quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A crise econômica muda os relacionamentos
sábado, 21 de março de 2009
Você conhece bem suas crianças?
- Quem é o melhor amigo de seu filho?
- Você conhece a família do melhor amigo do seu filho?
- Que cor ele gostaria para seu quarto?
- Quem é o maior herói para ele?
- O que o embaraça mais?
- Qual é o seu maior receio?
- Nas aulas de educação física, seu filho prefere jogar, fazer exercícios ou correr?
- Qual é o seu gênero preferido de música?
- Qual a pessoa, sem ser da família, que mais influencia(ou) a vida de seu filho?
- Quais os assuntos preferidos e os de que não gosta na escola?
- De que proeza se orgulha mais seu filho?
- Qual a principal queixa dele sobre sua família?
- Qual o seu programa de televisão favorito?
- Qual o video game favorito de seu filho?
- O que faz se filho realmente ficar zangado?
- Que esporte ele gosta mais?
- Se seu filho pudesse comprar qualquer coisa, o que ele pediria?
- Qual o último presente que você deu para ele?
- Seu filho está satisfeito com o relacionamento com colegas de escola e amigos?
- Que profissão ele diz querer ter quando crescer?
- Qual foi o maior desapontamento de sua vida?
- Seu filho se sente muito alto ou muito baixo, ou muito magro ou muito gordo?
- O que seu filho mais gosta em você?
- O que ele detesta em você?
- Para onde seu filho gostaria de ir nas férias: praia, montanhas, campo, fazenda, sítio, etc?
- Do que seu filho menos gosta de fazer: arrumar quarto, organizar brinquedos, pegar água para si próprio, fazer compras para casa, ajudar na cozinha, etc?
- Qual livro, literário, não didático, seu filho leio mais recentemente?
- Qual foi o último livro que você deu para seu filho?
- Qual foi o último livro que você leu para seu filho?
- Qual a festa de família preferida de seu filho?
- Qual o feriado que ele mais gosta?
- Qual comida mais gosta?
- Qual comida menos gosta?
- O que não come de jeito nenhum?
- Qual seu apelido na escola?
- Qual seu apelido entre os amigos fora da escola?
- Quando prefere fazer os deveres de casa: pela manhã, à tarde após o almoço, após o lanche da tarde, antes do jantar, após o jantar? Ele faz os deveres de casa?
- Seu filho gosta de bichos de estimação? Qual gostaria de ter?
- Qual a coisa de seu filho que ele mais estima?
- Qual sua roupa favorita?
sábado, 12 de julho de 2008
A participação dos amigos nas escolhas profissionais de adolescentes
O papel dos relacionamentos interpessoais no processo de escolha profissional dos adolescentes é um tema complexo e multifacetado. Familiares (especialmente os pais) e professores foram percebidos como uma influência mais direta (ou vertical) nas decisões, enquanto os amigos participaram de modo mais horizontal (por meio de conversas e troca de informações). Os adultos tenderam a influenciar os objetivos (carreira ou curso escolhido) e os amigos a cooperar mais entre si, trocando informações e críticas.
Observamos, nesta pesquisa, relatos sobre os pares tornando-se mais importantes como fontes de apoio social e intimidade, e como apoio para comportamentos exploratórios fora da esfera familiar com o passar do tempo. Os dados revelaram, também, que quando a família exerce forte influência sobre os adolescentes, o poder de influência dos amigos diminui. Observou-se uma complexidade maior que a esperada, não sendo possível indicar somente a influência como o único processo a ser investigado na escolha profissional do adolescente, mas também a cooperação e mesmo o apoio social, principalmente ao investigar as relações entre amizades e escolha profissional.
Clique aqui para ter acesso ao texto completo em PDF da minha dissertação a partir do site da FAPES.
domingo, 6 de julho de 2008
Quantos amigos você (realmente) tem?
A amizade é um fenômeno social contextualizado cultural e historicamente e possui algumas características que lhe são peculliares: a amizade é diádica, pessoal, informal e mútua; sustenta-se em emoção positiva, consideração, voluntariedade, apego e ausência de sexualidade exacerbada; os amigos tendem a se esforçar para providenciar apoio quando necessário, afirmam reciprocamente suas identidades e as expectativas de confiança e de apoio; bem como, auxiliam a pessoa na manutenção de uma auto-imagem valorizada e de competência, expressam e reconhecem os atributos mais importantes do amigo, estimulam a auto-elaboração positiva, são confiáveis e confiantes,; e, cooperam e dão apoio no que se refere às necessidades cotidianas.
