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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Você já fez sua boa ação de hoje?



Comece bem a semana!
Faça uma doação para o Lar Batista Albertine.
Clique aqui para saber como.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Projeto de Ética: vários projetos de responsabilidade sócio-ambiental rolando e movimentando a Serra





Os alunos dos 4o período de Administração e 7o período de Ciências Contábeis do Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC) estão realizando sob minha orientação diversos projetos sociais.



Clique aqui e saiba o que o pessoal está fazendo para criar algo de impacto social e que leve a população a refletir e se mobilizar.




Aguardamos sua vista...
... e contamos com sua participação!

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Alunos do UNESC realizam ação social



Os alunos do 4o ADM e 7o Contábeis farão diversas ações sociais neste semestre.
Acompanhe nossas atividades no blog Projeto de Ética.


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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vídeos no YouTube

Caros alunos e leitores do blog,

Montei há algum tempo meu canal no YouTube com vídeos de trabalhos confeccionados por alunos e alguns vídeos que uso em aula.


Dê um pulo lá, divirta-se e aprenda um pouco mais!

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quase uma seleção brasileira... Na verdade, muito melhor!

Caros leitores e amigos,

Os últimos dias foram bastante puxados e cansativos. Final de semestre.
Meus alunos que me perdoem, mas fazer meia dúzia de provas em nada se compara com corrigir duas centenas delas, além de algumas dezenas de trabalhos para assistir e ler.

Ao contrário do time de Dunga, o meu tem ganhado - não falo do Palmeiras... - e pretendo não mexer na escalação. Esse semestre foi longo, cansativo e super divertido.

E para fechar com chave de ouro, platina ou sei lá o que há de mai valioso no momento, temos diversos vídeos novos esperando por vocês no meu canal no YouTube.

Meus queridos alunos estão de parabéns!
Alguns grupos chegaram a me surpreender e fico feliz com o trabalho duro, a cooperação e dedicação para a montagem dos vídeos e trabalhos escritos.

Mais uma vez: PARABÉNS!

Agora, é aumentar o som e assistir aos vídeos.


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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Você contrataria um funcionário sem função específica?

Matéria que comentei nas últimas aulas de Aspectos Comportamentais e Sociologia no UNESC.

google

Benedict Gomes, tanzaniano que cresceu na Índia e estudou nos Estados Unidos, tem o emprego que provavelmente todos gostariam de ter. Ele é contratado do Google para fazer o que quiser. Isso mesmo. Como um dos oito “distinguished engineers” (engenheiros especiais) da empresa no mundo, não tem função específica. Pode se dedicar a qualquer projeto que julgar interessante.

O engenheiro formado pela Universidade de Buckley, na Califórnia, esteve hoje (16/4) na conferência do Google com a imprensa, que acontece desde ontem em Buenos Aires. Em sua apresentação, explicou como as buscas na internet têm evoluído nos últimos anos. Aprimorar esse mecanismo tem sido a prioridade de Gomes desde quando começou no Google, dez anos atrás. “Eu amo buscas e acredito que exercemos melhor a nossa função quando fazemos o que gostamos, com paixão. A paixão é minha maior motivação”, disse ele.

Quando e se esse amor acabar, Gomes pode buscar outra área que o encante dentro da empresa, como o Gmail, Youtube, etc. Mas isso parece não estar nos planos do executivo. “Tenho uma equipe, diversos projetos. Não pretendo mudar de área tão cedo”, disse.

O Google é uma gigante multinacional, mas funcionários motivados são fundamentais para qualquer empresa, independente do tamanho. E você, contrataria um funcionário que pudesse fazer o que quisesse, mas com paixão?


Fonte: Papo de Empreendedor

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Palestra para futuros empreendedores

Segue notícia do FINDES sobre palestra realizada no campus II do UNESC.



O presidente da Findes, Lucas Izoton, ministrou palestra na noite do último dia 14, no Centro Universitário do ES, a Unesc, em Portal de Jacaraípe, na Serra. Izoton atendeu a um convite para participar do projeto “Dialogando com as Lideranças”, em que os alunos têm contato direto com personalidades apontadas como lideranças políticas ou empresariais para o Espírito Santo e também para a Serra.

Lucas Izoton apresentou dados referentes à indústria capixaba e ao município da Serra, destacando o atual bom momento do Estado, que lidera o crescimento nacional. Dinâmico, o presidente da Findes foi além e partiu para a interação com os presentes, buscando contar um pouco sobre sua história pessoal de empreendedor e abrindo espaço para perguntas e debate.


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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Gestão de Pessoas: Aspectos Comportamentais> 32 perguntas do seminário 1

Cada grupo deveria ler um texto e produzir discussão com a turma. O seminário deu super certo, twittei ele ao vivo e a discussão dos alunos viajou a internet.

Eles usaram como fonte de inspiração 3 textos (1, 2, 3) e um post aqui do blog.

