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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Psicose e desemprego: um paralelo entre experiências psicossociais de ruptura biográfica

Marcelo Afonso Ribeiro
Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Este artigo visa analisar o contexto atual de transição do mundo do trabalho, no qual os processos organizativos de reestruturação produtiva e flexibilização desarranjaram sua configuração ao fragilizar as instituições reguladoras da sociedade e romper com os paradigmas vigentes pela diluição das fronteiras psicossociais determinantes dos papéise das identidades que são construídas na relação com o mundo. Partindo do pressuposto que o trabalho continua sendo central para a sociabilidade humana, podemos perceber que a flexibilização de sua forma tem causado experiências psicossociais significativas de ruptura de vida e que, se antes atingiam somente alguns grupos tradicionalmente excluídos, agora podem atingir potencialmente a todas as pessoas. Como forma de refletir sobre essa questão, traçou-se um paralelo entre a experiência tradicionalmente instituída de ruptura da crise psicótica e as novas vivências de ruptura sofridas pelo homem contemporâneo que se vê diante da modificação profunda das ocupações que exercia e do desemprego, concluindo que esse processo gera uma experiência psicossocial deruptura biográfica semelhante em ambos os casos (guardadas as devidas especificidades) pela desfiliação, pela perda da referência no mundo das significações existentes, pela construção de trajetórias descontínuas de vida e pela necessidade de (re)estruturar laços sociais num mundo que dificulta essa ação.

Palavras-chave: Trabalho, Psicose, Desemprego, Carreira, Ruptura biográfica
Clique aqui para acessar ao texto (PDF).

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sei que talvez não seja o melhor momentos para sugerir que você aplique na bolsa, mas foi justamente essa a sugestão do meu professor de Finanças do MBA.

Dentre as várias possibilidades de trabalho, a que escolhi é investir no simulador da Folha INVEST. Ainda não sei o que será de minha carteira; afinal, teremos cerca de três semanas para investir no simulador para o trabalho.

As outras opções de trabalho também são muito atraentes, mas a falta de tempo me impede de ler livros para fazer resumo. Quanto mais montar um video e postar no YouTube. Abaixo segue o trabalho em video de Carlos Gogler para o professor Cristóvão sobre o livro Os Axiomas de Zurique. Dentre os que assisti até este post, esse é o melhor.





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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O cisne negro - entrevistas com Nassim Taleb

Nós seremos humanos queremos porque queremos tentar prever o futuro. Passamos anos de nossas vidas estudando e meu caros amigos cientistas tentam criar metodologias para saber a probabilidade da ocorrência dos acontecimentos mais distintos.

Mas se fosse tão fácil assim, o bem afortunado que descobrisse a teoria geral da unificação dos palpites seria o camarada que dominaria o mundo e desafiaria as leis da natureza.

Diz a mitologia grega e judáica que nós já tentamos fazê-lo e o filósofo Bacon dizia que esse era o propósito de nossa existência.

Quando olhamos em retrospecto, é fácil vermos as correlações entre as variáveis. A ciência moderna estipula que, por uma questão de rigor metodológico, devemos sistematizar os experimentos para que possam ser reproduzidos e comprovar a veracidade do axioma proposto.

Falta-nos a humildade de entender que ver um palmo a nossa frente é factível, mas enxergar com nitidez quilômetros no horizonte está longe de acontecer. Sei que dispomos de tecnologia que nos permite enxergar além.

Pois agora os convido a pensar cá comigo sobre a Ecologia da Ação de Edgar Morin.

Caramba! O que isso tem a ver com o cisne negro?

Calma!

Morin diz que a escolha é inevitável e que tentamos prever as conseqüências dessa ação, porém nossa capacidade para previsões se dissolve quando tentamos antever os desdobramentos ao longo do tempo. Quanto mais distante no tempo, mais ofuscada fica nossa visão.

Assim, nos baseamos nas estruturas construídas ao longo da história na falsa esperança de que o futuro seguirá mais ou menos os mesmos padrões. Aí, ficamos abestados quando nos deparamos com algo que foge completamente às expectativas.

O que era antes impossível, agora tentamos explicar falando do passado. Eis o cisne negro.

Vejam os videos de uma entrevista com Nassim Taleb. Audio em inglês e legendas em espanhol.







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sábado, 12 de julho de 2008

A participação dos amigos nas escolhas profissionais de adolescentes

A relação entre as amizades e a escolha profissional é um campo pouco explorado em orientação profissional. Esta dissertação apresenta uma pesquisa realizada com 36 estudantes de Ensino Médio de três escolas particulares e três escolas públicas acerca de sua percepção sobre suas amizades, seu relacionamento com os pais e suas escolhas profissionais. O objetivo era investigar a participação dos amigos na escolha profissional dos estudantes e as implicações da escolha nos relacionamentos tanto com a família como com os amigos.

