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sexta-feira, 26 de março de 2010

Depressão: o mal do século XXI


Todos temos aqueles dias bem mais-ou-menos, mais-pra-menos, parcialmente nublados ou nublados.

A tristeza faz parte da vida, mas ficar paralisado e prostrado diante da falta de energia e pensamento ruins e de derrota acabam por minar nossa qualidade de vida, nossos relacionamentos, nosso trabalho e colocam em risco nossa vida.

Algumas das características da depressão são apatia, falta de energia, irritação, vontade de ficar isolado e longe de pessoas, ideias de morte, ideias de estar sendo prejudicado por pessoas próximas, sensação de falta de sentido da vida, insônia, perda de memória e um sentimento de incapacidade de sonhar e criar planos para o futuro.

Se você estiver por esse caminho, alto lá!

É hora de mudar o rumo e procurar um profissional imediatamente. Recomendo que procure um psiquiatra e um psicólogo. O tratamento de depressão deve associar medicação e psicoterapia.

Se quiser saber mais sobre depressão, ouça algumas reportagens bem interessantes feitas pela rádio CBN. Informar-se sobre o assunto é importante para seu tratamento.

E, caso decida por fazer psicoterapia, clique aqui e marque uma consulta comigo. Será um prazer atende-lo(a).

Invista em sua qualidade de vida.
A razão da vida é ser feliz!



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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pesquisa traz novos insights sobre alucinações

Passar por privação sensorial,visual e auditiva por um quarto de hora é suficiente para provocar alucinações em pessoas saudáveis. É o que indica um estudo realizado por pesquisadores do University College de Londres. Os neurocientistas já sabem que, se mantida por várias horas ou dias, esse tipo de privação desencadeia fenômenos alucinatórios, mas é a primeira vez que o efeito é analisado em curtíssimo prazo.

Outro objetivo dos pesquisadores era verificar se há pessoas mais ou menos predispostas a distúrbios perceptivos alucinatórios. Para isso,recrutaram voluntários saudáveis, mas dividiram-nos em dois grupos: os que relatavam já ter experimentado alucinações espontâneas ao longo da vida, e os que afirmavam desconhecer essa sensação. Depois de 15 minutos numa sala onde não entrava luz nem som, os participantes saíram e responderam a questionários sobre distorções perceptivas.

Todos relataram algum tipo de alucinação, pensamentos paranoicos e humor deprimido, mas a ocorrência foi significativamente maior no primeiro grupo,os chamados “alucinadores”. Segundo os autores do artigo publicado no Journal of Nervous Mental Diseases, esses resultados fornecem pistas importantes para futuras pesquisas sobre predisposição a psicoses e o papel dos sentidos na saúde mental.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

... e a resposta do senandor à mensagem sobre o Ato Médico

Em resposta ao seu email sobre o Projeto de Lei do Senado 268/2002, também nomeado como PL 7703/2006, de autoria do Senador Benício Sampaio, que dispõe sobre o exercício da medicina, definindo a área de atuação, as atividades privativas e os cargos privativos de Médico resguardadas as competências próprias das diversas profissões ligadas à área de saúde, informo que a matéria deverá ser votada nas próxima semanas pelo Plenário do Senado Federal.

O projeto regulamenta os procedimentos e a profissão de médico, o que até a presente data é definido por meio de Resoluções do Conselho Federal de Medicina.

Em seus cinco artigos a matéria define a competência do médico para diagnosticar as doenças e prescrever o tratamento a ser desenvolvido, resguardando as atribuições e prerrogativas dos demais profissionais da saúde, já devidamente definidas e regulamentadas por leis federais. O Ato Médico definido no Projeto não prescinde dos demais profissionais da área da saúde para a execução do tratamento clínico prescrito. Desta forma, a aprovação do PLS 268/2002 caminha ao encontro da constatação de que nenhum profissional da área da saúde atua sozinho.

Agradeço seu email e estou a disposição para esclarecimentos.
Atenciosamente,
Senador Gilberto Goellner


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Não! ao atual PL do Ato Médico

Prezados Psicólogos, estudantes, profissionais da saúde

Clique aqui e envie mensagens aos senadores e à presidência da República questionando o PL do Ato Médico!

Avisem seus colegas, alunos, amigos.