Abaixo seguem as perguntas que meus brilhantes aprendizes produziram:
  1. A satisfação está diretamente ligada ao salário ou ao fato de realmente estar sendo útil e sentir que seus conhecimentos estão não só sendo bem empregados e reconhecidos, como também o fato de novos conhecimentos serem adquiridos?
  2. Até que ponto o clima organizacional pode ser determinante para que o indivíduo se sinta motivado a desempenhar o seu melhor? E desta forma ter naquele emprego a visão de um trabalho que supere suas expectativas?
  3. Os desafios enfrentados por você na empresa de alguma forma o motiva a buscar aprendizado para um melhor desempenho? Independente de incentivos de seu gestor e dessa forma adquirindo algo que ninguém lhe tira, que é o conhecimento?
  4. De que forma podemos identificar se a empresa que está realizando o recrutamento se encaixa no seu perfil?
  5. O que é preciso analisar antes de entrar em uma empresa?
  6. Sabemos que as empresas buscam em seus recrutamentos profissionais com o perfil da empresa, contudo, o profissional a ser recrutado precisa conhecer a empresa. Qual a importância disso para o profissional?
  7. Por que é preciso tomar cuidado com os boatos que rolam sobre a empresa?
  8. O que você entende por "uma empresa é recrutada por um profissional"?
  9. Como escolher uma empresa para trabalhar?
  10. Como podemos fazer para mudar a nossa situação em uma empresa em que não há empatia com nosso perfil?
  11. Pessoas são diferentes, têm necessidades diferentes, ambições diferentes. Assim sendo, como criar condições para satisfazer toda uma equipe?
  12. É possível encontrar o emprego dos sonhos? Como tornar isso possível?
  13. Qual é a definição de emprego dos sonhos?
  14. Por que vários candidatos não fazem uma avaliação criteriosa das empresas da qual estão participando de um processo seletivo?
  15. As maiores empresas são as melhores para trabalhar?
  16. Como posso descobrir quais são as políticas da empresa e as formas de trabalho?
  17. Você acredita em emprego dos sonhos? Dê uma definição como exemplo.
  18. Cite pelo menos 3 passos para se conquistar um emprego dos sonhos.
  19. Você está satisfeito com sua vida profissional?
  20. Pode o executivo extrair oportunidades através das crises? Como?
  21. Qual(is) o(s) ponto(s) primordial(is) para um executivo fazer uma avaliação criteriosa dos fatos num momento de crise?
  22. Como uma decisão tomada num momento de extremo estresse durante uma crise pode afetar o negócio?
  23. O que o administrador deve fazer para ajudar a evitar o estresse em seus colaboradores?
  24. Nos vemos diante de tanta informação veiculado nas diversas mídias (tv, jornais, revistas e internet) sobre a prevenção do estresse, mas percebemos que mais pessoas sofrem desse mal. O que está acontecendo?
  25. Quais as atitudes que você toma para prevenir o estresse?
  26. Quais os efeitos negativos que o ser humano pode sofrer caso não saiba gerenciar o seu estresse profissional?
  27. Na sua opinião, qual a melhor forma de fugir dos efeitos negativos do estresse profissional?
  28. O estresse é algo comum no seu cotidiano: você vive isso no trabalho ou já presenciou outras pessoas sofrendo de estresse?
  29. Como você reagiria sofresse de estresse no trabalho?
  30. A competitividade no mercado de trabalho contribui para o surgimento do estresse profissional. Explique como as organizações podem auxiliar seus colaboradores a minimizar o estresse?
  31. Você acredita que um problema se torna "menor" quando compartilhado? Argumente.
  32. Existe uma atividade profissional que não cause estresse?


Bom trabalho galera!


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quinta-feira, 11 de março de 2010

Ler, Registar e Libertar: Trote Literário UNESC

O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma
É chuva - que faz o mar.
Castro Alves


A leitura engrandece a alma
Voltaire


Prezado estudante,
Já se foi o tempo em que o ingresso no Ensino Superior era marcado por trotes violentos e humilhantes. Precisamos (re)significar esta prática com generosidade, afetividade e cidadania. Gostaria de contar com sua parceria no “Trote Literário UNESC”. Pretendemos realizar esta ação ao longo da próxima semana (08 a 12/03). Queremos provocar os moradores do município de Serra com uma ação de guerrilha literária. Incentive seus colegas de sala, vizinhos e amigos a realizarem uma doação diferente, no modelo bookcrossing. Onde a pessoa deixa um livro em local publico e por meio de uma mensagem convida a pessoa que encontrou o livro a repetir o gesto, deixando o livro em outro ponto da cidade, gerando assim uma rede de leitores.


O bom de um livro é que se leia.
Umberto Eco


Por muito tempo foi sinal de erudição ter uma biblioteca repleta de livros na estante, mesmo que estes livros nunca tivessem sido lidos. Hoje que vivemos em uma sociedade da informação mediada por tecnologias que armazenam bibliotecas inteiras num pen-drive. Já não faz sentido acumular livros como troféus, as estantes não mais devem ser convertidas em cemitérios de palavras mortas. Os livros precisam ganhar vida nas mãos de um leitor.