As pessoas tendem a ter amizades com aqueles que lhes são similares em idade, gênero, grupo étnico, atributos físicos e preferências por atividades profissionais e recreacionais. Os amigos são, geralmente, aqueles com os quais compartilhamos certas similaridades, inclusive idade, gênero, etnia, religião, nível sócio-econômico-cultural e atividades. Essa similaridade é maior entre amigos mútuos do que entre amigos unilaterais (quando um dos indivíduos não considera o par como amigo reciprocamente) ou não amigos.
Ok, Fábio... E onde você quer chegar com esse papo?
Pois bem. Na semana passada estava eu surfando pelo site da Newsweek, quando me deparei com a coluna THE TECHNOLOGIST de Steven Levy. O assunto era algo que já me chamava a atenção há algum tempo: quantos amigos temos em nossas listas em sites de redes de relacionamentos?
Então eu lhe lanço as seguintes perguntas: quem está na sua lista de amigos do Orkut, por exemplo?; ou, as pessoas desta lista participam de sua vida efetivamente ou vocês compartilham alguma característica em comum?
Levy destaca que esses "amigos" não são aqueles que lhe levam canja de galinha quando você está doente. A nova conceituação de amigo abarca aquele camarada que senta atrás de você na sala de aula, alguém procurando um novo cliente ou uma pessoa com a qual você nunca vai conversar. Hum... e você chama isso de amigo!? Pois eu me faço a mesma pergunta.
A introdução de tecnologia de comunicação em massa que ocorreu ao final da década de 1990 culmina hoje em mudanças substanciais na arquitetura dos relacionamentos interpessoais. O palco necessário para que ocorram as interações que posteriormente configuram freqüência e investimentos mínimos para que constituam um relacionamento migrou do plano concreto para o virtual, criando uma gama quase infinita de novas formas de nos relacionarmos.
O amigo “virtual” talvez carregue em si características do tipo “talvez não temos tanto em comum” ou “não nos importamos um com o outro”, porém o que parece ser mais notório é o nó que mantém vivo esses sites de relacionamento. As pessoas se sentem ligadas umas às outras de alguma forma. Num mundo tão individualista e pulverizado, esse é uma forma de amarrar os cacos de nossa(s) identidade(s) e um eu cabível.
Os amigos e as comunidades das quais participamos dizem quem somos e quem gostaríamos de ser. A ciência dos relacionamentos interpessoais já mostrou que, quando um relacionamento é iniciado em um dado contexto, ele provavelmente está imerso numa rede na qual vários outros relacionamentos se entrecruzam. Assim, damos forma à nossa imagem pessoal perante a sociedade.
A nova geração está quebrando muitos paradigmas, inclusive este: quem são seus amigos(?).
Quem avisa amigo é...
Ter uma longa lista de amigos pode até ser bem legal.
Poder contar com eles quando você mais precisar é muito melhor.
domingo, 1 de junho de 2008
Amizade e escolha profissional: influência ou cooperação?
RESUMO
A relação entre as amizades e a escolha profissional é um campo pouco explorado em orientação profissional. Este artigo relata pesquisa realizada com 96 estudantes de Ensino Médio de uma escola particular acerca do tema com o objetivo de investigar a participação dos amigos na escolha profissional e as implicações da escolha nos relacionamentos. Os resultados dos questionários aplicados revelam que: 93% das garotas e 80% dos rapazes conversam com seus amigos sobre seu futuro profissional; 30,2% das garotas e 33,3% dos rapazes perceberam influência de seus amigos em sua escolha; 65,1% das garotas e 82,2% dos rapazes não percebem implicações de sua escolha sobre seus relacionamentos; 48,8% das garotas e 55,5% dos rapazes consideram a si mesmos como a pessoa mais importante na decisão de seu futuro profissional.
Palavras-chave: Escolha profissional, Amizade, Adolescência.
Se quiser ler o artigo na integra, clique aqui para o texto completo.Sphere: Related Content
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Amizade e novas arquiteturas para os relacionamentos no século XXI
A sociedade tem passado por mudanças radicais desde o início da Revolução Industrial. A migração do meio rural para as cidades, a aglomeração da gente nas metrópoles e a procura por melhores condiçõees de vida e trabalho imprimem na sociedade uma nova arquitetura que aponta cada vez mais na contemporaneidade novas formas de nos relacionarmos com aqueles que nos cercam.