O texto do projeto, aprovado pela Câmara e que agora segue para votação no Senado, ainda mantém um vício de origem: fere os princípios do SUS, a autonomia das profissões e limita o exercício dos profissionais de saúde.

Queremos uma saúde multiprofissional e interdisciplinar, como garante a Constituição Federal para o SUS.

Veja abaixo a mensagem que será enviada aos senadores, à presidência da República e ao ministério da Saúde:

Aos excelentíssimos senhores e senhoras,

Presidente da República

Senadores e Senadoras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou de maneira precisa sua preocupação com o PL do Ato Médico durante discurso proferido na IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, maior evento na área de saúde pública do País, realizado no início de novembro em Recife (PE). “Não existe nenhuma moeda no mundo com um único lado. Temos que construir os dois lados. Cada função tem sua importância. Estou me interessando por esse tema do Ato Médico. Não quero fazer injustiça, mas quero compreender o que está em jogo. Quando você vira presidente da Republica e tem que lidar com muitos lados, começa a perceber que é preciso tomar muito cuidado com transformar corporações em coisas muito poderosas”, disse o presidente, no contexto de discurso que defendeu de maneira profunda o Sistema Único de Saúde.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) reafirma sua posição sobre o PL do Ato Médico (n°. 7703/06), questionando-o por manter, no texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 21 de outubro, seu vício de origem, que é colocar em risco o cuidado integral à saúde preconizado pela Constituição Federal para o SUS, uma das grandes conquistas do povo brasileiro após a redemocratização do país.

A atenção à saúde deve continuar sendo realizada pelo conjunto de profissões da saúde, garantindo ao usuário do SUS a atenção multiprofissional e interdisciplinar e o direito a uma atenção à saúde que leve em conta as diversas determinantes dos processos de saúde e doença.

O Conselho Federal de Psicologia apóia a iniciativa de regulamentação profissional da medicina. Contudo, não se pode ferir a autonomia de outras profissões.

Em 2004, o CFP participou ativamente das mobilizações que reuniram 10 mil pessoas em manifestação realizada em Brasília, além de outros eventos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santos e outras cidades. Naquele momento, profissionais e estudantes de 13 categorias da área de saúde conseguiram explicar à população e ao poder legislativo os enormes prejuízos que o PL causaria à sociedade brasileira caso fosse aprovado.

Assim, neste momento em que o Projeto de Lei 7703/06, conhecido como PL do Ato Médico, retorna ao Senado Federal para que seja reavaliado pelos senhores após as alterações realizadas pela Câmara dos Deputados, nós psicólogos solicitamos que o Senado Federal e a Presidência da República empenhem-se em não perder de vista seu papel essencial na garantia das conquistas do SUS, dos direitos dos usuários do sistema de saúde à atenção integral e a garantia da autonomia de todas as profissões da área.

O PL do Ato Médico engessa o trabalho multiprofissional e interdisciplinar na saúde.

Quem sai ferido é o usuário.

Conselho Federal de Psicologia

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mind Map de Deepak Chopra

Sou avesso aos autores de auto-ajuda.
Mas devo admitir que o Deepak Chopra montou uma ferramenta muito interessante para usarmos na construção de projetos de carreira e projetos de vida. Trata-se do Mind Map seguido de meditação ou auto-hipnose.

Eu já fiz o meu.

Sucesso!


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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Somos um empreendimento constante? ... ou estamos pulando no precipício?

A utilização do conceito de capital humano, de criação neoliberal, nos remete à ideia de que todos temos um "capital" e que podemos usá-lo a nosso favor ou para nossa ruína. Diversos autores questionam se o mal uso desse conceito seria uma forma de dirigir a responsabilidade pelo sucesso ou insucesso na carreira completamente para os trabalhadores.

Dessa forma, pasteurizaríamos a nós mesmos como simples força de trabalho, muito aquém de nossa natureza humana transcendente da condição física à qual implica tal conceito. Alguns autores dissertam sobre a qualidade de vida no trabalho, outros sobre saúde mental e trabalho e parece não haver consenso sobre a forma como temos tocado nossas vidas e como encaramos o labor.

Um artigo publicado no Le Monde Diplomatique, que me foi enviado por uma aluna, coloca mais lenha na fogueira.


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sexta-feira, 3 de julho de 2009

As novelas têm o poder de mudar a opinião pública em massa?

