização aprende-se a escolher e a decidir o que fazer profissionalmente (OLIVEIRA, 1997). Charlot (citado por MIRANDA, 1985) diz que a criança é um ser sempre já socializado. Devemos tomar cuidado com o equivocado entendimento literal que pode ser sugerido dessa afirmação para não sermos deterministas ao entendermos a construção da subjetividade na perspectiva sócio-histórica. Na verdade, dentro de uma coletividade, antes mesmo de a criança nascer, existem predisposições que podem futuramente apontar direções em suas escolhas e atitudes, incluindo a escolha profissional (SOARES, 2002). Assim, reiteramos com Berger e Luckmann (1985) que nascemos membro de uma sociedade que nos antecede e da qual herdamos diversos construtos culturais. O processo de socialização e aprendizagem corresponde a um maquinário reprodutor, com as devidas modificações grupais e individuais que interessam ao arbitrário dominante. A reprodução ocorre além do arbitrário cultural: verifica-se uma manutenção da estrutura social, do modo de produção, da divisão do trabalho e das relações de poder. Apesar do Trabalho Pedagógico exercido pela família (socialização primária) na inculcação de um primeiro arbitrário cultural, a criança – nascida numa classe com seu habitus próprio – potencialmente sofre determinações de um Trabalho Pedagógico inerente à educação recebida pelos pais e a seu processo de socialização. Portanto, podemos pontuar que o Trabalho Pedagógico Primário exercido sobre a criança é herança do arbitrário anteriormente introjetado nos (e pelos) pais sob ação dos agentes socializadores (escola, família e sociedade). Nogueira e Nogueira (2002) sugere três tipos de disposições e estratégias de investimento escolar: 1) As classes baixas, pobres em capitais econômico e cultural, investem moderadamente na educação de seus membros, pois as chances de sucesso são reduzidas, incertas e a longo prazo, devido a falta de capitais econômico, social e cultural necessários ao bom desempenho escolar. 2) As famílias de classe média possuem considerável acúmulo de capitais que permitem maior investimento na educação formal que as de classe baixa sem correr tantos riscos; logo, investem com maior esperança na escolarização de seus filhos almejando, principalmente, reconhecimento social através do status da profissão desses. À classe média, desprovida de capital de produção, resta somente possibilidades de reconhecimento relativo a tais significantes de status das ocupações, sobretudo das que requerem formação universitária. Não só a remuneração é recompensa pelo trabalho exercido, mas também a representação agregado à profissão. O investimento na educação e a escolha profissional-ocupacional podem se basear na questão do status, já que esse nas famílias de classe média relaciona-se ao status profissional-ocupacional de seus membros e não na propriedade geradora de capital econômico de suas ocupações. Duas situações decorrem da idéia de status agregado: uma ocupação de formação universitária dispõe de maiorstatus – além de melhor remuneração – do que uma de formação técnica, e esta mais do que outra que exija educação básica; a outra situação é a de que entre as ocupações que exigem mesmo grau de formação educacional, algumas têm maior status do que outras, independentemente da remuneração recebida pelo trabalho, mas pelo seu reconhecimento social. Essa é a lógica adotada pela família de classe média ao investir na educação formal de seus membros. 3) As elites econômicas e culturais investem fortemente na escola, porém de forma mais descontraída que as classes médias, pois o sucesso escolar é tido como algo natural. Entretanto, as famílias de classes dominantes investem na educação formal de seus filhos com o objetivo, dentre outros, de perpetuar a divisão do trabalho e do poder e manter a ordem social estabelecida. Nogueira e Nogueira (2003) e Carnoy (2004) concordam na premissa que as classes mais altas dispõem de mais capital para investir na educação e, também, obtêm um retorno mais elevado para esses investimentos. O nível de escolaridade influi sobre as chances de trabalho remunerado e na renda da população jovem (WAISELFISZ, 2004), porém não conduz o jovem diretamente ao emprego (CASIMIRO, 2004). A questão não é somente falta de qualificação, como coloca mascarada ideologicamente o mercado. Num momento de crescimento da economia, esse fator pode sim existir, mas de forma pontual. Pochmann (2007) corretamente afirma que o desemprego é estrutural e se reverte na escassez de vagas. As organizações alegam falta de qualificação dos jovens mesmo os postos de trabalho mantendo suas características e atividades, bem como melhora na escolaridade dessa população. Nesse cenário, ocorre uma disputa entre adultos melhores qualificados e os jovens para postos antes ocupados tradicionalmente por esses (CASIMIRO, 2004). Os contratantes potenciais alegam que se o trabalhador é jovem, lhe falta experiência; caso tenha experiência e seja mais velho, é muitas vezes considerado desatualizado e/ou não teria a mesma motivação e energia para produzir como alguém mais novo. Nesse ponto, encontramos um duplo-vínculo, no qual prolonga-se patologicamente a situação do mercado de trabalho brasileiro e degradação subjetiva do trabalhador frente à impossibilidade de encontrar uma ocupação e às precariedade e instabilidade dos postos de trabalho que lhes estão disponíveis.






