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domingo, 12 de setembro de 2010

Isso é bom ou ruim? ou Mais pode ser menos...

A pergunta aí de cima vem me rondando há algum tempo, e, quando penso que já estou tranquilo quanto a ela, surge em minha mente um estalo que me traz de volta ao questionamento.

Fazemos parte de uma geração que produz informação de forma assustadora. Sim, a palavra é assustadora. E por mais que a Google tente organizar o quase infinitos bytes de informação que vagueiam pelas nuvens da internet, nos deparamos com coisas sem pé nem cabeça.

Agora a pouco li uma matéria de Veja sobre vídeos que são poucos vistos no YouTube e a tal pergunta voltou a rondar minhas inquietações filosófico-existenciais. Não quero soar apocalíptico, mas, sinceramente, certas coisas que aparecem na internet são o fim do mundo mesmo.





A digitalização de nossas vidas nos impede de um fenômeno natural que favorece em muito nossa saúde individual e coletiva: o esquecimento. Armazenamos informações desnecessárias e nos ocupamos com atividades e informações que em nada nos ajudam na tarefa de evoluir ao longo da vida, de nos tornarmos pessoas melhores em prol de um mundo melhor.

Ok... talvez você queira apenas curtir a vida e fazer o que lhe dê na telha. Sem problemas. Mas me diga uma coisa. Como você vai aproveitar a vida de fato, ao máximo, com o excesso de lixo que criamos todos os dias. E não estou falando do lixo físico, mas do lixo digital, informacional.

Ocupamos nosso dia a dia com informações que nada nos acrescentam. Percebo isso ao acompanhar diversas fontes no Twitter. Geralmente, recebo um tanto de tweets de matérias sobre nada, algo como uma tentativa de fazer notícia a qualquer custo sobre qualquer coisa.

Evito ser demasiadamente econômico, haja visto meus blogs, meu canal no YouTube e os projetos com meus alunos (ProjetoALPHA, meuolharsobreomundo, long play experience, Ética na Prática, ProfTube). [Hoje mesmo pensei se devo (ou quando devo) parar de gastar meu tempo com posts e começar a curtir minha vida] Porém, devemos refletir se a forma como temos construído nossas vidas é um caminho a ser seguido de fato.



Vídeo produzido por alunos meus do UNESC


Lembre-se: mais pode ser menos...
Faça o pouco ser mais e valer mais!



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sábado, 19 de junho de 2010

Da sintaxe à semântica: minha despedida mal entendida à José Saramago

Ontem escrevi a seguinte mensagem no meu Orkut, abre aspas tchau, Saramago fecha aspas com exclamação, e logo começou uma discrepância entre meus amigos sobre o que teria eu dito com aquelas palavras lançadas assim ao vento cibernético em meus às nuvens do Google e da web, e fiquei marcado como opositor ou crítico do escritor lusófono ao não prever o impacto da sintaxe em relação à semântica de minhas palavras não entonadas, grafadas somente no meu restrito entender.

Mesmo com três de suas obras lidas por estes meus olhos que a terra não há de comer - preferiria ser cremado a concretizar os sonhos dos vermes e das raízes das gramas ao misturar o pouco de humano que resta ao corpo à mãe Terra e transmutar aquilo que fora gente em pó novamente e retomar o ciclo que surgiu no início dos tempos e que processará toda a Natureza até o seu fim sem ponto, sem vírgula e sem testemunhas para versar a linda biografia universal do existir - fui incompreendido por não antever a possibilidade de minha direta e objetiva declaração.

Não sei se por rudeza e falta de lirismo de minha parte, já que me considero algo como um estruturalista concretista quadrado, isso num sentido mais geométrico que direitista, visto minha afinidade com os entendimentos políticos do falecido autor e de outros tantos autores de minha crônica preferência, ou por egoísmo, ou simples chiste de uma composição formulada às pressas e desprovida de qualquer conotação afetiva maior.

Quando recebi a réplica contrariada de minha sentença, a primeira reflexão que se produziu se apegou na lógica mínima da incoerência de uma frase com referências a outros mundos, paraísos e qualquer além que estivesse além do Ribatejo, de onde surgiu tal grandioso autor. Falar de um adeus ou de um até breve seria nefasto e incongruente para falar de menos ou ao menos me revelaria verdadeiro provocador com ato dirigido neste caminho de pensamento.

