sábado, 4 de dezembro de 2010
Aprendendo a pensar - por Stephen Kanitz
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Acompanhamento de trabalhos acadêmicos
Desenvolver um trabalho acadêmico costuma ser difícil para muitos universitários. A preocupação com formatação, metodologia e prazo de entrega é tão grande, que a relevância acadêmica e profissional que o trabalho poderia proporcionar fica com frequência em segundo plano, assim como a satisfação pessoal que pode advir desse tipo de realização. Público alvo Estudantes universitários e pós-universitários de todas as regiões do Brasil e países de Língua Portuguesa, que desejem produzir trabalhos de acordo com a metodologia acadêmico-científica nas áreas de Psicologia, Pedagogia, Administração, Economia, Ciências Sociais, Serviço Social, Direito, Filosofia, História, e áreas afins. Professora Fernanda Insfrán é Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua na área clínica (Abordagem Centrada na Pessoa), escolar e de pesquisa acadêmica. Foi professora da Universidade Santa Úrsula (curso de Psicologia), Universidade Cândido Mendes (curso de Administração e MBA em Gestão de Pessoas) e Fundação Getúlio Vargas (curso de Administração). Orientou dezenas de monografias de conclusão de curso nestas universidades e atualmente coordena um grupo de pesquisa na UFRJ sobre Representações sociais e relações no ambiente educativo. Mais informações sobre o curso online aqui.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Vendo as coisas por uma nova perspectiva
segunda-feira, 15 de março de 2010
Mudando o foco do problema para a solução
TEDxSP 2009 - Fábio Barbosa from TEDxSP on Vimeo.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Será este o último século?
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Os benefícios das falhas
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
PASSEIO SOCRÁTICO
por Frei Betto Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?' Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'. 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!' Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais... A palavra hoje é 'entretenimento'. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse. Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald's... Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!"

