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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Amizade e escolha profissional: um estudo com alunos de escolas particulares e públicas

É com prazer amigos e leitores que compartilho com vocês artigo que escrevi com Prof. Agnaldo Garcia (UFES) e publicado na Revista PPP.

Segue resumo e link de PDF para baixar.

Abs a todos!


Amizade e Escolha Profissional: um Estudo com Alunos de Escolas Particulares e Públicas

Este artigo apresenta uma pesquisa realizada com 36 estudantes de Ensino Médio de três escolas particulares e três escolas públicas com o objetivo de investigar a participação dos amigos na escolha profissional dos estudantes e as implicações da escolha nos relacionamentos familiares e de amizade. Os pais e os professores foram percebidos como uma influência mais direta ou vertical, enquanto os amigos participaram de modo mais horizontal, por meio de conversas e troca de informações. Os adultos tenderam a influenciar os objetivos, ou seja, a carreira ou curso escolhido e os amigos a cooperar entre si, trocando informações e críticas.

Palavras-chave: escolha profissional; amizade; adolescência; relacionamento interpessoal.

Clique aqui para baixar PDF do artigo.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Olha a onda! > Marketing na internet 2.0

Uma nova tendência no YouTube, anônimos viram celebridade ao usarem sua webcam para ajudar quem estiver online a fazer compras, aulas de português para concursos, aprender a tocar um instrumento ou uma nova língua, entre outros.





A internet está cada vez mais 2.0, com milhões de usuários que começam a compartilhar informações relevantes ao invés de apenas usufruir do conteúdo disponível nas nuvens.

Essa nova classe de usuários se tornaram pessoa de referência e formadores de opinião que podem fazer a diferença para as empresas.

Com o desenvolvimento da televisão digital, os espectadores poderão gravar seus programas favoritos e pularem os comerciais se assim preferirem. Então, será cada vez mais comum vermos videos virais rolando pela internet, blogueiros dando pitaco sobre produtos que compraram e recomendam.

Os próximos anos será um marco de virada interessante no mundo do Marketing. Fique de olho na maré e surfe a onda, porque quando a sessão acabar, meus amigos, pode ser um pouco tarde. Aí, só lamento, será necessário nadar a braçadas largas para alcançar a correnteza.

Tem uma galera por aí que já sacou a tendência há tempos e conquista mercado pelos anos de experiência adquiridos acompanhando a evolução da internet e do Marketing. Um desses players sagazes é a e-brand.





É... muita coisa mudou desde o começo do uso doméstico da internet.


Bom swell para todos!


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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A crise econômica muda os relacionamentos

Seria inocente pensar que a crise altera apenas a configuração do cenário econômico e dos negócios. Ela também tem atingido os relacionamentos e se adaptar à nova realidade está dando trabalho para muita gente.

Para quem perdeu o emprego, perdeu dinheiro na bolsa ou viu seu negócio ir pro brejo, convidar os amigos para uma noitada está fora de cogitação. Às vezes, até mesmo aqueles jantares em casa com os amigos foi cortado do orçamento.

E como ficam os relacionamentos frente à inevitável necessidade de cortar os gastos e reestruturar o estilo de vida?

Leia reportagem da revista Slate e descubra como os norte-amercanos estão lidando com a perda do poder de compra devido à crise.


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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Palavras cruzadas

A primeira palavra cruzada foi criada pelo jornalista Arthur Wynne e publicada no New York World na edição dominical de 21 de dezembro de 1913. Muito mudou de lá para cá, jornais estão fechando as portas e a disseminação da internet está alterando nossos hábitos de leitura de notícias.

Você saberia viver sem fazer as palavras cruzadas no seu jornal? É claro que versões online podem ser criadas, mas rabiscar o papel atrás da resposta é algo feito por muitas pessoas há anos.

Leia os links referenciados acima (em inglês) e aprenda um pouco mais sobre essa diversão que nos ajuda a desenvolver a memória e a aprender palavras novas.


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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Segunda-feira... dia de dieta?

Muitas pessoas se deparam com situações inusitadas em algum momento da vida. Algumas simplesmente se questionam se devem continuar com certos padrões e rotinas. Seja por um motivo ou por outro, é comum escutarmos amigos, e até nossos próprios pensamentos, falando que assim que chegar a próxima semana, ou o próximo mês ou o próximo ano, as coisas serão diferentes.

Prometemos a nós mesmos, às pessoas com quem convivemos que tudo será diferente. E a segunda-feira é escolhida por pessoas ao redor do mundo para iniciar algo novo, radical e mágico.