Agora, livro meu, vai, vai para onde o acaso te leve.
Paul Verlaine


“Este livro foi doado ao mundo por meio do projeto “Ler, Registar e Libertar”. Estou doando para você este livro, espero que faça uma boa leitura. Gostaria que após a leitura você fizesse o mesmo que eu fiz. Deixe o livro em algum lugar publico para que outro leitor possa ter o mesmo prazer.

Leia, registre e liberte seus livros também”.


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quarta-feira, 10 de março de 2010

Projeto sobre Currículo e Entrevista no UNESC

Santa tartaruga homem morcego!!!


Por essa eu não esperava...
Na última semana eu e o professor Fabio Flores montamos uma projeto para nossos caros alunos no campus II do UNESC.

O projeto será uma oficina de currículos e como se preparar para uma entrevista.

Nesta tarde recebi a seguinte mensagem:


Fabio,

Com apenas um dia de divulgação (cartazes e banner no site do UNESC) esgotamos todas as vagas.

Inclusive uma aluna de Colatina virá a Serra exclusivamente para este encontro.

Confira neste link a divulgação em nosso site.

http://www.unesc.br/portal/workshop.php

Atenciosamente

Prof. Fabio Flores



Começamos a divulgação segunda-feira e em pouco mais de 48 horas já estamos com lotação esgotada.

Fico feliz que nossos alunos estejam interessados em mudar o rumo de suas vidas.


Pensem grande!



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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Aprendendo Gestão de Pessoas com Henry Ford e o YouTube> Trabalhos Específicos dos alunos de 3o. Período de Administração UNESC
















Esse semestre, depois de muito pensar sobre o assunto, decidi propor aos alunos do UNESC de várias disciplinas um jeito novo de aprender sobre a disciplina. Vocês já puderam ver em posts anteriores (post 1, post 2, post 3, post 4) os trabalhos em video feitos pelos alunos.

Creio que essa proposta seja uma forma de desafiar os alunos a entender o conteúdo da disciplina como algo mais próximo do cotidiano deles através da construção de um saber que lhes é próprio e valorizado como legitimo.

Acima postei videos da disciplina Gestão de Pessoas: Aspectos Comportamentais sobre uma das maiores furadas já vistas no mundo corporativo encabeçadas por ninguém menos que o tão venerado Henry Ford.

Após assistirmos aos videos juntos, discutimos sobre seu conteúdo e a experiência de gravar e editar o trabalho. Sim, muitos alunos reclamaram num primeiro momento. Mas, a expressão de contentamento e dever cumprido foi recompensadora.

De que me valeria ensinar sobre todas aquelas coisas "bonitas" em sala e não poder mostrar aos alunos que aquilo que estudamos era verdadeiro na prática (e não precisava ser na Google ou na IDEO).

O aprendizado foi absorvido de uma forma natural, legitimado e comunicado a todos os colaboradores (alunos e professor). A proposta de uma cultura organizacional (na turma) mais aberta e participativa foi recebida com estranheza num primeiro momento, para depois ser entendida como uma oportunidade de crescimento. Ganham alunos, professor e instituição.

Parabéns aos alunos de Administração (3o e 4o períodos), Ciências Contábeis (1o período) e Direito (3o período) pelo esforço e dedicação!


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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mundo corporativo: just another bad apple...








Volta e meia nos deparamos com notícias sobre empresas que não cumprem seus deveres mínimos (leia-se cumprir as leis). Agora a nova modalidade de notícias - talvez nem tão nova assim - é criar produtos que fazem mal à população, ao meio ambiente e estimulam comportamentos alienados e antiéticos. Muito mais do que nós, ingênuos consumidores, sabemos rola nos bastidores das corporações.



Às vezes penso cá com meus botões de onde tiraram ideias tais como dessa propaganda da FIAT.

Recomendo que assistam aos filmes The story of Stuff e The Corporation (torrent para baixar) para ter uma visão mais crítica do capitalismo.


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Violência e abuso contra crianças e adolescentes





Pedofilia, violência e abuso de crianças e adolescentes é crime!

Denuncie:

Campanha Nacional Contra a Pedofilia na Internet

Disque Denúncia (Ligue 181)

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Como um jovem entrou para o tráfico... e saiu





Neste excelente trabalho produzido por alunos de Sociologia Geral e Jurídica do UNESC, podemos entrar em contato com uma parte da sociedade onde o Estado não tem poder.

O entrevistado fala sobre sua entrada e saída no mundo do tráfico e a vida dentro desses grupos.

Vale a pena assistir!


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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Planejamento Estratégico de Carreira> Projeto de extensão do UNESC no I Congresso Brasileiro de Pesquisa do Relacionamento Interpessoal na UFES

Acontecerá de 4 a 6 de dezembro o I Congresso Brasileiro de Pesquisa do Relacionamento Interpessoal na Universidade Federal do Espírito Santo.

O evento contará com a presença de conferencistas internacionais, bem como apresentação de pesquisas e concurso de fotografias e curta-metragens sobre relacionamentos interpessoais.

Neste eventos, terei a honra de apresentar dois trabalhos. Um deles é uma pesquisa desenvolvida a partir do projeto de extensão do UNESC. O outro trabalho é resultado de pesquisa de minha orientanda no curso de pós-graduação em Sexologia na ABPC.