Nesta manhã de sexta-feira meio diferente, tive a oportunidade de assistir parte do programa Mais Você. Assisti a uma entrevista com o ator Bruno Gagliasso e descobri seu blog (www.gagliassoblog.com).

Bruno tem abordado em vários post o efeito das novelas sobre o comportamento de massas. Também tem discutido com seus fãs, telespectadores e curiosos o personagem Tarso da novela Caminho das Índias.

No último dia 30, Bruno postou um link para matéria do The Washington Post (clique aqui para matéria em inglês) e pediu a opinião dos leitores do blog sobre como percebem a influência da televisão, principalmente das novelas, sobre os espectadores.

Sempre que aparece algum comportamento específico nas novelas, sobretudo nas das 21 horas, pessoas marcam consultas com queixas apresentadas na telinha. Várias vezes atendi pessoas com histórias parecidas com as vividas pelos personagens: a amante, a bumímica, o esquizofrênico, entre outros.

É notável o papel das telenovelas na cultura brasileira. O marido de minha prima é mexicano e ele comenta que lá no México são também veiculadas novelas da Globo. Quando vem para o Brasil visitar nossa família fica espantado com a popularidade desses programas e seu efeito sobre as massas.

Quantas pessoas escolhem nomes de personagens para seus filhos, compram roupas como as usadas pelas mocinhas protagonistas ou sonham com a casa daquela família super chique da estória.

Se as novelas não tivessem qualquer efeito sobre a população, as grandes corporações não utilizariam de estratégias de merchandising para mostrar seus produtos sendo utilizados pelos personagens das novelas. Vocês já repararam como isso tem acontecido com muita frequência nos últimos 3 anos, principalmente nas novelas das 21 horas?

As esquivas dos dirigentes da Globo na reportagem do Washington Post são mera "humildade" para não revelar seu pote de ouro.

E você, o que acha? As novelas têm o poder de mudar a opinião pública?
Elas influenciam no comportamento da população brasileira?
Deixe um comentário e compartilhe conosco sua opinião!

Abs a todos


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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Quer ir bem nas provas finais? DURMA!

SÃO PAULO - Uma pesquisa produzida por cientistas da área de medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, concluiu que dormir é o melhor caminho para ir bem em provas.

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domingo, 24 de maio de 2009

Tecnologias imprimem novo estilo de vida

A web 2.0 certamente mudou nossas vidas. O nível de interatividade através da internet, veja nós aqui nos comunicando via blog como exemplo, tem criado um universo de dados imenso. Além disso, tentamos nos adaptar e as novas tecnologias vão sendo absorvidas como damos conta.

Muitos de nós já não conseguem mais viver sem celular e quando não atendemos ligação... vixi! O pessoal até se estressa conosco, não é verdade?

Novas configurações socias surgem a partir desse novo cenário e criamos um mundo completamente novo. Só que agora, as mudanças acontecem mais rápido e o ciclo delas tem se acelerado a um ponto que nem todo mundo consegue se adaptar a tempo e uma nova tecnologia é introduzida ou uma nova configuração social surge antes mesmo que tenhamos conhecimento da anterior.

Esses desdobramentos rápidos das construções sócio-culturais têm repercutido com consequências positivas e negativas em nossa sociedade. Positivos porque permitem maior acesso à informação, maior liberdade de interação e dão força às massas de forma nunca antes vista. Negativos porque nem todos conseguem acompanhar o ritmo veloz das mudanças e se não soubermos absorver essas pessoas na sociedade, criaremos um montando de excluídos da revolução silenciosa das tecnologia de informação e comunicação.

Às vezes, quanto mais nos plugamos nas tecnologias, mas nos desplugamos da realidade aqui fora e podemos ficar aliendados dos acontecimentos justamente pelo excesso de informação produzida - que nem sempre é relevante. O crescimento da quantidade de informações é tamanho atualmente que o conteúdo disponível na internet duplica a cada 18 meses!

Muitos de nós compramos celulares com acesso à internet, postamos em blogs, twitamos via SMS, colocamos no YouTube videos gravados no celular e até mesmo mandamos videos e fotos para canais de televisão, como a CNN - que já criou um programa exclusivo para o conteúdo enviado pelos expectadores, o iReport.