Um ponto somente me entristece ao ver a imagem de Saramago tratado como figura pop: piadas no Twitter, comentários de Sandy e milhares de reportagens.

De que valem comentários apócrifos se o que vale no fim é a vida vivida e não a morte que nos toma sem rodeios nem prosa nem verso nossa breve e tênue humanidade.

O que desespera minha alma é me lembrar de Saramago todas as vezes que corrijo provas e me deparo com tanta (falta de) homenagens àquele que bem soube subverter o linguajar grafado em prol de uma textura mais próxima da promíscua oralidade.



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segunda-feira, 24 de maio de 2010

2 Quintos dos Infernos, desobediência civil e um Brasil melhor

Recebi a mensagem abaixo pelo newsletter da BizRevolution, também recebi uma mensagem sobre os 2 quintos do Inferno de impostos que estamos pagando. Daqui a pouco viveremos numa Somália pagando impostos à la Noruega...

Falo tanto com meus alunos sobre fazermos alguma coisa a respeito de nosso país. Quem sabe o debate eleitoral pós-Copa nos ajude a refletir como construímos nossa nação.

Segue a mensagem do Ricardo:


"Mesmo votar em favor do direito não é fazer coisa alguma por ele. As coisas não mudam; nós é que mudamos." Henry David Thoreau

Querida(o) Amiga(o),

Na esquina da Rua Tuiuti com a Marginal Tietê em São Paulo você encontra uma loja que vende móveis para casas de campo, jardins e afins. À 200 metros da loja você tem a entrada principal do Parque do Piqueri em São Paulo. O parque tem 97 mil metros de área verde onde todos os dias milhares de moradores da zona leste utilizam para energizar as suas mentes e corpos. O parque como todos os espaços públicos desse Brasil tem carência de muitas coisas, falta de tudo, inclusive bancos para você sentar e apreciar a beleza do parque.

Digamos que você acordou hoje afim de ajudar o Parque do Piqueri a aumentar o seu patrimônio público. O que você poderia fazer?

Você poderia simplesmente ir até a loja que fica em frente ao parque, comprar meia dúzia de bancos de jardim e solicitar a sua instalação nas áreas mais necessitadas do Parque do Piqueri. Em poucos dias você mesmo conseguiria perceber e vivenciar o impacto que a sua pequena colaboração teria sobre a alegria dos frequentadores do parque.

Entretanto, você seria preso se tentasse instalar um banco no parque.

Você, civil, não pode fazer nada pelo espaço público sem pedir a benção de algum secretário administrador gerente de diferentes orgãos públicos.

A instalação de um simples banco em um parque da cidade tem que passar por uma comissão de alguma secretaria municipal, que vai levar a solicitação para algum escritório administrativo estadual, que vai pedir dinheiro ao governo federal para daqui a alguns anos executar a idéia e implementar os bancos no Piqueri.

O mais triste de tudo é que o dinheiro que o governo federal libera para as cidades não foi gerado pelo governo federal. O dinheiro foi gerado pelos próprios cidadãos das cidades que tem que pagar impostos e remeter para um orgão centralizador que depois devolve o dinheiro para a cidade que o gerou.

Eu acredito que eu não preciso explicar para você que nessas idas e vindas, entre tantas aprovações, canetadas e caciques envolvidos, a verba vai desaparecendo.

Eu também não preciso te dizer que se o projeto de adição de bancos no Parque do Piqueri fosse realmente importante para alguém, o projeto viraria promessa de campanha de algum candidato a vereador, deputado, senador ou presidente desse país.

Se a obra de ampliação dos bancos no Parque do Piqueri desse Ibope no Big Brother, em alguns anos você veria um grande cartaz fincado no parque dizendo, "Governo Federal banca o projeto dos bancos do parque. Governo Federal, trabalhando por todos. Blá blá blá".

Nós estamos àpenas alguns meses da oportunidade de escolher o próximo presidente do Brasil. Dilma, Serra, Marina, Michel Temer, Ciro, o Bode do Zoológico, o Zé da Borracharia, todos eles são candidatos a presidente.

Qual premissa você vai usar para escolher o seu candidato?

Milhões vão optar pelo bicho que prometer acabar com todos os males das suas vidas.

Milhões vão escolher o candidato que tem plano para acabar com a violência, com o desemprego, com a falta de saúde, educação, moradia, alimentação, crise ambiental e sei lá mais o quê.