Agradeço a todos os envolvidos nestes trabalhos pelo apoio.

Para os curiosos e cientistas de plantão, segue abaixo os resumos:

CONCEITOS DE TRABALHO, PROJETO DE CARREIRA E RELACIONAMENTOS NUMA POPULAÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS

FÁBIO NOGUEIRA PEREIRA (UNESC)

Esta pesquisa visa colaborar para duas áreas de conhecimento: relacionamento interpessoal e orientação profissional. O objetivo geral é investigar como universitários percebem o trabalho e sua carreira e a correlação com relacionamentos interpessoais. Foram aplicados questionários com perguntas abertas e fechadas sobre a temática em 18 universitários participantes de um projeto de extensão de planejamento de carreira. Os resultados dos questionários aplicados revelaram que: dos seis conceitos de trabalho estipulados pela literatura apenas duas foram identificadas entre a população (A, 33,4%; B, 66,6%); 100% dos sujeitos relataram perceber relação entre o exercício do trabalho e a construção e transformação da sociedade, o que corrobora com os dois conceitos supra citados; 83,3% dos participantes não percebem que as pessoas em geral trabalham com o compromisso de transformar a sociedade; quando nomearam pessoas que conheciam que se dedicavam ao trabalho seu próprio conceito de trabalho, 38,9% dos participantes citaram o pai, 16,7% o chefe e 11,1% a mãe; quando nomearam pessoas que não se dedicam ao trabalho segundo seu próprio conceito, 33,3% citaram colegas de trabalho, 16,7% irmãos, 11,1% outros familiares e 11,1% amigos. Quando perguntados sobre as pessoas mais importantes para sua carreira, os participantes apontaram a mãe em primeiro lugar, seguida por pai, pelos professores e pelos amigos respectivamente. A nomeação da mãe como a pessoa mais importante para a carreira e a baixa freqüência da mãe como resposta à pergunta sobre pessoas que se dedicam ao trabalho segundo o conceito dos sujeitos pode ocorrer por serem essas mulheres em sua maioria donas de casa. Os demais citados como pessoas de destaque na construção da carreira (pai, professores e amigos) corroboram com resultados de pesquisas anteriores com outras populações. Os citados como pessoas que não se dedicam ao trabalho segundo seu conceito apontaram principalmente indivíduos com os quais os participantes não necessariamente detêm aspectos de similaridade (colegas de trabalho). A ampliação da rede de relacionamentos ao longo da vida proporciona a exploração do ambiente, bem como a atualização da autopercepção e do conceito de trabalho introjetado pela família.

Palavras-chave: carreira; relacionamento interpessoal; trabalho.

Endereço eletrônico: fabionogueirapereira@gmail.com



UM ESTUDO DE CASO SOBRE O IMPACTO DA ANEMIA FALCIFORME NOS RELACIONAMENTOS

REGIANE CORNELIA DIAS (ABPC)

FÁBIO NOGUEIRA PEREIRA (UNESC)

Existem poucas referências sobre pesquisas brasileiras a respeito dos relacionamentos e da sexualidade dos acometidos por anemia falciforme. Esta pesquisa teve por objetivo analisar a interferência da doença no desenvolvimento sexual e na construção da sexualidade e dos relacionamentos interpessoais de uma mulher de 34 anos e como a mesma produz ou criou mecanismos de readaptação nas interações sociais. O presente estudo de caso pode contribuir na compreensão dos processos adaptativos à cronicidade da doença em relação ao desenvolvimento da sexualidade visto existirem poucas pesquisas sobre o tema. Utilizamos de um roteiro semi-estruturado de entrevista, cujo áudio foi gravado e transcrito para devida análise qualitativa posterior. Observamos que as dores e as recorrentes internações interferem na criação de vínculos e na seqüência de interações que se desdobram na construção dos relacionamentos. Tais conseqüências enfrentadas pela falcêmica são de difícil enfrentamento, sobretudo no que tange a sexualidade. O desenvolvimento de relacionamentos amorosos fica deteriorado devido às crises dolorosas, à restrição a atividades físicas e ao risco inerente à gravidez. Devido à situação de cronicidade da anemia falciforme, a forma como seu portador lida e reconstrói seus relacionamentos precisam ser revistos tanto pela restrição nas atividades e locais de interação quanto pelas expectativas a cerca dos relacionamentos.

Palavras-chave: anemia falciforme; relacionamento interpessoal; sexualidade.