O papel dos relacionamentos interpessoais no processo de escolha profissional dos adolescentes é um tema complexo e multifacetado. Familiares (especialmente os pais) e professores foram percebidos como uma influência mais direta (ou vertical) nas decisões, enquanto os amigos participaram de modo mais horizontal (por meio de conversas e troca de informações). Os adultos tenderam a influenciar os objetivos (carreira ou curso escolhido) e os amigos a cooperar mais entre si, trocando informações e críticas.

Observamos, nesta pesquisa, relatos sobre os pares tornando-se mais importantes como fontes de apoio social e intimidade, e como apoio para comportamentos exploratórios fora da esfera familiar com o passar do tempo. Os dados revelaram, também, que quando a família exerce forte influência sobre os adolescentes, o poder de influência dos amigos diminui. Observou-se uma complexidade maior que a esperada, não sendo possível indicar somente a influência como o único processo a ser investigado na escolha profissional do adolescente, mas também a cooperação e mesmo o apoio social, principalmente ao investigar as relações entre amizades e escolha profissional.

Clique aqui para ter acesso ao texto completo em PDF da minha dissertação a partir do site da FAPES.

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sábado, 10 de maio de 2008

Novos paradigmas produtivos e as mudanças no perfil do trabalhador - Bibliografia para os cientistas de plantão

BERGAMINI, C. W. A difícil administração das motivações. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 38, n. 1, jan./mar. 1998, p. 6-17.

BOCK, S. D. Orientação profissional: a abordagem sócio-histórica. São Paulo: Cortez, 2002, 188p.
CARNOY, M. A educação na América Latina está preparando sua força de trabalho para as economias do século XXI?. Brasília: UNESCO Brasil, 2004, 130p.

CHIAVENATO, I. Recursos humanos. Edição compacta. São Paulo: Atlas, 2000.

CODO, W. Qualidade, participação e saúde mental: muitos impasses e algumas saídas para o trabalho no final do século. In: DAVEL, E.P.B., VASCONCELOS, J.G.M. (org.). Recursos humanos e subjetividade. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 129-157.

COHENDOZ, M. (1999). Identidad joven y consume: la globalización se vê por MTV. Revista Latina de Comunicación Social 22. Disponível em: http://ull.es/publicaciones/latina/a1999coc/35mtv.html.

COUTINHO, M.C. Subjetividade e trabalho. In: LUCCHIARI, D.H.P.S. (org.). Pensando e vivendo a orientação profissional. São Paulo: Summus, 2003, p. 117-122.

DRUCKER, P. Peter Drucker na prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

EHRLICH, I. F., CASTRO, F. de, SOARES, D. H. P. Orientação Profissional: liberdade e determinantes da escolha profissional. Revista de Ciências Humanas, Florianópolis, n. 28, out. 2000, p. 61-79.

FERRETTI, C. Uma nova proposta de orientação profissional. São Paulo: Cortez, 1997.

FREITAG, B. Política social e educação. Em aberto, Brasília, v. 4, n. 27, jul./set. 1985, p. 1-15.

GAREGA, S. Las adolescentes del polimodal en la modernidad líquida: una mirada para comprender a los jóvenes de hoy. Aprendizaje Hoy v. 59, 2004, p. 7-19.

ILO – International Labor Organization. Learning and training for work in the knowledge society. Geneva: International Labour Office, 2002, 116p.

ISRAELSEN, L.D.; RATLIFF, R.L.; SKOUSEN, C.R.; SCHEUING, E.E. A brief introduction to relationship economics. In: GARCIA, A. (org.). Personal relationships – international studies. Vitória: UFES/NIERI, 2006, p. 5-20.

LASSANCE, M.C., SPARTA, M. A orientação profissional e as transformações no mundo do trabalho. Revista Brasileira de Orientação Profissional, São Paulo, v. 4, n. 1-2, p. 13-19, 2003.

LISBOA, M. D. Orientação profissional e mundo do trabalho: reflexões sobre uma nova proposta frente a um novo cenário. In: LEVENFUS, R. S., SOARES, D. H .P. (org.). Orientação vocacional ocupacional: novos achados teóricos, técnicos e instrumentais para a clínica, a escola e a empresa. Porto Alegre: Artmed, 2002, p. 33-49.

MAROCHI, M. L. G. Considerações sobre modelos de produção e a psicologia do trabalho. Revista da FAE, Curitiba, v. 5, n.41, jan./abr. 2002, p. 15-28.

MENEGASSO, M. E. O declínio do emprego e a ascensão da empregabilidade: um protótipo para promover a empregabilidade na empresa pública do setor bancário. Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção. Tese de doutorado não publicada. Universidade Federal de Santa Catarina, dezembro de 1998. Disponível em: . Acesso em: 04 jul. 2004.

MORIN, E. M. Os sentidos do trabalho. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 41, n. 3, jul./ set. 2001, p. 8-19.