Qual o poder da segunda-feira? O que ela tem de tão especial?
Usamos essas táticas como marcação de tempo ou simplesmente uma desculpa bem bolada para procrastinarmos, enrolarmos mais um pouquinho e darmos aquela última escapada antes do momento de decisão?

A vida se vive agora. O que passou no passado está. O futuro é uma aposta - e nem sabemos se estaremos lá. Por que insistimos em nos referenciarmos em algo que já foi e não tem mais volta ou como ser mudado? Por que insistimos em viver algo que ainda não é e nem sabemos se será?

Claro que não estou mobilizando uma marcha pró curtição total, irresponsabilidade à flor da pele. Também não precisamos gritar rua afora carpe diem e sair fazendo tudo que der na telha. Mas também não precisamos sofrer pelo que se foi, nem pelo que talvez (não) será.

A pergunta que não quer calar e que ecoa ao fundo deste post é: o que você está esperando? Pra que ser feliz amanhã, ou na segunda-feira, mês que vem ou quando algo acontecer se você pode fazer algo para melhorar sua vida agora?

Planejamento e execução não é algo chato. Planejamento e execução consiste em aproveitar ao máximo os recursos disponíveis existentes em sua vida, no seu meio social, e usá-los a seu favor.

Às vezes parece impossível, eu sei. Mas acredite, a solução existe. E não precisamos esperar até segunda-feira para colocarmos ela em prática. Basta olhar a seu redor e procurar com cuidado. Todo problema traz junto consigo a solução.

Se você está com todas suas taxas (colesterol, glicose, etc.) em dia, e quer chutar o balde só um pouquinho para começar essa semana com uma nova atitude, veja o video sobre o novo hamburguer do McDonald's lançado na última sexta-feira. [Recomendo que coma o sanduíche só para quebrar o padrão e curtir algo diferente. Lembre-se que uma alimentação saudável deve fazer parte de sua vida.]


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sexta-feira, 3 de julho de 2009

As novelas têm o poder de mudar a opinião pública em massa?

Nesta manhã de sexta-feira meio diferente, tive a oportunidade de assistir parte do programa Mais Você. Assisti a uma entrevista com o ator Bruno Gagliasso e descobri seu blog (www.gagliassoblog.com).

Bruno tem abordado em vários post o efeito das novelas sobre o comportamento de massas. Também tem discutido com seus fãs, telespectadores e curiosos o personagem Tarso da novela Caminho das Índias.

No último dia 30, Bruno postou um link para matéria do The Washington Post (clique aqui para matéria em inglês) e pediu a opinião dos leitores do blog sobre como percebem a influência da televisão, principalmente das novelas, sobre os espectadores.

Sempre que aparece algum comportamento específico nas novelas, sobretudo nas das 21 horas, pessoas marcam consultas com queixas apresentadas na telinha. Várias vezes atendi pessoas com histórias parecidas com as vividas pelos personagens: a amante, a bumímica, o esquizofrênico, entre outros.

É notável o papel das telenovelas na cultura brasileira. O marido de minha prima é mexicano e ele comenta que lá no México são também veiculadas novelas da Globo. Quando vem para o Brasil visitar nossa família fica espantado com a popularidade desses programas e seu efeito sobre as massas.

Quantas pessoas escolhem nomes de personagens para seus filhos, compram roupas como as usadas pelas mocinhas protagonistas ou sonham com a casa daquela família super chique da estória.

Se as novelas não tivessem qualquer efeito sobre a população, as grandes corporações não utilizariam de estratégias de merchandising para mostrar seus produtos sendo utilizados pelos personagens das novelas. Vocês já repararam como isso tem acontecido com muita frequência nos últimos 3 anos, principalmente nas novelas das 21 horas?

As esquivas dos dirigentes da Globo na reportagem do Washington Post são mera "humildade" para não revelar seu pote de ouro.

E você, o que acha? As novelas têm o poder de mudar a opinião pública?
Elas influenciam no comportamento da população brasileira?
Deixe um comentário e compartilhe conosco sua opinião!

Abs a todos


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domingo, 24 de maio de 2009

Tecnologias imprimem novo estilo de vida

A web 2.0 certamente mudou nossas vidas. O nível de interatividade através da internet, veja nós aqui nos comunicando via blog como exemplo, tem criado um universo de dados imenso. Além disso, tentamos nos adaptar e as novas tecnologias vão sendo absorvidas como damos conta.