Endereço eletrônico: regianecornelia@yahoo.com.br


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sábado, 26 de setembro de 2009

Exercício 3 - 3o. Período 02-09 (RESPOSTAS)

Pereira, F.N. Uma análise sócio-histórica da educação, da construção da subjetividade e da escolha profissional. (MIMEO)

1) Explique a dialética e o processo de construção subjetivo-objetivo.
Partamos do princípio que o homem se constrói historicamente e é sujeito ativo na construção histórica da humanidade. Ou seja, não só as condições de dado momento histórico afetam a concepção da subjetividade individual e coletiva como o homem age alterando a realidade material e sua própria construção subjetiva, num circuito que se auto-alimenta – produzindo novas condições naturais para sua existência (VIGOTSKI, 1998). A subjetividade reflete as condições sociais, econômicas, culturais e políticas de uma sociedade situada geográfica e historicamente, e está num constante processo de atualização, além de uma simples absorção imediata do meio. Segundo Ciampa (citado por BOCK, 2002, p. 71), “interiorizamos aquilo que os outros nos atribuem de tal forma que se torna algo nosso”. Esse processo ocorre, portanto, ao longo de toda a vida do indivíduo. A subjetividade forma-se num processo histórico: desenvolvendo o ser humano nas suas habilidades, interesses, e aspectos sócio-afetivos. Seguindo esse raciocínio, a construção da realidade revela-se através da ação do homem sobre ela, numa dinâmica dialética que será melhor detalhada abaixo. O subjetivo e o objetivo constituem-se um ao outro sem se confundir (BOCK, 2001; ROSA; ANDRIANI, 2002).

As condições materiais servem de substrato para a formação, organização e transformação da sociedade, de seus valores e idéias. Contrapondo-se à concepção liberal de homem individual, racional e natural, a sócio-histórica afirma que não existe natureza ou essência eterna e universal humana; todavia, confirma a condição humana: o homem é um ser ativo, social e histórico. Na medida em que transforma ao mundo, o homem transforma a si mesmo (PIMENTA; KAWASHITA, 1991; VIGOTSKI, 1998).


2) Qual(is) a(s) diferença(s) entre as concepções sócio-histórica e liberal de homem?
As condições materiais servem de substrato para a formação, organização e transformação da sociedade, de seus valores e idéias. Contrapondo-se à concepção liberal de homem individual, racional e natural, a sócio-histórica afirma que não existe natureza ou essência eterna e universal humana; todavia, confirma a condição humana: o homem é um ser ativo, social e histórico. Na medida em que transforma ao mundo, o homem transforma a si mesmo (PIMENTA; KAWASHITA, 1991; VIGOTSKI, 1998). Bock (2002, p. 49) afirma que “na visão liberal, o indivíduo tem em suas mãos a possibilidade de ultrapassar os obstáculos colocados pela realidade, e a escolha [profissional], se adequada asseguraria melhoria de condição de vida”. Logo, a escolha de uma profissão prestigiada socialmente poderia ajudar o jovem a se projetar profissionalmente e mudar suas condições sócio-econômicas, desconsiderando a condição fundamental da sobrevivência. A ideologia liberal enquadra o ambiente no qual o indivíduo está inserido como neutro e não-determinante, não influenciando, então, no desenvolvimento das aptidões individuais (EHRLICH; CASTRO; SOARES, 2000). A perspectiva liberal coloca que o indivíduo dispõe intrínseca e socialmente de condições para superar a realidade material em que se encontra, bastando para isso somente sua intenção de modificá-la. No liberalismo, todos são livres e iguais. Identificamos, pois, nessa perspectiva a naturalização do status quo das relações de poder e da divisão do trabalho.

3) Dahrendorf aponta uma saída para a sobredeterminação do ambiente sobre o indivíduo. Como você entende essa saída? Dê exemplos.
Dahrendorf (citado por FREITAG, 1985), aponta uma saída para o impasse pessimista, que parece obscurecer o discurso materialista histórico e dialético, ao afirmar que o Estado capitalista e liberal e as classes dominantes não são onipotentes, nem tudo está pré-condicionado ao seu controle. Isso reafirma a condição dialética e dinâmica das construções históricas: a história muda assim como mudam as relações de poder. A sociedade não simplesmente favorece a superação dos obstáculos da realidade objetiva, porém, a possibilidade de mudança e superação é inerente a qualquer realidade, por mais difícil que sejam tais ações.
* Exemplos: pessoas que aproveitam uma oportunidade de estudo em uma escola ou faculdade, uma bolsa de estudos, trocam de emprego, fazem um curso.

4) Como Bourdieu e Passerón entendem a construção (desenvolvimento) da cultura ao longo da história da humanidade?
A cultura não se trata de um conteúdo puramente natural e previamente estabelecido pela “ordem das coisas no mundo” ou por uma “natureza humana”, pelo contrário, ela é um produto sócio-histórico. Segundo Bourdieu e Passerón (1975), o fato social é arbitrário: a cultura não pode ser deduzida de princípios universais, físicos, biológicos ou espirituais. Ela é proveniente de opções e escolhas socialmente pertinentes e necessárias. Numa coletividade, a cultura é construída de acordo com as conveniências de cada momento histórico arbitrariamente e de maneira condizente com as condições materiais disponíveis. Entretanto, as classes dominantes tentam impor certos conceitos culturais à coletividade através de ações, sejam elas pedagógicas ou de repressão, que naturalizam a cultura e encobrem a arbitrariedade dessa com sua ideologia.