Agora saiu um estudo que diz que um em cada quatro, vulgo 25%, ingleses levam notebook e celular para a cama. Nossa privacidade e vida pessoal foram para o espaço... Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana e as pessoas esperam que estejamos disponíveis o tempo todo.

Para onde vamos? Não sei... Se é bom ou ruim, também não... Mas podemos construir nosso futuro como quisermos.


Faça do mundo um lugar melhor!


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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Exercício> 5o. Período de Administração UNESC [texto 2]> RESPOSTAS

Rego, A.; Pinha e Cunha, M.; Souto, S. Espiritualidade nas organizações e comprometimento organizacional. RAE Eletrônica. 6(2), jul./dez. 2007, pp. 1-27.

1) Quais as três definições de espiritualidade nas organizaações citadas no artigo?
"A espiritualidade nas organizações pode ser interpretada como o reconhecimento, pela organização e pelos seus líderes, de que os empregados têm uma vida interior que alimenta, e é alimentada, pela realização de trabalho com significado num contexto de comunidade (Ashmos e Duchon, 2000; Milliman, Czaplewski e Fergusson, 2003). Esta definição é, todavia, apenas uma entre as muitas presentes na literatura (Freshman, 1999; Brown, 2003).
Giacalone e Jurkiewicz (2003a), por exemplo, sugeriram que a espiritualidade nas organizações é um quadro de valores organizacionais, evidenciados na cultura da organização, que promove a experiência de transcendência dos empregados por meio dos processos de trabalho, facilitando o seu sentido de conexão com as outras pessoas, de um modo que lhes proporciona sentimentos de plenitude e alegria. Por seu turno, Ian Mitroff, num Simpósio realizado na Academy of Management, definiu-a como “o desejo de encontrar o propósito último da vida e viver de acordo com ele” (Cavanagh, 1999, p. 189).
Para os propósitos do presente artigo, após a leitura atenta da literatura (especialmente os números especiais de revistas como o Journal of Management Inquiry e o Journal of Organizational Change Management), e tendo em vista algumas das recentes operacionalizações do construto (Ashmos e Duchon, 2000; Milliman et al., 2003; Duchon e Plowman, 2005), definimos a espiritualidade nas organizações do seguinte modo: existência de oportunidades na organização para realizar trabalho com significado, no contexto de uma comunidade, com um sentido de alegria e de respeito pela vida interior."

2) Quais as cinco dimensões da espiritualidade usadas pelos autores da pesquisa?
"A definição acima orientou o processo de operacionalização do construto, o qual abarca cinco dimensões: sentido de comunidade; alinhamento do indivíduo com os valores da organização; sentido de serviço à comunidade (trabalho com significado); alegria no trabalho; oportunidades para a vida interior."

3) Segundo o texto, no que difere a espiritualidade da religião?
"Ser alguém espiritual não significa exibir qualquer religião. E uma organização que nutre a espiritualidade não é a que induz as pessoas a adotarem determinadas crenças e práticas religiosas. Em rigor, esta indução pode ser mesmo uma “afronta” à genuína espiritualidade. Mais especificamente, a espiritualidade diz respeito ao fato de os colaboradores: (a) serem entidades com necessidades espirituais (desejo de serem únicos, de estarem em união com algo superior a si próprios, de serem úteis, de compreenderem e serem compreendidos; Strack et al., 2002); (b) desejarem experimentar um sentido de propósito e de significado no trabalho; e (c) pretenderem experimentar um sentido de conexão com a comunidade de trabalho (Ashmos e Duchon, 2000)."

4) Quais as vantagens, citadas no texto, da espiritualidade para o trabalhador?
"Em nível de análise individual, os estudos têm procurado identificar os efeitos da espiritualidade para a saúde e as respostas psicossomáticas. Diversas evidências teóricas e empíricas têm sugerido que as pessoas com forte espiritualidade apresentam, por exemplo, melhor qualidade de vida; uma elevada auto-estima; um sentido mais forte de pertença; um melhor ajustamento a eventos traumáticos; maior proteção contra doenças geradas pelo estresse; maior satisfação com a vida; menor pressão sanguínea; melhor funcionamento do sistema imunológico; e, por último, menores tendências depressivas (Musgrave, Allen e Allen, 2002; Moss, 2002; Miller e Thoresen, 2003; Puchalski, 2004; Sawatzky, Ratner e Chiu, 2005)."