A necessidade de procurar por cenários mais favoráveis para viver, seja por motivos de trabalho ou outros, nos leva, às vezes, para longe de nossas famílias. Essa separação da família estimulada pela "meritocracia" moderna quebra o status da hierarquia familiar tradicional, mudando as responsabilidades frente à família para ir ao encontro da necessidade de preparação para o mercado de trabalho. Aí observamos uma migração de uma perspectiva mais coletivista ou familiar para uma perspectiva individualista fomentada pelo sistema capitalista. A famíia pode passar, assim, a um papel secundário em favorecimento da escolha pessoal e do desenvolvimento individual.
Por uma ciência dos relacionamentos interpessoais
Os estudos dos relacionamentos interpessoais abarcam hoje uma gama de abordagens teóricas muito ricas, relacionadas a diversas ciências que convergem de forma transdisciplinar para compreender esse fenômenos sociais. Quero reafirmar perante vocês minha simpatia pela viés adotado por Robert Hinde, cientista que dedicou sua vida à construção de uma ciência do relacionamento interpessoal. Hinde refere-se a uma rede de fatores que se correlacionam num sistema com múltiplos níveis, incluindo também a estrutura sócio-cultural e os fatores ambientais. Todos estes níveis afetam-se mutuamente de forma dialética. Esse autor ainda destaca a importância de se partir de uma ampla base descritiva para o estudo dos relacionamentos tendo como alvo a busca de princípios subjacentes aos aspectos observados.
Quem são nossos amigos?
As amizades sofrem a influência de diversos fatores desde o ambiente físico até a estrutura sócio-cultural. Viver em uma sociedade altamente urbanizada leva à necessidade de novos tipos de relacionamentos. Durante a adolescência, a intimidade, provida anteriormente pela família, passa cada vez mais a ser complementada pelos pares e amigos. Os amigos são, geralmente, aqueles com os quais compartilhamos certas similaridades, inclusive idade, gênero, etnia, religião, nível sócio-econômico-cultural e atividades. Essa similaridade é maior entre amigos mútuos do que entre amigos unilaterais (quando um dos indivíduos não considera o par como amigo reciprocamente) ou não amigos. Apesar de a amizade ser considerada um relacionamento voluntário, ela não deixa de fazer parte de um contexto social e cultural. As amizades não se baseiam em parentesco ou consangüineidade e o compromisso estabelecido entre as partes está enraizado na confiança, na lealdade, em atividades compartilhadas, em companheirismo e na interdependência de ambas as partes.
Além de a amizade ser social e historicamente contextualizada, ela possui algumas características fundamentais que podem ser encontradas em diferentes contextos sociais e culturais: a amizade é diádica, pessoal, informal e mútua, sustenta-se em emoção positiva, consideração, voluntariedade, apego e ausência de sexualidade exacerbada. Amigos tendem a se esforçar para providenciar apoio quando necessário. Segundo Hinde, os amigos afirmam reciprocamente suas identidades e as expectativas de confiança e de apoio são centrais nessa forma de relacionamento. Podemos listar algumas necessidades geralmente supridas por amigos: auxiliar a pessoa na manutenção de uma auto-imagem valorizada e de competência; expressar e reconhecer os atributos mais importantes do amigo; estimular a auto-elaboração positiva; ser confiável e confiante; e, cooperar e dar apoio no que se refere às necessidades cotidianas. A amizade ainda inclui auto-revelação, confiança e reciprocidade. Atividades e interações em grupo influenciam a díade e vice-versa. Além disso, as pessoas tendem a ter amizades com aqueles que lhes são similares em idade, gênero, grupo étnico, atributos físicos e preferências por atividades profissionais e recreacionais.
Amigos de fé, irmãos, camaradas
Ontem descobri duas edições de Vida Simples (outubro e novembro de 2005). Ambas com reportagens sobre amizade. E lendo esses textos na manhã de hoje me fizeram lembrar de vários queridos amigos que tenho guardados no meu coração. Amigos queridos apesar das distâncias, amigos apesar de algumas diferenças; amigos vêm e vão. Amigos porque gostamos um do outro e queremos ser amigos. A amizade é voluntária. Diante de nossos amigos podemos ser quem realmente somos e sermos compreendidos. Ter amigos faz bem para a saúde, para o coração e para a alma. Sem vocês meus queridos amigos, seria um ninguém. Obrigado por tudo que fizeram e fazem por mim. Obrigado por compartilharmos momentos memoráveis, confidências inenarráveis e emoções inexplicáveis.