MYERS, R. A., JORDAAN, J. P. Las diferencias individuales y el mundo del trabajo. In: BOHN, M. J. et al. Educacion, vocacion y ocupacion. Buenos Aires: Paidos, 1975, p. 11-71.

NASCIMENTO, E. P. do. Educação e desenvolvimento na contemporaneidade: dilema ou desafio?. In: BURSZTYN, M. (org.). Ciência, ética e sustentabilidade. São Paulo/Brasília: Cortez/UNESCO, 2001, p. 95-112.

PIMENTA, S. G., KAWASHITA, N. Orientação profissional: um diagnóstico emancipador. São Paulo: Loyola, 1991, 52p.

PRADO FILHO, K. Escolha profissional e atualidade do mercado de trabalho. In: LUCCHIARI, D. H. P. S. (org.). Pensando e vivendo a orientação profissional. São Paulo: Summus, 2003, p. 109-122.

SCHEIN, E. H. Career anchors revisited: implications for career development in the 21st century. Academy of Management Executive, v. 10, n. 4, 1996, p. 80-88.

SHAW, M. Review - Jan Aart Scholte: Globalization. A critical introduction. Milleneum Journal of international studies, 2001. Disponível em: . Acesso em: 14 jul. 2004.

SOARES, D. H. P. A escolha profissional do jovem ao adulto. São Paulo: Summus, 2002, p. 197.

SODRÉ, N. W. Modos de produção no Brasil. In: LAPA, J. R. A. (org.). Modos de produção e realidade brasileira. Petrópolis: Vozes, 1980, p. 133-156.

STIGLITZ, J. E. A maldição dos recursos naturais. Valor Econômico, 5(1073), p. A11, 12 ago. 2004.

WERTHEIN, J. Educação, trabalho e desemprego: novos tempos, novas perspectivas. Brasília: UNESCO, 1999, 37p.

WORLD BANK. Absorbing knowledge. In: World Bank. World Bank development report 1998/1999: knowledge for development. New York: Oxford University Press, 1999b, p. 40-55.

WORLD BANK. World Bank development report 1998/1999: knowledge for development. Washington D.C.: World Bank, 1999a, 14p.

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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sugestões de leitura sobre amizade para os cientistas de plantão

Adams, G., Plaut, V. C. (2003). The cultural grounding of personal relationship: friendship in North America and West African worlds. Personal Relationship, 10 (3), 333-347.
Allan, G. (1998). Friendship and the private sphere. Em: R.G. Adams e G. Allan (org.). Placing friendship in context (pp. 71-91). Cambridge: Cambridge University Press.
Bertrera, E. M. (2005). Mental health in U.S. adults: the role of positive social support and social negativity in personal relationships. Journal of Social and Personal Relationships, 22 (1), 33-48.
Chan, D.K-S., Cheng, G.H.L. (2004). A comparison of offline and online friendships qualities at different stages of relationship development. Journal of Social and Personal Relationships, 21 (3), 305-320.
Feld, S., Carter, W.C. (1998). Foci of activity as changing contexts for friendship. Em: R.G. Adams e G. Allan (org). Placing friendship in context (pp. 136-152). Cambridge: Cambridge University Press.
Garcia, A. (2005a). Relacionamento interpessoal: uma área de investigação. Em: A. Garcia (org.). Relacionamento interpessoal: olhares diversos (pp. 7-27). Vitória, ES: UFES/PPGP.
Garcia, A. (2006b). Personal relationships research in South America – An overview. Em: A. Garcia (org.). Personal relationships: international studies (pp. 78-97). Vitória, ES: UFES / Núcleo Interdisciplinar para o Estudo do Relacionamento Interpessoal.
Hinde, R. A. (1979). Towards Understanding Relationships. London: Academic Press.
Hinde, R. A. (1987). Individuals, Relationships and Culture: Links between Ethology and the Social Sciences. Cambridge: Cambridge University Press.
Hinde, R.A. (1997), Relationships: a dialectical perspective. Hove, UK: Psychology Press.
Hinde, R. A., Groebel, J.(Eds). (1991). Cooperation and Prosocial Behaviour. Cambridge: Cambridge University Press.
O’Connor, P. (1998). Women’s friendships in a post-modern world. Em: R.G. Adams e G. Allan (org.). Placing friendship in context (pp. 117-135). Cambridge: Cambridge University Press.
Pereira, F.N., Garcia, A. (2007). Amizade e escolha profissional: influência ou cooperação? Revista Brasileira de Orientação Profissional, 8(1), 71-86.
Schütze, Y. (1996). Relationships between adult children and their parents. Em: A.E. Auhagen e M. Von Salisch (org.) The diversity of human relationships (pp. 106-119). New York: Cambridge University Press.
Tsai, M.-C. (2006). Sociable resources and close relationships: intimate relatives and friends in Taiwan. Journal of Social and Personal Relationships, 23, (1), 151-169.

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