5) O que é educação, segundo o texto?
A educação da qual tratamos neste texto é entendida num sentido amplo, ou seja, englobando as esferas familiar, formal e social, bem como as influências de cada uma nas demais. Como seria demasiadamente longa uma discussão aprofundada desse conceito, abordaremos a importância da educação no processo de constituição da subjetividade e, posteriormente, para a escolha profissional e inserção do jovem no mercado de trabalho. Entendemos que a educação se dá não apenas através dos meios formais, visto que ela excede esse cenário nas demais instituições das quais fazemos parte e contribuem para nossa socialização e construção da subjetividade: escola, meios de comunicação, família, rede social, entre outros (BOURDIE; PASSERÓN, 1975; PATTO, 1984).

6) Como ocorre a construção da subjetividade, desde o nascimento, passando pela infância, pela escolarização, adolescência e a inserção no mundo adulto?

Como ser social em potencial, o indivíduo nasce e faz parte de uma primeira coletividade: a família. O indivíduo – membro de um grupo com cultura própria – ingressa num processo que irá durar por toda a vida, iniciando-se o processo de socialização e da construção da realidade atravessado pelas diretrizes sociais que orientam a subjetivação. Desde o nascimento e o início da socialização aprende-se a escolher e a decidir o que fazer profissionalmente (OLIVEIRA, 1997). Charlot (citado por MIRANDA, 1985) diz que a criança é um ser sempre já socializado. Devemos tomar cuidado com o equivocado entendimento literal que pode ser sugerido dessa afirmação para não sermos deterministas ao entendermos a construção da subjetividade na perspectiva sócio-histórica. Na verdade, dentro de uma coletividade, antes mesmo de a criança nascer, existem predisposições que podem futuramente apontar direções em suas escolhas e atitudes, incluindo a escolha profissional (SOARES, 2002). Assim, reiteramos com Berger e Luckmann (1985) que nascemos membro de uma sociedade que nos antecede e da qual herdamos diversos construtos culturais.

A coletividade familiar é o primeiro grupo do qual a criança participa ativamente. Segundo Bourdieu e Passerón (1975), a família é responsável pelo Trabalho Pedagógico primário, o qual inculca o arbitrário cultural primário. Considerada Autoridade Pedagógica legítima pela sociedade e responsável pela transmissão da ideologia dominante, dos valores morais e da cultura, a família está encarregada do Trabalho Pedagógico de socialização primária. Essa é a primeira socialização que o indivíduo experimenta e através da qual torna-se membro de uma sociedade (BERGER; LUCKMANN, 1985). A inculcação exercida pela família tem o poder de se agregar fortemente à subjetividade do indivíduo, e funcionará como um modelo que, ao longo de sua vida facilitará ou dificultará a inculcação de arbitrários secundários nos sucessivos Trabalhos Pedagógicos que se realizarão. A socialização primária se dá necessariamente pela mediação do outro; logo, mobiliza afetos e identificações e é carregada de “alto grau emotivo” (BERGER; LUCKMANN, 1985; MIRANDA, 1985). Esses afetos e identificações contribuem para a formação da identidade do indivíduo; consideramos que a identidade abrange também um aspecto referente ao mundo do trabalho, isto é, fazem parte dela a identidade profissional e a identidade ocupacional. A sociedade verifica a inculcação dos arbitrários e seus conteúdos, reforçando ou negando nas interações diárias os comportamentos adquiridos no processo de socialização e no desenvolvimento da subjetividade.

7) O que é o arbitrário cultural?
O arbitrário é um sistema simbólico, detentor de uma seleção de significados, que define objetivamente a cultura de um grupo.

8) O que é habitus?
O habitus, como um produto histórico, produz práticas individuais e coletivas e, conseqüentemente, a história, em acordo com os esquemas que ela mesma produz. A subjetividade e a objetividade material constroem-se mutua e historicamente numa relação dialética e dinâmica.

9) Por que não podemos deduzir o habitus individual do familiar ou do habitus da classe sócio-econômico-cultural ao qual a pessoa pertence?

O processo de socialização e aprendizagem corresponde a um maquinário reprodutor, com as devidas modificações grupais e individuais que interessam ao arbitrário dominante. A reprodução ocorre além do arbitrário cultural: verifica-se uma manutenção da estrutura social, do modo de produção, da divisão do trabalho e das relações de poder. Apesar do Trabalho Pedagógico exercido pela família (socialização primária) na inculcação de um primeiro arbitrário cultural, a criança – nascida numa classe com seu habitus próprio – potencialmente sofre determinações de um Trabalho Pedagógico inerente à educação recebida pelos pais e a seu processo de socialização. Portanto, podemos pontuar que o Trabalho Pedagógico Primário exercido sobre a criança é herança do arbitrário anteriormente introjetado nos (e pelos) pais sob ação dos agentes socializadores (escola, família e sociedade).

Contudo, não podemos deduzir o habitus individual nem o familiar a partir do habitus de classe, porque o Trabalho Pedagógico de inculcação dos arbitrários nem sempre é bem sucedido e ainda porque as práticas familiares não são necessariamente as mesmas de outras coletividades ou da classe as quais pertence. Existem, também, vários fatores apontados por Percheron (citado por NOGUEIRA; NOGUEIRA, 2002), que tornam uma dedução inviável. Dentre eles destaca a ascensão ou declínio do grupo familiar, seu nível educacional, seu pertencimento ao meio urbano ou rural, postura conservadora ou empreendedora e sua religião. A partir da ação desses fatores, existem famílias numa mesma classe social com comportamentos bastante diferenciados e famílias de classe diferentes com comportamentos similares. Hinde (1997) aponta que variações de comportamento de um mesmo indivíduo em situações distintas são maiores do que indivíduos advindos de contextos diferentes numa mesma situação social.