Muitos de nós já não conseguem mais viver sem celular e quando não atendemos ligação... vixi! O pessoal até se estressa conosco, não é verdade?

Novas configurações socias surgem a partir desse novo cenário e criamos um mundo completamente novo. Só que agora, as mudanças acontecem mais rápido e o ciclo delas tem se acelerado a um ponto que nem todo mundo consegue se adaptar a tempo e uma nova tecnologia é introduzida ou uma nova configuração social surge antes mesmo que tenhamos conhecimento da anterior.

Esses desdobramentos rápidos das construções sócio-culturais têm repercutido com consequências positivas e negativas em nossa sociedade. Positivos porque permitem maior acesso à informação, maior liberdade de interação e dão força às massas de forma nunca antes vista. Negativos porque nem todos conseguem acompanhar o ritmo veloz das mudanças e se não soubermos absorver essas pessoas na sociedade, criaremos um montando de excluídos da revolução silenciosa das tecnologia de informação e comunicação.

Às vezes, quanto mais nos plugamos nas tecnologias, mas nos desplugamos da realidade aqui fora e podemos ficar aliendados dos acontecimentos justamente pelo excesso de informação produzida - que nem sempre é relevante. O crescimento da quantidade de informações é tamanho atualmente que o conteúdo disponível na internet duplica a cada 18 meses!

Muitos de nós compramos celulares com acesso à internet, postamos em blogs, twitamos via SMS, colocamos no YouTube videos gravados no celular e até mesmo mandamos videos e fotos para canais de televisão, como a CNN - que já criou um programa exclusivo para o conteúdo enviado pelos expectadores, o iReport.

Agora saiu um estudo que diz que um em cada quatro, vulgo 25%, ingleses levam notebook e celular para a cama. Nossa privacidade e vida pessoal foram para o espaço... Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana e as pessoas esperam que estejamos disponíveis o tempo todo.

Para onde vamos? Não sei... Se é bom ou ruim, também não... Mas podemos construir nosso futuro como quisermos.


Faça do mundo um lugar melhor!


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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Novo blog de minha autoria> long play experience

A idéia para este blog surgiu após cerca de mês e meio ouvindo discos de vinil e reconhecendo a discoteca que tinha em minha própria casa. A maior parte do acervo foi comprada por meu pai durante a década de 1970 e início da de 1980. Uma menor parte são discos meus: LPs de infância e uns poucos da adolescência. Afinal, meu primeiro CD eu ganhei como presente de aniversário em 1990: um álbum do Information Society.

Do que consiste este experimento. Ficarei exposto a discos de vinil por um período ainda indeterminado de tempo - creio que o experimento per se dure cerca de dois ou três meses.

As regras são as seguintes:
1) Somente ouvirei música em casa na eletrola da Philips modelo eletrofone GF 133 de cor amarela;
2) A coletânea escolhida para o mês referente deve ser ouvida por completo;
3) Evitarei o uso da televisão, salvo em caso de filmes para assistir em DVD e noticiários;
4) É permitido o uso de rádio no carro com as seguintes condições:
  • Estações de rádio permitidas:
  1. Rádio Cidade - o repertório é 95% rock;
  2. Rádio Universitária - estação escola da Universidade Federal do Espírito Santo, com repertório variado;
  3. Rádio OI FM - repertório variado com tendência ao alternativo;
  • Uso de CD Player somente quando requisitado pelo carona;
5) As únicas exceções de música digital durante o experimento serão o CD novo do Zé Ramalho cantando canções de Bob Dylan que comprei hoje pela internet e a rádio online Musicovery;
6) Os post relatarão o processo da experiência e as percepções do sujeito-experimentador sobre a mesma.

Visite o blog long play experience!


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sábado, 21 de março de 2009

Você conhece bem suas crianças?



Dias atrás estava eu revirando caixas durante mudança na casa de meus pais e descobri numa caixa empoeirada papéis da época em que eu cursava a pré-escola. Muitas lembranças e muitos risos... Até que um papel mimeografado (vocês se lembram disso?) com grampo enferrujado passa por minhas mãos.

O título deste post é o título do papel. Pergunta pertinente; afinal, as novas arquiteturas da família brasileira tornaram o papel dos pais algo crescentemente coadjunvante na vida de uma pessoa. O excesso de trabalho, escola, cursos de línguas, esportes. Cada quarto com televisão, video game, computador e todos portando celular. Feudos dentro de uma mesma casa no cotidiano.