5) O que é comprometimento organizacional?
"O comprometimento organizacional é o estado psicológico que caracteriza a ligação do indivíduo à organização, tendo implicações na sua decisão de nela continuar (Allen e Meyer, 1996, 2000)."

6) Cite os três componentes do comprometimento organizacional?
"A maior parte dos estudos focaliza-se em três componentes: a orientação afetiva para com a organização (ligação afetiva); o reconhecimento dos custos associados com a saída da mesma (ligação instrumental); e um sentido de obrigação moral de nela permanecer (laço normativo)."

7) Que tipos de comportamentos podemos esperar dos três diferentes tipos de laço ou comprometimento organizacional?
"Dado que o comprometimento afetivo baseia-se em um vínculo emocional com a organização, é provável que as pessoas mais afetivamente comprometidas sejam mais motivadas para contribuir com o desempenho da organização, apresentem menor turnover, menor absentismo e adotem mais comportamentos de cidadania organizacional (Organ e Paine, 2000). Diferentemente, é provável que os colaboradores com laço instrumental mais forte não sintam qualquer propensão a darem à organização mais do que aquilo a que estão obrigadas. Acresce que, se este for o laço preponderante, é possível que os indivíduos adotem mesmo atitudes e ações negativas em relação à organização (e.g., absentismo, comportamentos retaliatórios). Finalmente, é provável que as pessoas que sentem obrigações e deveres de lealdade para com a organização (laço normativo) tendam a adotar comportamentos positivos. Todavia, esses sentimentos tendem a não suscitar os mesmos entusiasmo e envolvimento que os produzidos pelo comprometimento afetivo. Conseqüentemente, os resultados organizacionais positivos tendem a ser menos notórios."

8) Que aspectos tendem a desenvolver o laço afetivo do trabalhador?
"A literatura (Allen e Meyer, 1996, 2000; Meyer, 1997) sugere que o comprometimento afetivo se desenvolve quando o colaborador se envolve e/ou reconhece o valor e/ou deriva a sua identidade da associação com a organização. Estes efeitos podem ser alcançados quando, por exemplo, o colaborador (a) sente que a organização o trata de modo justo, respeitador e apoiante; (b) tem confiança na organização e nos seus líderes; (c) obtém satisfação no trabalho; (d) considera que os valores da organização têm uma orientação humanizada; (e) sente que existe congruência entre os seus objetivos e os da organização; e (f) a organização é uma boa cidadã e assume comportamentos socialmente responsáveis."

9) E o laço instrumental?
"O comprometimento instrumental desenvolve-se quando o indivíduo (a) reconhece que, se sair da organização, perderá investimentos nela feitos e/ou (b) não tem alternativas atrativas de emprego em outras organizações. É possível, por outro lado, que se sinta sobretudo instrumental ou calculativamente ligado à organização quando se sentir insatisfeito, injustiçado, impossibilitado de desenvolver o seu potencial e realizando trabalho rotineiro e não desafiante."

10) E o normativo?
"O comprometimento normativo tende a desenvolver-se quando o colaborador internaliza as normas da organização mediante socialização; recebe benefícios que o induzem a atuar reciprocamente ou estabelece com a organização um contrato psicológico. É possível, por exemplo, que desenvolva o dever de lealdade à organização quando (a) se sente satisfeito no trabalho, justiçado e apoiado; (b) percebe que a organização fomenta valores que ele próprio possui; (c) verifica que os seus líderes são de confiança; (d) percebe que a organização adota políticas de recursos humanos que o valorizam como pessoa e não como mero instrumento ou recurso."

11) Quais as vantagens do alinhamento entre os valores pessoais e corporativos?
"É igualmente possível que a pessoa desenvolva laços de confiança e estabeleça com a organização um contrato psicológico de natureza relacional (Rousseau, 1995). Pode também suceder que, ao perceber um alinhamento entre os seus valores e a missão/valores da organização, a pessoa desenvolva uma maior identificação organizacional, procurando atuar favoravelmente em prol da organização. É também presumível que, recebendo da organização recursos espirituais e motivacionais, o colaborador desenvolva o dever de responder reciprocamente (Gouldner, 1960; Settoon, Bennett e Liden, 1996; Eisenberger et al., 2001) com maior comprometimento afetivo um sentido mais forte do dever de lealdade."