10) Quais os agentes pedagógicos citados no texto?
O indivíduo desenvolve sua subjetividade através da cultura e da mediação estabelecida entre os membros de uma sociedade que a representam. A sociedade dispõe de agentes socializadores que realizam um Trabalho Pedagógico com a finalidade de inculcar um arbitrário cultural considerado legítimo, ou seja, um arbitrário oriundo da classe dominante. Diversos são esses agentes pedagógicos: família, escola e o meio social.

11) Quais os quatro tipos de capital envolvidos no processo educacional e de desenvolvimento da subjetividade? Explique eles.
O investimento familiar dado à educação formal considera quatro tipos de capitais (NOGUEIRA; NOGUEIRA, 2002): a) o econômico, isto é, bens e serviços a que o indivíduo tem acesso; b) o cultural, que decorre diretamente da educação formal, pois agrupa interesses e preferências sobre artes, culinária, esportes, vestuário, domínio da língua culta e de outros idiomas, além de informações sobre o mundo escolar e do trabalho; c) o social, conjunto de relacionamentos sociais caracterizados como influentes e mantidos pela sua família; e d) o simbólico, parte da seleção de significações contida no arbitrário cultural. O capital econômico e o social podem servir de auxiliares na acumulação do capital cultural ao permitir o acesso a instituições de ensino de qualidade e a bens culturais de alto custo financeiro. Porém, o benefício escolar e profissional advindo desse acesso provém, sobretudo, de capital cultural anterior. De acordo com a quantidade e qualidade de capitais disponíveis por cada família, certas estratégias de investimento na educação formal, incorporadas no habitus familiar, seriam mais rentáveis e seguras ou incertas e arriscadas.

12) Quais as estratégias de investimento escolar das de investimento familiar à educação formal citados no texto?

Nogueira e Nogueira (2002) sugere três tipos de disposições e estratégias de investimento escolar:

1) As classes baixas, pobres em capitais econômico e cultural, investem moderadamente na educação de seus membros, pois as chances de sucesso são reduzidas, incertas e a longo prazo, devido a falta de capitais econômico, social e cultural necessários ao bom desempenho escolar.

2) As famílias de classe média possuem considerável acúmulo de capitais que permitem maior investimento na educação formal que as de classe baixa sem correr tantos riscos; logo, investem com maior esperança na escolarização de seus filhos almejando, principalmente, reconhecimento social através do status da profissão desses. À classe média, desprovida de capital de produção, resta somente possibilidades de reconhecimento relativo a tais significantes de status das ocupações, sobretudo das que requerem formação universitária. Não só a remuneração é recompensa pelo trabalho exercido, mas também a representação agregado à profissão. O investimento na educação e a escolha profissional-ocupacional podem se basear na questão do status, já que esse nas famílias de classe média relaciona-se ao status profissional-ocupacional de seus membros e não na propriedade geradora de capital econômico de suas ocupações. Duas situações decorrem da idéia de status agregado: uma ocupação de formação universitária dispõe de maiorstatus – além de melhor remuneração – do que uma de formação técnica, e esta mais do que outra que exija educação básica; a outra situação é a de que entre as ocupações que exigem mesmo grau de formação educacional, algumas têm maior status do que outras, independentemente da remuneração recebida pelo trabalho, mas pelo seu reconhecimento social. Essa é a lógica adotada pela família de classe média ao investir na educação formal de seus membros.

3) As elites econômicas e culturais investem fortemente na escola, porém de forma mais descontraída que as classes médias, pois o sucesso escolar é tido como algo natural. Entretanto, as famílias de classes dominantes investem na educação formal de seus filhos com o objetivo, dentre outros, de perpetuar a divisão do trabalho e do poder e manter a ordem social estabelecida. Nogueira e Nogueira (2003) e Carnoy (2004) concordam na premissa que as classes mais altas dispõem de mais capital para investir na educação e, também, obtêm um retorno mais elevado para esses investimentos.

Carnoy (2004) levanta um fator que acontece na América Latina devido a crescente concorrência no mercado de trabalho e conseqüente concorrência pelo acesso aos recursos educacionais existentes. Famílias com nível sócio-econômico elevado, grau de escolaridade e renda mais elevados tendem a aumentar seu investimento nos ensinos fundamental e médio de seus filhos com o objetivo de garantir seu ingresso na universidade. Vale ressaltar que no caso dessa população, a universidade é pública. É uma luta desigual com as classes de nível sócio-econômico mais baixo, que não dispõe de capital, seja de qualquer tipo, suficiente para obter educação de nível superior pública, gratuita e de alta qualidade, restando-lhe somente o ensino superior privado e absurdamente de péssima qualidade. Mesmo investindo num ensino que posteriormente se revela praticamente inútil na ambição de ascensão sócio-econômica, o proletariado parece acreditar no mito liberal alimentado pela elite de que agregar conhecimento através da educação formal certamente é um diferencial no mercado de trabalho. Pochmann (2007) aponta o crescimento do desemprego entre a população com ensino superior como conseqüência do baixo ritmo de crescimento da economia e do não aproveitamento da mão-de-obra qualificada pela indústria e pelo setor de serviços, visto que o Brasil possui, em geral, produtos de baixo valor agregado. Percebemos, assim, no discurso veiculado pela mídia e reiterado pelo mercado de trabalho, o encobrimento ideológico da necessidade de outros capitais, citados acima, na aquisição de uma posição diferenciada na estratificação social.