O tal papel com letras arocheadas dizia Seja qual for o tempo que pais e filhos passem juntos, há sempre coisas novas ou cruciais que eles desconhecem uns sobre os outros (sic). Para descobrir até que ponto você conhece realmente suas crianças, responda as 30 perguntas.

Sei que parece algo meio auto-ajuda, questionário duvidoso de revista e que não há qualquer validação para as perguntas. Isso é o que me diz o meu lado cientista, professor de metodologia.

Porém, um outro lado meu, o psicólogo, me chama a atenção para o deterioramento dos relacionamentos familiares, o aumento da violência doméstica, dos abusos sexuais dentro de casa e a explosão do uso banalizado de drogas.


Eis as perguntas (com alguma modificações e atualizações) que podem lhe ajudar a refletir sobre a qualidade do seu relacionamento com seus filhos:
  1. Quem é o melhor amigo de seu filho?
  2. Você conhece a família do melhor amigo do seu filho?
  3. Que cor ele gostaria para seu quarto?
  4. Quem é o maior herói para ele?
  5. O que o embaraça mais?
  6. Qual é o seu maior receio?
  7. Nas aulas de educação física, seu filho prefere jogar, fazer exercícios ou correr?
  8. Qual é o seu gênero preferido de música?
  9. Qual a pessoa, sem ser da família, que mais influencia(ou) a vida de seu filho?
  10. Quais os assuntos preferidos e os de que não gosta na escola?
  11. De que proeza se orgulha mais seu filho?
  12. Qual a principal queixa dele sobre sua família?
  13. Qual o seu programa de televisão favorito?
  14. Qual o video game favorito de seu filho?
  15. O que faz se filho realmente ficar zangado?
  16. Que esporte ele gosta mais?
  17. Se seu filho pudesse comprar qualquer coisa, o que ele pediria?
  18. Qual o último presente que você deu para ele?
  19. Seu filho está satisfeito com o relacionamento com colegas de escola e amigos?
  20. Que profissão ele diz querer ter quando crescer?
  21. Qual foi o maior desapontamento de sua vida?
  22. Seu filho se sente muito alto ou muito baixo, ou muito magro ou muito gordo?
  23. O que seu filho mais gosta em você?
  24. O que ele detesta em você?
  25. Para onde seu filho gostaria de ir nas férias: praia, montanhas, campo, fazenda, sítio, etc?
  26. Do que seu filho menos gosta de fazer: arrumar quarto, organizar brinquedos, pegar água para si próprio, fazer compras para casa, ajudar na cozinha, etc?
  27. Qual livro, literário, não didático, seu filho leio mais recentemente?
  28. Qual foi o último livro que você deu para seu filho?
  29. Qual foi o último livro que você leu para seu filho?
  30. Qual a festa de família preferida de seu filho?
  31. Qual o feriado que ele mais gosta?
  32. Qual comida mais gosta?
  33. Qual comida menos gosta?
  34. O que não come de jeito nenhum?
  35. Qual seu apelido na escola?
  36. Qual seu apelido entre os amigos fora da escola?
  37. Quando prefere fazer os deveres de casa: pela manhã, à tarde após o almoço, após o lanche da tarde, antes do jantar, após o jantar? Ele faz os deveres de casa?
  38. Seu filho gosta de bichos de estimação? Qual gostaria de ter?
  39. Qual a coisa de seu filho que ele mais estima?
  40. Qual sua roupa favorita?
Se você conseguiu acertar 10 perguntas
Eu sugiro que você repense sua atuação como pai/mãe. Sua atuação é provavelmente muito ausente, se comunica pouco com a criança. Priorize seus relacionamentos familiares e crie estratégias de interação mais saudáveis.

Se você conseguiu acertar entre 11 e 20 perguntas
Você sabe um pouco sobre seu filho, mas pode melhorar. Aproveite os momentos que você já passa com ele e faça um esforço para conhecer mais sua prole. Crie atividades que possam fazer juntos.

Se você conseguiu acertar entre 21 e 30 perguntas
Parabéns! Você está quase lá. Já tem uma boa noção da vida do seu filho. Use isso a seu favor e desenvolva uma atmosfera que permita o aumento da convivência sadia entre vocês.

Se você conseguiu acertar mais de 31 perguntas
Você pode estar numa zona de conforto perigosa. As crianças mudam constantemente. Às vezes, achamos que conhecemos muito bem nossos filhos, porém suas preferências podem mudar e nossa recaída em relação à atenção e ao bom convívio pode comprometer o relacionamento no futuro. Mantenha o que funciona e fique atento para acompanhar de perto sua criança.