12) Quais as desvantagens de não se adotar a espiritualidade nas organizações?
"Quando o trabalho não tem significado para a vida, a criatividade não flui. O comprometimento e a motivação para o trabalho são menores. A cooperação e o espírito de equipe são penalizadas. Os níveis de estresse são mais elevados, podendo gerar acidentes de trabalho, erros decisórios e problemas de saúde física e psicológica. A identificação dos indivíduos com a organização é menor, e isso pode refletir-se no modo como se pronunciam externamente acerca da sua organização e, por conseguinte, na reputação organizacional. Os talentos abandonam mais provavelmente a empresa, que fica também com menor potencial atrativo para recrutar e selecionar bons candidatos. A lealdade organizacional é menor.
Distintamente, quando as organizações criam espaços espiritualmente ricos, os seus membros satisfazem as necessidades espirituais, experimentam um sentido de segurança psicológica e emocional, sentem-se valorizados como seres intelectual, emocional e espiritualmente válidos, experimentam sentidos de propósito, de autodeterminação, de alegria e de pertença. Em contrapartida da recepção destes “recursos” espirituais e motivacionais, desenvolvem maior ligação afetiva com a organização e sentem o dever de responder reciprocamente, de serem mais leais e mais produtivos."


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sábado, 21 de março de 2009

Você conhece bem suas crianças?



Dias atrás estava eu revirando caixas durante mudança na casa de meus pais e descobri numa caixa empoeirada papéis da época em que eu cursava a pré-escola. Muitas lembranças e muitos risos... Até que um papel mimeografado (vocês se lembram disso?) com grampo enferrujado passa por minhas mãos.

O título deste post é o título do papel. Pergunta pertinente; afinal, as novas arquiteturas da família brasileira tornaram o papel dos pais algo crescentemente coadjunvante na vida de uma pessoa. O excesso de trabalho, escola, cursos de línguas, esportes. Cada quarto com televisão, video game, computador e todos portando celular. Feudos dentro de uma mesma casa no cotidiano.

O tal papel com letras arocheadas dizia Seja qual for o tempo que pais e filhos passem juntos, há sempre coisas novas ou cruciais que eles desconhecem uns sobre os outros (sic). Para descobrir até que ponto você conhece realmente suas crianças, responda as 30 perguntas.

Sei que parece algo meio auto-ajuda, questionário duvidoso de revista e que não há qualquer validação para as perguntas. Isso é o que me diz o meu lado cientista, professor de metodologia.

Porém, um outro lado meu, o psicólogo, me chama a atenção para o deterioramento dos relacionamentos familiares, o aumento da violência doméstica, dos abusos sexuais dentro de casa e a explosão do uso banalizado de drogas.


Eis as perguntas (com alguma modificações e atualizações) que podem lhe ajudar a refletir sobre a qualidade do seu relacionamento com seus filhos:
  1. Quem é o melhor amigo de seu filho?
  2. Você conhece a família do melhor amigo do seu filho?
  3. Que cor ele gostaria para seu quarto?
  4. Quem é o maior herói para ele?
  5. O que o embaraça mais?
  6. Qual é o seu maior receio?
  7. Nas aulas de educação física, seu filho prefere jogar, fazer exercícios ou correr?
  8. Qual é o seu gênero preferido de música?
  9. Qual a pessoa, sem ser da família, que mais influencia(ou) a vida de seu filho?
  10. Quais os assuntos preferidos e os de que não gosta na escola?
  11. De que proeza se orgulha mais seu filho?
  12. Qual a principal queixa dele sobre sua família?
  13. Qual o seu programa de televisão favorito?
  14. Qual o video game favorito de seu filho?
  15. O que faz se filho realmente ficar zangado?
  16. Que esporte ele gosta mais?
  17. Se seu filho pudesse comprar qualquer coisa, o que ele pediria?
  18. Qual o último presente que você deu para ele?
  19. Seu filho está satisfeito com o relacionamento com colegas de escola e amigos?
  20. Que profissão ele diz querer ter quando crescer?
  21. Qual foi o maior desapontamento de sua vida?
  22. Seu filho se sente muito alto ou muito baixo, ou muito magro ou muito gordo?
  23. O que seu filho mais gosta em você?
  24. O que ele detesta em você?
  25. Para onde seu filho gostaria de ir nas férias: praia, montanhas, campo, fazenda, sítio, etc?
  26. Do que seu filho menos gosta de fazer: arrumar quarto, organizar brinquedos, pegar água para si próprio, fazer compras para casa, ajudar na cozinha, etc?
  27. Qual livro, literário, não didático, seu filho leio mais recentemente?
  28. Qual foi o último livro que você deu para seu filho?
  29. Qual foi o último livro que você leu para seu filho?
  30. Qual a festa de família preferida de seu filho?
  31. Qual o feriado que ele mais gosta?
  32. Qual comida mais gosta?
  33. Qual comida menos gosta?
  34. O que não come de jeito nenhum?
  35. Qual seu apelido na escola?
  36. Qual seu apelido entre os amigos fora da escola?
  37. Quando prefere fazer os deveres de casa: pela manhã, à tarde após o almoço, após o lanche da tarde, antes do jantar, após o jantar? Ele faz os deveres de casa?
  38. Seu filho gosta de bichos de estimação? Qual gostaria de ter?
  39. Qual a coisa de seu filho que ele mais estima?
  40. Qual sua roupa favorita?
Se você conseguiu acertar 10 perguntas
Eu sugiro que você repense sua atuação como pai/mãe. Sua atuação é provavelmente muito ausente, se comunica pouco com a criança. Priorize seus relacionamentos familiares e crie estratégias de interação mais saudáveis.