13) Levando em consideração a citação de Carnoy (pp. 8 e 9), como você entende o sistema de cotas adotado no vestibular?
Opinião pessoal.

14) Quando e por que surgiu a "livre" escolha da profissão?
A escolha livre da profissão é recente, remetendo ao século XIX e à instalação do modo de produção capitalista. A problemática vocacional surge apenas com a estruturação social implementada no capitalismo (JEANGROS, 1959; BOHOSLAVSKY, 1983; BOCK, 2002). As profissões deixaram de ser herdadas e repassadas por gerações nas famílias. Essas passaram a almejar melhores condições de vida para seus filhos, que tendo uma melhor educação e sendo mais instruídos, poderiam ser mais prósperos que seus pais e ter melhores salários.

15) Qual é o impasse na inserção no mercado de trabalho apresntado no 1o. parágrafo da p. 10? Qual sua opinião sobre o assunto?

O nível de escolaridade influi sobre as chances de trabalho remunerado e na renda da população jovem (WAISELFISZ, 2004), porém não conduz o jovem diretamente ao emprego (CASIMIRO, 2004). A questão não é somente falta de qualificação, como coloca mascarada ideologicamente o mercado. Num momento de crescimento da economia, esse fator pode sim existir, mas de forma pontual. Pochmann (2007) corretamente afirma que o desemprego é estrutural e se reverte na escassez de vagas. As organizações alegam falta de qualificação dos jovens mesmo os postos de trabalho mantendo suas características e atividades, bem como melhora na escolaridade dessa população. Nesse cenário, ocorre uma disputa entre adultos melhores qualificados e os jovens para postos antes ocupados tradicionalmente por esses (CASIMIRO, 2004). Os contratantes potenciais alegam que se o trabalhador é jovem, lhe falta experiência; caso tenha experiência e seja mais velho, é muitas vezes considerado desatualizado e/ou não teria a mesma motivação e energia para produzir como alguém mais novo. Nesse ponto, encontramos um duplo-vínculo, no qual prolonga-se patologicamente a situação do mercado de trabalho brasileiro e degradação subjetiva do trabalhador frente à impossibilidade de encontrar uma ocupação e às precariedade e instabilidade dos postos de trabalho que lhes estão disponíveis.


16) Como a educação contribui para aumentar as possibilidades das pessoas na vida econômica e social (empregabilidade, trabalho, renda, cultura geral, etc.)? (Leia p.12-15).
Ela contribui para a empregabilidade, aumenta o poder de produtividade do trabalhador e potencializa suas oportunidades de renda, melhora sua mobilidade no mercado de trabalho e amplia suas possibilidades de escolha dentro de sua carreira. (...)
Ao longo da história, a educação adaptou-se aos modos de formação particulares de organização sócio-cultural e do processo produtivo, e seu papel mudou de acordo com as necessidades de qualificação do trabalhador. No início do processo de acumulação capitalista, o trabalho manual e servil era valorizado como o necessário ao crescimento econômico. A divisão do trabalho impunha aos trabalhadores um trabalho repetitivo e simples – exploração da força de trabalho que traria lucro aos capitalistas. Somente com as inovações tecnológicas da terceira revolução industrial, sobretudo no último terço do século passado, o conhecimento passou a ser valorizado como um recurso de capital humano (capital intelectual) que poderia incrementar os ganhos de produtividade (CRAWFORD, 1994; INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION, 2002; STEWART, 1998). Entretanto, essa não é uma realidade brasileira, senão um ideal já bastante tardio (POCHMANN, 2007; ZEBRAL FILHO, 1997). (...)
Como o grau de instrução é associado à rentabilidade no mercado de trabalho, a competição acaba por transportar-se desse campo para se revelar também na educação. Carnoy (2004) cita o aumento da competição subnacional para acesso aos recursos educacionais existentes – vide a concorrência nos vestibulares Brasil afora. Essa competição pode ser apontada no crescente número de jovens disputando vagas em universidades públicas de qualidade (INEP, 2003a, 2003b; CARNOY, 2004). Vemos aqui uma disputa – questão também levantada por Waiselfisz (2004) – pelos produtos econômicos (remuneração e a possibilidade de aumento do poder de compra), sociais (status e reconhecimento) e culturais (arte, educação, entre outros) pertencentes a um modus vivendi estimulado e socialmente reconhecido pela cultura vigente.


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