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domingo, 28 de setembro de 2008

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Amizade e novas arquiteturas para os relacionamentos no século XXI


Hoje vou conversar com vocês sobre a amizade. Termo conhecido de todos, a amizade agrega (e congrega) pessoas das mais variadas estirpes. Eu como cientista dos relacionamentos interpessoais, tenho uma visão diferenciada dos relacionamentos. O dito popular diz que "os opostos se atraem" e "dize-me com quem andas e te direi quem és". Talvez o último nos direcione por caminhos mais afins com a realidade de nossos relacionamentos. Entretanto, cotidianamente (creio que por uma questão de comodidade) muitos reduzem a essência deve pensamento.

A sociedade tem passado por mudanças radicais desde o início da Revolução Industrial. A migração do meio rural para as cidades, a aglomeração da gente nas metrópoles e a procura por melhores condiçõees de vida e trabalho imprimem na sociedade uma nova arquitetura que aponta cada vez mais na contemporaneidade novas formas de nos relacionarmos com aqueles que nos cercam.

A necessidade de procurar por cenários mais favoráveis para viver, seja por motivos de trabalho ou outros, nos leva, às vezes, para longe de nossas famílias. Essa separação da família estimulada pela "meritocracia" moderna quebra o status da hierarquia familiar tradicional, mudando as responsabilidades frente à família para ir ao encontro da necessidade de preparação para o mercado de trabalho. Aí observamos uma migração de uma perspectiva mais coletivista ou familiar para uma perspectiva individualista fomentada pelo sistema capitalista. A famíia pode passar, assim, a um papel secundário em favorecimento da escolha pessoal e do desenvolvimento individual.

Por uma ciência dos relacionamentos interpessoais
Os estudos dos relacionamentos interpessoais abarcam hoje uma gama de abordagens teóricas muito ricas, relacionadas a diversas ciências que convergem de forma transdisciplinar para compreender esse fenômenos sociais. Quero reafirmar perante vocês minha simpatia pela viés adotado por Robert Hinde, cientista que dedicou sua vida à construção de uma ciência do relacionamento interpessoal. Hinde refere-se a uma rede de fatores que se correlacionam num sistema com múltiplos níveis, incluindo também a estrutura sócio-cultural e os fatores ambientais. Todos estes níveis afetam-se mutuamente de forma dialética. Esse autor ainda destaca a importância de se partir de uma ampla base descritiva para o estudo dos relacionamentos tendo como alvo a busca de princípios subjacentes aos aspectos observados.

Quem são nossos amigos?
As amizades sofrem a influência de diversos fatores desde o ambiente físico até a estrutura sócio-cultural. Viver em uma sociedade altamente urbanizada leva à necessidade de novos tipos de relacionamentos. Durante a adolescência, a intimidade, provida anteriormente pela família, passa cada vez mais a ser complementada pelos pares e amigos. Os amigos são, geralmente, aqueles com os quais compartilhamos certas similaridades, inclusive idade, gênero, etnia, religião, nível sócio-econômico-cultural e atividades. Essa similaridade é maior entre amigos mútuos do que entre amigos unilaterais (quando um dos indivíduos não considera o par como amigo reciprocamente) ou não amigos. Apesar de a amizade ser considerada um relacionamento voluntário, ela não deixa de fazer parte de um contexto social e cultural. As amizades não se baseiam em parentesco ou consangüineidade e o compromisso estabelecido entre as partes está enraizado na confiança, na lealdade, em atividades compartilhadas, em companheirismo e na interdependência de ambas as partes.

Além de a amizade ser social e historicamente contextualizada, ela possui algumas características fundamentais que podem ser encontradas em diferentes contextos sociais e culturais: a amizade é diádica, pessoal, informal e mútua, sustenta-se em emoção positiva, consideração, voluntariedade, apego e ausência de sexualidade exacerbada. Amigos tendem a se esforçar para providenciar apoio quando necessário. Segundo Hinde, os amigos afirmam reciprocamente suas identidades e as expectativas de confiança e de apoio são centrais nessa forma de relacionamento. Podemos listar algumas necessidades geralmente supridas por amigos: auxiliar a pessoa na manutenção de uma auto-imagem valorizada e de competência; expressar e reconhecer os atributos mais importantes do amigo; estimular a auto-elaboração positiva; ser confiável e confiante; e, cooperar e dar apoio no que se refere às necessidades cotidianas. A amizade ainda inclui auto-revelação, confiança e reciprocidade. Atividades e interações em grupo influenciam a díade e vice-versa. Além disso, as pessoas tendem a ter amizades com aqueles que lhes são similares em idade, gênero, grupo étnico, atributos físicos e preferências por atividades profissionais e recreacionais.