Milhões de brasileiros ainda acreditam que a melhor forma de governo é aquela que tem um governo atuante gerando empregos, segurança (de todos os tipos) e licitações públicas.

Por conta disso, o Brasil nunca teve tanta gente procurando emprego público. Os cursinhos para empregos públicos estão lotados. Os livros sobre como conseguir emprego público estão esgotados. O número de candidatos por vaga pública nunca foi tão grande. Milhões de brasileiros estão optando nesse momento por uma maneira segura de viver mamando nas tetas do estado.

Esse Brasil, definitivamente não é o Brasil que eu quero deixar para os meus filhos. Eu não trabalho 24 horas por dia 7 dias por semana para ver um país de cidadãos complacentes a espera de uma solução do presidente, do governador ou do prefeito.

Diferente do que a maioria pensa, eu acredito que "O melhor governo é aquele que menos governa!".

O melhor governo é aquele que intervém menos, limita menos, dita menos leis e obrigações.

Os defensores do poder público estão dizendo nesse momento que o Capitalismo precisa de regulamentação. Mas enquanto somos regulamentados até a alma, quem regulamenta o presidente e o governo?

Quem disse que o governo deveria ter mais poder que a sociedade civil?

Quem disse que o Ministério das Cidades entende mais de leis do que a própria OAB?

Imagine viver em uma sociedade onde você deu poderes a um ser humano ditar as leis que regem a sua vida. Ele é um ser humano, corruptível, sujeito a criar algum tipo de sacanagem para beneficiar a si próprio e os amigos. Essa sociedade é a sociedade em que você vive.

Dias atrás eu estive em Nova Iorque. Nova Iorque é o berço de milhares de idéias que regem hoje a sua vida, idéias que você nem faz idéia que nasceram por lá mas nasceram.

Você, bairrista, torcedor da seleção brasileira de futebol, pode não acreditar em mim, e continuar a achar que vive em um país maravilhoso cheio de idéias brilhantes e seres humanos calientes, mas, infelizmente, depois que terminar a Copa do Mundo, e você guardar a bandeira do Brasil no fundo do ármario; e voltar os olhos para as próximas eleições para presidente, talvez caía alguma ficha na sua cabeça.

O momento mais emocionante da minha viagem a Nova Iorque foi quando passeando pelo Central Park em um dia ensolarado de maio , eu me vi frente a frente com um poster que dizia, "O que nós fariamos sem a sua Doação?".

Nova Iorque é a centro do universo para o país mais poderoso da história da humanidade. O Central Park é o parque central da cidade, famoso em todo o país, teoricamente uma grande oportunidade eleitoreira para o Bush, Obama, Clinton, Giuliani, Bloomberg e todos os outros candidatos falarem que ELES são responsáveis pela sua preservação e desenvolvimento.

Entretanto, a sociedade civil não deixa os políticos usarem o parque como plataforma política. Quem toma conta do Central Park é o cidadão nova iorquino . O Central Park não precisa da boa vontade da Secretaria de Jardins de Nova Iorque para se desenvolver; quem cuida do parque é o Central Park Conservancy.

"O Central Park Conservancy foi fundado em 1980 por um grupo de dedicados líderes filantropos civis. Eles estavam determinados a terminar com o dramático declínio que o Central Park experimentou nos anos 70 e restaurá-lo ao seu esplendor do passado como o principal espaço público dos EUA. Hoje, a missão do Conservatório é restaurar, gerenciar e preservar o Central Pak em parceria com o público para a a alegria das presentes e futuras gerações."

Tudo de bonito que você vê no Central Park é mantido e desenvolvido por PESSOAS e não por fundações ou ONGs que novamente vão se beneficiar de alguma maneira com o marketing da coisa toda. O principal lago do parque, por exemplo, é mantido pela família da Jaqueline Onassis - sem qualquer referência às empresas da sua família. O "Strawberry Fields", um imenso espaço verde dentro parque, é mantido por Yoko Ono em homenagem a John Lennon.

Eu sei, tem que ser herói para viver em um país em desenvolvimento como o Brasil, em uma cidade maluca como São Paulo com seu trânsito caótico, custo de vida alto, competição acirrada, e ainda encontrar tempo para se envolver com uma causa que não gera dinheiro algum para quem se envolve.