Se você conseguiu acertar entre 11 e 20 perguntas
Você sabe um pouco sobre seu filho, mas pode melhorar. Aproveite os momentos que você já passa com ele e faça um esforço para conhecer mais sua prole. Crie atividades que possam fazer juntos.

Se você conseguiu acertar entre 21 e 30 perguntas
Parabéns! Você está quase lá. Já tem uma boa noção da vida do seu filho. Use isso a seu favor e desenvolva uma atmosfera que permita o aumento da convivência sadia entre vocês.

Se você conseguiu acertar mais de 31 perguntas
Você pode estar numa zona de conforto perigosa. As crianças mudam constantemente. Às vezes, achamos que conhecemos muito bem nossos filhos, porém suas preferências podem mudar e nossa recaída em relação à atenção e ao bom convívio pode comprometer o relacionamento no futuro. Mantenha o que funciona e fique atento para acompanhar de perto sua criança.


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quarta-feira, 4 de março de 2009

Pense diferente, turbine seus neurônios e se divirta

Os sociólogos Luckmann e Berger dissertaram sobre as vantagens dos hábitos para os seres vivos. O hábito tem dentre suas funções básicas poupar energia no exercício das atividades. Poupar energia é, assim, um ganho a favor da seleção natural. 



Entretanto, nossa rotina estressante e movimentadíssima nas grandes cidades pode nos levar a usar os hábitos contra nossa própria pessoa. Cair na rotina empobrece nossa
 capacidade criativa e acumula pontos a favor do estresse.

Que tal fazer algo diferente?
10 dicas para você fazer do seu dia algo mais legal, mais inteligente e mais divertido



Aquecimento
1) Faça o caminho de casa para o trabalho passando por ruas diferentes; saia um pouco mais cedo e explore novas possibilidades de percurso.
2) Deixe o carro em casa uma vez por semana e vá de moto, de ônibus, de taxi e pegue carona com um amigo.
3) Vá para um lugar diferente todo final de semana. Nem sempre é possível viajar, mas vale dar um pulo numa praça legal, ir para a praia, visitar um museu.
4) Ouça músicas fora do seu padrão cotidiano, mude de estilo por algumas horas e experimente as sensações que o estilo novo lhe proporciona.
5) Arrume seu armário e verifique se os seus pertences realmente são úteis para você. Se você tiver coisas guardadas há muito tempo sem uso, procure um novo destino: dê para um amigo, doe numa campanha.

Pensando diferente
6) Imagine três formas de tomar banho de luz apagada de noite.
7) Crie cinco manchetes de jornais que você gostaria de ler quando for comprar o jornal pela manhã.
8) Crie um nome (com direito a sobrenome) para você mesmo se chamar quando se olhar no espelho.
9) Use as escadas para descer prédios ao invés de elevadores e cumprimente todos que encontrar durante o dia.
10) Escolha três objetos do seu dia-a-dia e aponte maneiras de usá-los de uma forma diferente.


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