Amigos de fé, irmãos, camaradas
Ontem descobri duas edições de Vida Simples (outubro e novembro de 2005). Ambas com reportagens sobre amizade. E lendo esses textos na manhã de hoje me fizeram lembrar de vários queridos amigos que tenho guardados no meu coração. Amigos queridos apesar das distâncias, amigos apesar de algumas diferenças; amigos vêm e vão. Amigos porque gostamos um do outro e queremos ser amigos. A amizade é voluntária. Diante de nossos amigos podemos ser quem realmente somos e sermos compreendidos. Ter amigos faz bem para a saúde, para o coração e para a alma. Sem vocês meus queridos amigos, seria um ninguém. Obrigado por tudo que fizeram e fazem por mim. Obrigado por compartilharmos momentos memoráveis, confidências inenarráveis e emoções inexplicáveis.


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domingo, 27 de abril de 2008

Somos 22 milhões!

Segundo estimativas de uma pesquisa Ibope/Netratings realizada desde 2000, somos hoje cerca de 22 milhões de usuários residenciais de internet no Brasil. Somos campeões em tempo online: média de 22 horas e 24 minutos. Em segundo lugar estão os americanos com 19h52min; franceses em terceiro com 19h40min; e, japoneses com 18h29min.

A internet quebrou um barreira importante para os relacionamentos interpessoais. Antes de seu advento, outros meios de comunicação já contribuíram para a repetição de interações entre pessoas e a manutenção de relacionamentos. Entretanto, as novas tecnologias (internet e telefonia móvel) criaram um impacto considerável. Diversas ferramentas como blogs, Orkut, MSN Messenger e outros permitem que conversemos, façamos amigos e nos relacionemos de forma distinta. A necessidade de presença física e interação presencial foram dispensadas e substituídas por interações online que são por vezes mais reais do que virtuais. Assisti agora a pouco uma reportagem no Fantástico falando sobre um casal que manteve uma relacionamento virtualmente e se casaram no cartório por procuração assistindo tudo através de seus computadores bem longe do Brasil.

O mundo passa por mudanças profundas no que tange as possíveis arquiteturas dos relacionamentos interpessoais, acompanhando a planificação provocada pela globalização. Apesar de nem tão plano assim, a introdução em massa de novas tecnologias provocam alterações nos antigos padrões de comportamento interpessoal e transformam nossa cultura. Em duas pesquisas que realizei em 2006 e 2007, observei jovens que possuem amigos com os quais se relacionam tanto presencialmente quanto online diariamente, bem como jovens que possuem amigos com os quais nunca se encontraram pessoalmente.

Os cientistas do comportamento humano e dos relacionamentos interpessoais devem estar atentos a essas mudanças e realizar pesquisas que apontem as mudanças advindas dessa nova configuração social resultante da influência das tecnologias de comunicação.

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Racionais ou pura ilusão



Diversas teorias econômicas tentam prever o comportamento das pessoas, porém todas falham por entederem que sempre faríamos uma escolha racionalmente. Mesmo quando tratamos de bens materiais, outros fatores, como aspectos psicológicos e biológicos, atuam no processor decisorial. Assim, avaliamos as opções disponíveis, calculamos os custos da investida, o retorno do investimento e as conseqüências de tal tomada de decisão (ou da reprovação de tal escolha ou do direcionamento para outras possibilidades).

Escolher é preciso e faz parte da vida. Todo dia quando acordamos, decidimos se saimos da cama para ir trabalhar ou estudar. Decidimos o que comemos, o que vestimos, nossos amigos... O novo ramo da Economia Comportamental inclusiv e já é digno de nota através do meu colega Daniel Kahnema, psicólogo ganhador do prêmio Nobel de economia em 2002.

Eu não sei se vocês vão comprar o livro Previsivelmente Irracional — Como as Situações do Dia-a-Dia Influenciam as Nossas Decisões de Dan Ariely. Eu vou. Quem estiver curioso sobre as idéias de Ariely, é só ler a matéria da Exame.

Para aqueles que acreditam nos números, sugiro que confiram o inusitado site Cálculo Exato. Lá você pode fazer diversos tipos de cálculos financeiros, conversões de unidades e moedas e avaliar a quantas andam as suas dívidas. Vale a pena conferir!

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