Mas, a vida de todos nós será muito mais fácil quando uma quantidade imensa de pessoas levarem suas vidas baseadas nos mais altos padrões de convivência, respeito mútuo e valores morais. Para a cultura das pessoas mudar para melhor nesse país, as pessoas precisam ser expostas diariamente a uma quantidade imensa de exemplos consistentes feitos por milhares de pessoas. Não basta o exemplo do pai, não basta o exemplo de um programa na televisão falando sobre coisas positivas, as pessoas precisam ver perspectiva nas pequenas coisas do seu dia-a-dia; por exemplo, no parque público que elas convivem todos os dias.

Imagine se o Parque do Piqueri fosse residência de milhares de mensagens positivas doadas por milhares de cidadãos que vivem na Zona Leste. O Parque do Piqueri não seria um lugar inspirador para frequentar?

O Central Park em Nova Iorque tem 3,4 km2 de área. É um oásis dentro de Manhattan. Ao contrário do Parque do Piqueri que fecha as 18:00hs, o Central Park não fecha nunca.

Ao contrário do Parque do Piqueri que tem meia dúzia de bancos, o Central Park tem quase 10 mil bancos para você sentar e apreciar a leitura de um bom livro.

Além de muito bem conservados, os bancos do Central Park trazem lindas mensagens gravadas em belas placas de metal escolhidas pelos indivíduos que estão conservando cada banco.

Hoje são quase 3 mil bancos conservados por pessoas que moram na cidade. Filhos compram bancos para homenagear os pais por terem lhe proporcionado uma vida maravilhosa, maridos apaixonados declaram seu amor eterno as suas esposas, centenas de cidadãos comuns compartilham anonimamente mensagens de esperança em bancos que eles mesmo estão bancando com dinheiro do próprio bolso.

Digamos que você more em Nova Iorque e tenha vontade de ajudar o Central Park a aumentar o seu patrimônio público. O que você poderia fazer? Ligar para o Central Park Conservancy, apontar o banco que você quer conservar, dizer onde você quer colocá-lo, ditar a mensagem que deseja imprimir no banco, e pronto, em poucos dias você passa a ser dono de um banco no maior parque público dos EUA.

O "pobrema" todo dessa situação, como diria o cúmpanheiro presidente, é que o paternalismo brasileiro MATA na raiz toda e qualquer iniciativa do indivíduo brasileiro em criar um mercado específico, seguir uma vida alternativa, ser ele mesmo. O paternalismo brasileiro infiltra na cabeça das pessoas um modelo único centralizador ditado por um único partido, por uma única cidade, por uma única igreja e religião, por um único canal de televisão, por uma única novela, por um único livro, MATANDO a criatividade de milhares de brasileiros que estão tentando construir alternativas de Vida.

As eleições e a Copa estão aí. Nada vai mudar. Se alguma coisa vai mudar, ou está mudando, é porque alguns indivíduos desobedientes estão levando pedaços do Brasil para frente.

Seja um deles.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Ricardo Jordão Magalhães
Desobediente!


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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Muito trabalho e otras cositas mas

Caros leitores,

O trabalho realmente acaba por nos absorver em alguns momentos. Não imaginava que chegaria a tanto tão cedo em minha vida. Aulas, projetos, pesquisa e um tanto de atividades me mantém ocupado.

Pergunta boa: você está se divertindo com isso?
Pergunta boa 2: você está feliz e satisfeito?

Resposta excelente para ambas perguntas: SIM!

Confesso que tirar tempo para escrever no blog é uma batalha com minha agenda e minhas energias. Gostaria de escrever com mais frequência. Quanto a isso não há dúvidas.

Como não consigo ficar sem me comunicar com o mundo e gosto de mostrar para as pessoas minhas opiniões e o que ando fazendo, estou utilizando o Twitter mais do que imaginei quando comei a lançar meus tweets por aí.

Bem, não sei a quantas ficarão os posts nas próximas semanas.
Podem seguir o caminho dos tweets...

Um abraço!


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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Estou no Twitter...





















Neguei até o último minuto, mas tive que ser flexível.

O Twitter realmente está ganhando o mundo...


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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Estamos no Twitter!

Caros leitores,


Agora vocês podem acompanhar nossas atividades no Twitter através do meu link ou do blog.

Nos vemos lá!
Abraço a todos(as).


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